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Brumadinho é maior acidente de trabalho já registrado no Brasil

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O resgate desesperado de uma mulher enlameada, helicópteros carregando corpos constantemente e famílias desesperadas em busca de famíliares desaparecidos.

As imagens após o rompimento de três barragens da Vale em Brumadinho (MG) na sexta-feira são registros do maior acidente de trabalho da história do Brasil, e que poderá se tornar o segundo acidente industrial – denominação para desastres de larga escala causados por atividades empresariais – mais mortífero do século 21 em todo o mundo, segundo especialistas e rankings compilados pela BBC News Brasil.

Até a noite desta segunda-feira, haviam sido contabilizados 84 mortos, e 276 pessoas estavam desaparecidas, de acordo com as equipes que atuam no resgate de vítimas. Após 72 horas do acidente, as chances de se encontrar pessoas vivas sob a lama são mínimas.

Só serão contabilizados como vítimas de acidente de trabalho os funcionários da Vale, incluindo os terceirizados. Entre os 84 mortos encontrados também há moradores, mas boa parte das pessoas ainda não encontradas é de funcionários da mineradora.

Segundo o professor de direito do trabalho na Universidade de Guarulhos (UNG) Gleibe Pretti, o maior acidente registrado no Brasil até então tinha sido o desabamento de um galpão em Belo Horizonte – que deixou 69 mortos em 1971.

A segunda maior tragédia do tipo aconteceu em Paulínia (interior de SP), na Shell-Basf. Ao longo de muitos anos de funcionamento (que começou em 1977), os agrotóxicos usados pela Shell contaminaram o solo e acabaram matando 62 funcionários. Mais de mil funcionários também foram afetados. Hoje esses agrotóxicos são proibidos no Brasil.

A terceira foi a tragédia em Mariana (MG), em 2015, que também teve envolvimento da Vale – ela é, ao lado da anglo-australiana BHP, dona da Samarco, responsável pela barragem que se rompeu ali. A tragédia arrasou a região, contaminou os rios e deixou 19 mortos.

O rompimento de barragem em Brumadinho também deve ter um destaque na história internacional. No mundo, o maior acidente industrial dos primeiros 18 anos deste século foi o desabamento de um prédio que abrigava fábricas e empresas em Bangladesh, causando 1.127 mortes em 2013.

Em muitos dos maiores acidentes industriais da história, porém, o número de vítimas é incerto, pois nem sempre todos os corpos são encontrados e há pouca transparência na divulgação dos dados.

“No Brasil e no mundo, há muito casos não conhecidos. Se a gente falar de Serra Pelada, por exemplo, os garimpeiros costumavam descer por grandes escadas rudimentares. Quando quebrava um degrau em cima, o trabalhador caía sobre os outros. Muitos morriam e eram enterrados ali mesmo. Contam que a Praça dos Três Poderes, em Brasília, é um cemitério de operários pela quantidade de gente que morreu ali. Sem falar na Transamazônica, que tem mortes até hoje. Também só sabemos das mortes na China quando alguém vaza”, afirmou.

O maior acidente de trabalho da história do Brasil, de acordo com os especialistas entrevistados pela BBC News Brasil, ocorreu no dia 4 fevereiro de 1971, quando o teto de um pavilhão de exposições projetado por Oscar Niemeyer desabou, matando 69 pessoas e ferindo mais de cem.

Segundo os especialistas, o acidente ocorreu porque o então governador de Minas Gerais, Israel Pinheiro, queria inaugurar a obra antes do fim de seu mandato. O gestor ignorou os alertas de que o cimento ainda não tinha maturado e ordenou que fossem retiradas as escoras de sustentação da estrutura. Cerca de 10 toneladas de concreto armado desabaram por volta das 11h45, e até hoje há famílias sem indenização.

Um balanço da Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que 321 mil pessoas morrem por ano no mundo em acidentes de trabalho. O Brasil é o 4º colocado nesse ranking, atrás da China, Índia e Indonésia.

“Isso tem um grave impacto nas contas públicas. Nos últimos cinco anos, o INSS gastou R$ 26 bilhões em indenização. É um dinheiro que é pago como indenização que poderia ser investido em outras áreas”, afirmou o professor da UNG.

O que fazer para reduzir os acidentes de trabalho?

Para o especialista, essa situação só vai mudar quando três fatores forem endurecidos e respeitados: fiscalização, prevenção e punição.

“Se não houver fiscalização dura e punição com prisão, as empresas vão continuar pensando que não faz sentido investir em segurança porque nunca serão punidas. Eu trabalho em cinco universidades e três cursinhos e nunca vi um fiscal do trabalho. Tem locais que não têm tablados, extintores. Imagine em escolas públicas. Se pegar fogo, todo mundo morre”, afirmou.

