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Vale diz que sirenes não foram acionadas por ‘velocidade’ do deslizamento

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A Vale informou que as sirenes de alerta da mina Córrego do Fundão, em Brumadinho (MG), não puderam ser acionadas após o rompimento da barragem principal, na sexta-feira, “devido à velocidade com que ocorreu o evento”. Até agora, foram confirmadas 110 mortes. Outras 238 pessoas continuam desaparecidas.

“Devido à velocidade com que ocorreu o evento, não foi possível acionar as sirenes relativas à barragem 1”, disse a empresa de mineração, em nota enviada à BBC News Brasil. Segundo a Defesa Civil de Minas Gerais, a barragem 1, a principal, tinha 11,7 milhões de metros cúbicos de rejeito de minério de ferro. Depois da publicação da reportagem, em entrevista coletiva concedida em Brasília na tarde de hoje, o presidente da Vale, Fabio Schvartsman, afirmou que a rapidez do rompimento fez com que a sirene de alerta fosse “engolfada” pela lama. “Aconteceu um fato que não é muito usual: houve um rompimento muito rápido da barragem”, declarou ele a jornalistas.

A BBC News Brasil perguntou à Vale, na quarta-feira, se as sirenes não deveriam funcionar independentemente da velocidade do rompimento da barragem. Também solicitou detalhes sobre o funcionamento do sistema de alerta – por exemplo, que condições fariam a sirene disparar e como era seu acionamento (manual ou automático).

Até a publicação desta reportagem, a mineradora não havia se manifestado sobre essas questões. A instalação de sistemas de alerta sonoro em áreas que podem ser atingidas pelo rompimento de barragens é obrigatória por lei.

Segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, existe tecnologia para que alertas sonoros de emergência sejam acionados em qualquer circunstância, seja qual for a velocidade do evento. “Falar que a sirene não tocou porque o evento foi muito rápido é brincadeira”, critica Sergio Medici de Eston, professor de Engenharia de Minas da Universidade de São Paulo (USP).

“A sirene não é para tocar só quando a barragem cai. A sirene pode tocar quando a coisa começa a ficar crítica, às vezes semanas antes, para as pessoas ficarem em alerta. É como em um teatro: antes do início da peça, há um primeiro alarme, depois um segundo, até chegar o alarme final.”

“E, na última na hora, quando a barragem rompe, é preciso ter um sistema que toque na hora. Não existe isso de dizer que foi muito rápido”, completa Eston.

De acordo com Carlos Barreira Martinez, professor do Instituto de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Itajubá, que trabalha com segurança de barragens, diversos tipos de sensores podem detectar o rompimento de uma barragem e acionar as sirenes automaticamente.

“Pode ser um sensor sonoro, de pressão, de deslocamento. Registrou (anomalia), manda informação por rede sem fio e o alerta toca. Isso é muito simples. Mas custa dinheiro”. Além do alarme sonoro, diz o professor, seria possível inclusive alertar a comunidade por um app de celular que já indicasse as rotas de fuga.

“A justificativa da Vale só é plausível se o sistema deles não for de resposta rápida. E, se não tinham um sistema de resposta rápida, é porque acreditavam que a estrutura era segura, que o Titanic não ia afundar.”

Martinez ressalva ainda que, dada a proximidade entre a barragem e o refeitório da Vale, onde estava a maior parte dos desaparecidos, é possível que nem a sirene conseguisse fazer com que todos se salvassem.

Vale diz que outras sirenes foram acionadas na sexta, mas população nega

Na nota enviada à BBC News Brasil, a Vale afirmou ainda que as sirenes relativas às estruturas 4 a 4-A (barragens de rejeito adjacentes à barragem principal e que também romperam na sexta-feira) “foram acionadas”.

Porém, moradores de diferentes bairros de Brumadinho ouvidos pela BBC News Brasil desde sábado são unânimes em afirmar que as sirenes de alerta não tocaram no dia da tragédia.

“Todos sabem que a sirene não tocou”, disse Sirlene de Brito, no velório da irmã Sirley de Brito, nesta quarta-feira. Sirley era Secretária de Desenvolvimento Social de Brumadinho e foi velada sob forte comoção. A irmã falou ainda que acredita que Sirley poderia ter sobrevivido se a sirene tivesse tocado.

As sirenes da mina Córrego do Feijão só foram tocar no domingo, por volta de 5h30 da manhã, alertando para o perigo de rompimento da barragem remanescente, a B6, que contém água. É um indicativo de que o sistema não foi afetado pela avalanche de lama e está funcionando.