Em casos de morte em acidente de trabalho, os especialistas dizem que tanto os filhos quanto os cônjuges devem receber pensão. Os filhos deverão ter o benefício até os 25 anos de idade, caso fizerem faculdade até essa idade. Se a vítima não tiver filhos, seus pais podem receber o valor.

Há ainda a indenização com projeção de tempo de vida útil, calculada a partir da idade e o quanto ainda poderia produzir até o fim natural de sua vida.

O que é um acidente de trabalho?

De acordo com a lei trabalhista de 1991, é considerado acidente de trabalho qualquer ato que traga dano a pessoas que tenham vínculo com o emprego. Eles se dividem em três tipos.

Há o acidente típico, como o que ocorreu em Brumadinho, quando o funcionário se machuca ou morre durante o trabalho. Existem também as doenças ocupacionais, causadas pela atividade relacionada ao seu trabalho, como tendinite, lesões na coluna e estresse.

bbc

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Paraibana Juliette Freire recebe prêmio de Mulher do Ano

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Emocionada, Juliette agradeceu e contou um pouco de sua história.

Juliette foi eleita a mulher do ano (Foto: Reprodução)

A vencedora do BBB21 recebeu seu prêmio diretamente das mãos de ninguém menos que Grazi Massafera, também ex-BBB. Emocionada, Juliette agradeceu e contou um pouco de sua história.

“É mágico e me sinto honrada por estar sendo vista, homenageada e principalmente ouvida. Não tem nem nada mais libertadores do que está sendo homenageada pelo que você é. Eu vim de uma família pobre, fiz escola e faculdade pública. Trabalho desde criança, tive uma infância difícil. Minha história é de muita luta”, começou ela.

E acrescentou: “E isso não tem nada de extraordinário, porque essa história é a mesma de milhares de mulheres. (…) Sobrevivo todos os dias ao machismo, feminicídio, às desigualdades, que enfrentamos por nascer mulher. Queria ser vista hoje não por uma pessoa que se destacou num programa, que tem milhões de seguidores, mas quero que minha voz lembre o quanto somos fortes. Vou fazer de tudo para que outras mulheres sejam vistas e ouvidas. Esse prêmio não é meu, mas de todas as mulheres.”

E como Mulher do Ano, Juliette estampa a campa da edição da revista de dezembro e janeiro da GQ Brasil.

Além dela, outros nomes também ganha uma edição especial dos meses de dezembro/janeiro. O surfista Italo Ferreira, por exemplo, foi anunciado como Homem do Ano de 2021 no Esporte. O Men Of The Year também elege as categorias de Música, TV,  Literatura, Responsabilidade Social, Empreendedorismo, Liderança ESG, Ciência e Influência Digital

Um fenômeno chamado Juliette

Natural do interior da Paraíba, cidade de Campina Grande, Juliette Freire Feitosa conquistou o Brasil com sua participação no reality show Big Brother Brasil 2021. A advogada e maquiadora, se tornou também cantora e influenciadora digital.

Juliette conseguiu um feito que nem ela poderia imaginar: se tornar a ex-BBB mais seguida da história, ultrapassando nomes como o de Grazi Massafera e Sabrina Sato. Orgulhosa da sua origem nordestina, a artista levanta importantes bandeiras sociais.

Ela conseguiu fechar contrato com a TV Globo (e Globoplay), além de ser a garota propaganda de outras marcas. Chutando baixo, a influenciadora triplicou seu prêmio milionário angariado no BBB.

Nova “queridinha do Brasil”, Juliette foi agenciada por Anitta – o que o documentário “Você Nunca Esteve Sozinha” mostrou com detalhes – e já tem um EP musical para chamar de seu.

 A conversa com Juliette é uma das capas da edição de dezembro e janeiro da revista, que começa a chegar às bancas a partir desta sexta-feira (3) e na nossa loja virtual. Além da Grande São Paulo, a loja passa a entregar nas cidades do Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Porto Alegre e Campinas. A partir de sábado (4) também no aplicativo Globo+.

Revista Quem

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Sistema Cofeci-Creci constitui a 27ª Região e fortalece representatividade nacional

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A Região do estado de Roraima (RR) contará com um Conselho Regional de Corretores de Imóveis – 27ª Região.

A confirmação foi dada pelo presidente do Cofeci, João Teodoro, durante a última sessão plenária do ano, realizada na tarde de ontem (quinta-feira) no auditório do Creci-PA, na cidade de Belém.

Na ocasião, foi aprovada à unanimidade, Resolução que cria os cargos de presidente (Reginaldo Barroso), secretária (Rosmery Malinowski) e tesoureiro (Gabriel Alessander). “Guarda similitude com uma diretoria interventora, porque é provisória, mas, claro, não há no que intervir, obviamente. Eles assumem todas as funções até que sejam feitas eleições e se faça a delegação de atribuições dos 27 conselheiros que serão eleitos”, explicou João Teodoro.

O Sistema Cofreci-Creci está presente em todo o Brasil e em apenas dois estados (Roraima e Amapá), ainda não havia Conselhos Regionais constituídos, apesar de criados já há alguns anos e não instalados, devido à insuficiência do número de corretores de imóveis que é exigido, ainda que informalmente, pelo Sistema para a constituição física de um Órgão.

Determinação

“Independente de gastos supervenientes, nosso objetivo é estar plenamente presente em todas as partes do Brasil e os dois referidos estados fazem parte desse processo”, acrescentou

João Teodoro explicou que apesar de esta ser a 27ª Região, o Sistema conta agora com 26 Regionais, porque são 27 unidades federativas, incluindo o Distrito Federal, porém a 10ª Região só existe no número, mas não na região, porque era representada pelo estado da Guanabara, que foi incorporado pelo estado do Rio de Janeiro. Na época, estávamos avançados em numeração das Regiões e não poderíamos ter dado essa numeração a outra região, então ela ficou inexistente”, concluiu.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas (AM), Paulo Celestino de Carvalho Mota Júnior, lembrou que a jurisdição do Órgão sobre o estado de Roraima (RR) se deu nos idos de 1979, até que, em 2000, foi aprovada a criação da 27ª Região.

“Trabalho de formiguinha”

“Ao assumir a presidência, em 2016, encontrei o estado de Roraima desacreditado e desejoso de independência, ao que me perguntei: e se fosse o contrário ? Isso me motivou a iniciar um ‘trabalho de formiguinha’, a fiscalização que passava anos sem acontecer, passou a ser feita a cada dois meses e passei a proferir palestras, dentre outras ações”, afirmou Paulinho, como é mais conhecido o jovem, mas experiente e carismático, presidente em terceiro mandato.

Nesse contexto de iniciativas e dinamismo de trabalho, ele citou como referência o Creci-PB, que tem à frente o presidente Rômulo Soares.

“Cogitávamos essa independência para o início de 2020, mas vieram a pandemia e em sucessivo as eleições, o que nos impeliu a postergar mais um pouco o que foi tornado realidade agora. Na próxima semana mesmo, substituiremos a placa de Delegacia pela do Creci-27ª Região/RR e o Creci-AM continuará dando o suporte à sua implementação, quando, a partir daí, iniciará uma exitosa trajetória, sem depender de nós ou do Cofeci”, vaticinou

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Deputado Tovar Correia Lima ratifica apoio às demandas do Creci-PB

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Através dos presidentes atual e eleito, Rômulo Soares e Ubirajara Marques, o Creci-PB estreitou na tarde desta terça-feira, canal de diálogo com o deputado estadual Tovar Correia Lima, durante visita do parlamentar à Sede do Órgão, em João Pessoa, cujo encontro foi considerado por todos como bastante produtivo.

Rômulo lembrou que o Conselho está presente nos 223 municípios do estado e precisa estar em constante diálogo com prefeitos, governador, deputados estaduais e federais e senadores.

Para ele, a visita foi muito importante, pela destacada atuação de Tovar, seja como vereador, secretário municipal de planejamento e agora deputado, com grande penetração em todo o estado, em particular na sua cidade de origem, Campina Grande, onde o Creci-PB pretende potencializar ações, a exemplo de um posto avançado da Prefeitura em espaço físico, dotado de toda a estrutura, que será cedido pelo Órgão.

Qualificado apoio

“Tivemos ratificada a certeza de contarmos com o seu qualificado apoio às reivindicações parlamentares que apresentarmos em prol de toda a categoria profissional de corretores de imóveis e empresas imobiliárias, bem como do próprio mercado e da cadeia produtiva da construção civil, por meio de projetos que possam beneficiar direta ou indiretamente a categoria a sociedade na realização do sonho da casa própria”, acrescentou.

Por sua vez, Tovar Correia Lima mostrou-se gratificado em conversar com Rômulo Soares e Ubirajara Marques e afirmou que política se faz com gestos de grandeza como esse, onde por meio do diálogo é aprimorada a atividade parlamentar.

“As demandas do Creci-PB são extremamente naturais, de avanço, sejam eles tecnológicos ou de desburocratização da máquina administrativa. Sou muito linkado ao setor produtivo de uma forma direta ou indireta. A reunião foi extremamente proveitosa e estarei sempre de braços abertos para receber e conversar com todos aqueles que representam a Instituição”, concluiu.

Participaram ainda do encontro o atual conselheiro federal e diretor-secretário eleito Glauco Morais, o diretor-tesoureiro Flávio Passarinho, o superintendente Gustavo Beltrão e os assessores parlamentares Manoel Melo, Bernardo Cunha Lima e André Gomes.

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