Naquela ocasião, o nível de alerta da B6 subiu de 1 para 2 (numa escala que vai até 3), o que requer evacuação das áreas que podem ser atingidas e o esvaziamento da barragem. A estimativa do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais era de que 24 mil pessoas deveriam deixar suas residências devido ao alerta.

“(A sirene) tocou só dessa vez, na sexta-feira não tocou, não. Saí desesperado, eu, minha esposa e meu filho de 20 dias”, relatou o motorista de caminhão Walisson Marcelino, no domingo da evacuação. Na sexta-feira anterior, dia da tragédia, a lama havia invadido seu quintal.

A BBC News Brasil teve acesso a uma gravação da sirene, feita por moradores da zona rural. Após um alarme, os auto-falantes emitiram uma mensagem: “Essa é uma situação real de emergência de rompimento de barragem. Abandonem imediatamente suas residências e sigam pela rota de fuga para o ponto de encontro, até serem passadas novas instruções”.”Que rota de fuga? Que ponto de encontro? Não teve treinamento nenhum”, diz Mário Lúcio Fontes, morador do Parque da Cachoeira. A lama destruiu a parte do fundo do seu terreno – dali, é possível, inclusive, ver uma das sirenes da Vale.

Ao final do domingo, a barragem voltou a ficar estável e as famílias evacuadas puderam voltar para casa.

Moradores relatam que sirenes nunca foram testadas

A única informação fornecida pela Vale sobre o sistema de alerta sonoro é que há oito sirenes instaladas no entorno da unidade operacional.

Pelo menos uma delas fica na região do Parque da Cachoeira, bairro da zona rural de Brumadinho. Ela não foi afetada pela avalanche de lama e permanece intacta no local.

Moradores do Parque da Cachoeira contam que o sistema foi instalado em 2018, mas que nunca soou, nem para teste ou treinamento.

“Aquela sirene nunca tocou, eu nem sei qual é o som dela”, falou o aposentado Geraldo Vilaça, que teve a casa completamente destruída pela lama. Ele calcula que teve apenas três minutos para fugir. Seu cunhado está desaparecido.

Na comunidade de Parque da Cachoeira, moradores também relatam que, pouco depois da instalação das sirenes, funcionários contratados pela Vale visitaram as residências do bairro para aplicar um questionário. Queriam saber quantas pessoas viviam nas casas e se havia alguém com dificuldade de locomoção.

Na segunda-feira, a BBC News Brasil questionou a Vale a respeito desses relatos, mas não obteve retorno.

“Pela maneira que conduziram isso aí, eu acho que não estavam preocupados com as pessoas. Acho que estavam preocupados em atender à legislação. Tem que pôr sirene? Então, colocaram a sirene. Se estivessem realmente preocupados com as pessoas, teriam dado sequência ao trabalho. E feito o trabalho de maneira profissional para conseguir avisar as pessoas a tempo delas fugirem”, opinou Geraldo Vilaça.

No desastre de Mariana, em 2015, as sirenes também não tocaram. “Depois de Mariana, é vergonha como a Vale agiu com Brumadinho. Tinha que ter botado sirene e ter feito um monte de simulado com a população”, opina Eston, da USP.

Legislação e normas técnicas obrigam instalação de alerta sonoro de emergência

Na época do desastre de Mariana, um engenheiro da Vale argumentou em entrevista à Folha de S. Paulo que o uso de alertas sonoros não era obrigatório por lei. Porém, desde então, diversas leis e portarias passaram a obrigar a instalação de alertas sonoros em locais que possam vir a ser atingidos pelo rompimento de barragens.

Uma lei estadual sancionada em 2016 pelo governo de Minas Gerais estabelece que, em caso de atividade que possa colocar vidas humanas em grave risco, o licenciamento ambiental deve conter um Plano de Ação de Emergência que inclua um “sistema de alerta sonoro ou outra solução tecnológica de maior eficiência”.

Em nível federal, a Política Nacional de Segurança de Barragens, de 2010, determina que as barragens devem ter um Plano de Ação de Emergência que contenham “estratégia e meio de divulgação e alerta para as comunidades potencialmente afetadas em situação de emergência”.

Em 2017, foram estabelecidas regras mais detalhadas sobre o assunto, por meio de uma portaria do Departamento Nacional de Produção Mineral, do Ministério de Minas e Energia. O prazo para as empresas se adequarem era de dois anos – ou seja, ainda não venceu.

De acordo com o documento, a mineradora fica responsável por alertar a população em uma distância de até 10 quilômetros à jusante da barragem ou a um tempo de chegada da onda de inundação igual a trinta minutos – o que for mais eficaz.

Nessa distância, não haveria “tempo suficiente para uma intervenção das autoridades competentes em situações de emergência”.

Para fazer esse alerta, continua a portaria, a mineradora deve instalar sistemas de alarme “contemplando sirenes e outros mecanismos de alerta” que sigam algumas especificações.

Por exemplo, ser colocado em locais de fácil identificação pela comunidade, possuir sistema de acionamento remoto que funcione por meio de mais de uma tecnologia – sinal de rádio, fios, satélite, telefonia celular -, possuir sistemas de alimentação de energia alternativos (para caso de falha na rede elétrica), ter opção de acionamento por botões (caso todo o resto falhe), e ter um nível mínimo de 70 decibéis.

bbc

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Paraibana Juliette Freire recebe prêmio de Mulher do Ano

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Emocionada, Juliette agradeceu e contou um pouco de sua história.

Juliette foi eleita a mulher do ano (Foto: Reprodução)

A vencedora do BBB21 recebeu seu prêmio diretamente das mãos de ninguém menos que Grazi Massafera, também ex-BBB. Emocionada, Juliette agradeceu e contou um pouco de sua história.

“É mágico e me sinto honrada por estar sendo vista, homenageada e principalmente ouvida. Não tem nem nada mais libertadores do que está sendo homenageada pelo que você é. Eu vim de uma família pobre, fiz escola e faculdade pública. Trabalho desde criança, tive uma infância difícil. Minha história é de muita luta”, começou ela.

E acrescentou: “E isso não tem nada de extraordinário, porque essa história é a mesma de milhares de mulheres. (…) Sobrevivo todos os dias ao machismo, feminicídio, às desigualdades, que enfrentamos por nascer mulher. Queria ser vista hoje não por uma pessoa que se destacou num programa, que tem milhões de seguidores, mas quero que minha voz lembre o quanto somos fortes. Vou fazer de tudo para que outras mulheres sejam vistas e ouvidas. Esse prêmio não é meu, mas de todas as mulheres.”

E como Mulher do Ano, Juliette estampa a campa da edição da revista de dezembro e janeiro da GQ Brasil.

Além dela, outros nomes também ganha uma edição especial dos meses de dezembro/janeiro. O surfista Italo Ferreira, por exemplo, foi anunciado como Homem do Ano de 2021 no Esporte. O Men Of The Year também elege as categorias de Música, TV,  Literatura, Responsabilidade Social, Empreendedorismo, Liderança ESG, Ciência e Influência Digital

Um fenômeno chamado Juliette

Natural do interior da Paraíba, cidade de Campina Grande, Juliette Freire Feitosa conquistou o Brasil com sua participação no reality show Big Brother Brasil 2021. A advogada e maquiadora, se tornou também cantora e influenciadora digital.

Juliette conseguiu um feito que nem ela poderia imaginar: se tornar a ex-BBB mais seguida da história, ultrapassando nomes como o de Grazi Massafera e Sabrina Sato. Orgulhosa da sua origem nordestina, a artista levanta importantes bandeiras sociais.

Ela conseguiu fechar contrato com a TV Globo (e Globoplay), além de ser a garota propaganda de outras marcas. Chutando baixo, a influenciadora triplicou seu prêmio milionário angariado no BBB.

Nova “queridinha do Brasil”, Juliette foi agenciada por Anitta – o que o documentário “Você Nunca Esteve Sozinha” mostrou com detalhes – e já tem um EP musical para chamar de seu.

 A conversa com Juliette é uma das capas da edição de dezembro e janeiro da revista, que começa a chegar às bancas a partir desta sexta-feira (3) e na nossa loja virtual. Além da Grande São Paulo, a loja passa a entregar nas cidades do Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília, Porto Alegre e Campinas. A partir de sábado (4) também no aplicativo Globo+.

Revista Quem

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Sistema Cofeci-Creci constitui a 27ª Região e fortalece representatividade nacional

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A Região do estado de Roraima (RR) contará com um Conselho Regional de Corretores de Imóveis – 27ª Região.

A confirmação foi dada pelo presidente do Cofeci, João Teodoro, durante a última sessão plenária do ano, realizada na tarde de ontem (quinta-feira) no auditório do Creci-PA, na cidade de Belém.

Na ocasião, foi aprovada à unanimidade, Resolução que cria os cargos de presidente (Reginaldo Barroso), secretária (Rosmery Malinowski) e tesoureiro (Gabriel Alessander). “Guarda similitude com uma diretoria interventora, porque é provisória, mas, claro, não há no que intervir, obviamente. Eles assumem todas as funções até que sejam feitas eleições e se faça a delegação de atribuições dos 27 conselheiros que serão eleitos”, explicou João Teodoro.

O Sistema Cofreci-Creci está presente em todo o Brasil e em apenas dois estados (Roraima e Amapá), ainda não havia Conselhos Regionais constituídos, apesar de criados já há alguns anos e não instalados, devido à insuficiência do número de corretores de imóveis que é exigido, ainda que informalmente, pelo Sistema para a constituição física de um Órgão.

Determinação

“Independente de gastos supervenientes, nosso objetivo é estar plenamente presente em todas as partes do Brasil e os dois referidos estados fazem parte desse processo”, acrescentou

João Teodoro explicou que apesar de esta ser a 27ª Região, o Sistema conta agora com 26 Regionais, porque são 27 unidades federativas, incluindo o Distrito Federal, porém a 10ª Região só existe no número, mas não na região, porque era representada pelo estado da Guanabara, que foi incorporado pelo estado do Rio de Janeiro. Na época, estávamos avançados em numeração das Regiões e não poderíamos ter dado essa numeração a outra região, então ela ficou inexistente”, concluiu.

O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Amazonas (AM), Paulo Celestino de Carvalho Mota Júnior, lembrou que a jurisdição do Órgão sobre o estado de Roraima (RR) se deu nos idos de 1979, até que, em 2000, foi aprovada a criação da 27ª Região.

“Trabalho de formiguinha”

“Ao assumir a presidência, em 2016, encontrei o estado de Roraima desacreditado e desejoso de independência, ao que me perguntei: e se fosse o contrário ? Isso me motivou a iniciar um ‘trabalho de formiguinha’, a fiscalização que passava anos sem acontecer, passou a ser feita a cada dois meses e passei a proferir palestras, dentre outras ações”, afirmou Paulinho, como é mais conhecido o jovem, mas experiente e carismático, presidente em terceiro mandato.

Nesse contexto de iniciativas e dinamismo de trabalho, ele citou como referência o Creci-PB, que tem à frente o presidente Rômulo Soares.

“Cogitávamos essa independência para o início de 2020, mas vieram a pandemia e em sucessivo as eleições, o que nos impeliu a postergar mais um pouco o que foi tornado realidade agora. Na próxima semana mesmo, substituiremos a placa de Delegacia pela do Creci-27ª Região/RR e o Creci-AM continuará dando o suporte à sua implementação, quando, a partir daí, iniciará uma exitosa trajetória, sem depender de nós ou do Cofeci”, vaticinou

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Deputado Tovar Correia Lima ratifica apoio às demandas do Creci-PB

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Através dos presidentes atual e eleito, Rômulo Soares e Ubirajara Marques, o Creci-PB estreitou na tarde desta terça-feira, canal de diálogo com o deputado estadual Tovar Correia Lima, durante visita do parlamentar à Sede do Órgão, em João Pessoa, cujo encontro foi considerado por todos como bastante produtivo.

Rômulo lembrou que o Conselho está presente nos 223 municípios do estado e precisa estar em constante diálogo com prefeitos, governador, deputados estaduais e federais e senadores.

Para ele, a visita foi muito importante, pela destacada atuação de Tovar, seja como vereador, secretário municipal de planejamento e agora deputado, com grande penetração em todo o estado, em particular na sua cidade de origem, Campina Grande, onde o Creci-PB pretende potencializar ações, a exemplo de um posto avançado da Prefeitura em espaço físico, dotado de toda a estrutura, que será cedido pelo Órgão.

Qualificado apoio

“Tivemos ratificada a certeza de contarmos com o seu qualificado apoio às reivindicações parlamentares que apresentarmos em prol de toda a categoria profissional de corretores de imóveis e empresas imobiliárias, bem como do próprio mercado e da cadeia produtiva da construção civil, por meio de projetos que possam beneficiar direta ou indiretamente a categoria a sociedade na realização do sonho da casa própria”, acrescentou.

Por sua vez, Tovar Correia Lima mostrou-se gratificado em conversar com Rômulo Soares e Ubirajara Marques e afirmou que política se faz com gestos de grandeza como esse, onde por meio do diálogo é aprimorada a atividade parlamentar.

“As demandas do Creci-PB são extremamente naturais, de avanço, sejam eles tecnológicos ou de desburocratização da máquina administrativa. Sou muito linkado ao setor produtivo de uma forma direta ou indireta. A reunião foi extremamente proveitosa e estarei sempre de braços abertos para receber e conversar com todos aqueles que representam a Instituição”, concluiu.

Participaram ainda do encontro o atual conselheiro federal e diretor-secretário eleito Glauco Morais, o diretor-tesoureiro Flávio Passarinho, o superintendente Gustavo Beltrão e os assessores parlamentares Manoel Melo, Bernardo Cunha Lima e André Gomes.

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