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E quando a nossa alma gémea não faz o nosso género?

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OS CASAIS DE ORIENTAÇÃO MISTA
Situações de crise no casamento podem estar presentes ao longo do ciclo da vida de um casal. No entanto, a sua resolução depende em grande parte da natureza do problema que originou essa crise. Por vezes, há obstáculos demasiado grandes, ou mesmo intransponíveis, para serem ultrapassados, dai a vida em casal acabar por cessar. Pode ser esse o caso quando um dos parceiros (num casamento heterossexual) decide assumir a sua homossexualidade.

Esta é uma realidade que, embora tenha estado sempre presente, ultimamente tem ganhado mais visibilidade, tendo sido retratada no famoso filme “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005), galardoado com três óscares.

Estando a atual sociedade mais consciente e informada face à homossexualidade, também os homossexuais (em casamentos heterossexuais) sentem-se mais à vontade para abraçar a sua própria identidade.

NESTA DESCOBERTA DA PRÓPRIA IDENTIDADE, COMO FICA O PARCEIRO?
Alguns destes casais têm largos anos de vida em conjunto, filhos, até mesmo nutrem um sentimento de grande amor um pelo outro. Mas será que isso é suficiente para ultrapassarem a identidade assumida por um dos elementos da família?

Pois bem, esta é uma decisão que deve ser feita em casal, tendo em conta toda a sua vida enquanto família, principalmente se houver crianças envolvidas.

Para o parceiro, numa fase inicial, é sempre um choque. Segue-se um período de reflexão acerca da imagem criada do seu parceiro e adaptação à nova realidade. Há também uma interiorização acerca das possíveis consequências para o seu futuro. Pode sentir-se humilhado, de certo modo, traído no seu casamento. As suas expectativas em relação ao seu casamento foram defraudadas e o culpado é o outro. Há a salientar que também o seu parceiro se defronta com um dilema similar acerca da situação vivida e futuro da relação.

PERANTE ESTE DILEMA, O QUE FAZER?
Existem diversos cenários possíveis para lidar com este dilema. Ou o casal se redefine e abraça essa realidade; ou então termina a relação, com todas as consequências inerentes a essa decisão.

Alguns parceiros heterossexuais não conseguem ultrapassar o sentimento de mágoa em relação ao outro, mostrando-se totalmente inflexíveis acerca da continuidade da relação, optando por separar-se. Outros decidem simplesmente negar essa nova realidade, prosseguindo com a sua vida a dois, aparentemente sem mudanças, como se nada estivesse a passar-se.

Há também os que se sentem aliviados por saberem a verdade, uma vez que isso explica determinados problemas que o casal tem vivido, os quais poderiam promover um sentimento de culpabilização pelos mesmos. Optam, em muitos casos, por continuar a sua relação, mas sem a componente sexual.

Independentemente do que for decidido pelo casal, este é um processo em que devem sempre intervir os dois, tendo em conta os sentimentos de cada um, e em que deve existir uma profunda reflexão acerca do que significa o casamento para eles.

HÁ QUE PREPARAR E COMUNICAR A DECISÃO COM MUITO CUIDADO
Depois da decisão tomada, é chegada a hora de a comunicar a quem os rodeia, em particular à família. Tarefa que não se mostra fácil, e como tal, deve ser decidido onde, como, quando e a quem irão contar. No caso dos filhos, é necessária muita sensibilidade, pois trata-se de uma questão bastante pessoal que pode afetar o seu futuro. O modo como irão lidar com esta questão tem que ter em conta as características próprias e identidade da criança.

A estabilidade emocional do casal é importante para que sejam tomadas as decisões adequadas, uma vez que este é um processo bastante delicado e que pode implicar grandes mudanças na vida do casal.

A AJUDA DE UM ESPECIALISTA EM PSICOLOGIA DE CASAL É NECESSÁRIA PARA OS DOIS
A ajuda extra de um especialista em psicologia de casal irá beneficiar tanto a pessoa que se assume, como também o parceiro que lida com essa descoberta de identidade. Quer a psicoterapia individual, quer a psicoterapia de casal pode ser benéfica para os dois.

É mais frequente o parceiro homossexual, que lida com a descoberta de identidade, recorrer ao tratamento psicoterapêutico. Já o parceiro heterossexual tende a mostrar mais resistência, provavelmente por se sentir traído nestas circunstâncias e porque existem ainda ideias preconcebidas na nossa sociedade acerca da homossexualidade.

NA SUA REDE FAVORITA

No entanto, é importante que este elemento do casal recorra a uma ajuda extra, por forma a lidar mais eficazmente com os seus sentimentos de dor, luto, raiva e culpa, para que lhe seja mais fácil ultrapassar todas as dificuldades inerentes a todo este processo.

Margarida Rogeiro / Psicóloga e Psicoterapeuta

© PsicoAjuda – Psicoterapia certa para si, Leiria

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Prefeito de Guarabira torce pela chapa “Doria e Eduardo” em 2022

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Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero do Creci-PB combaterá racismo

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O Conselho Regional de Corretores de Imóveis da Paraíba deve promover no próximo mês de novembro, dedicado à consciência negra, campanha contra o racismo estrutural, que consiste num conjunto de práticas discriminatórias, institucionais, históricas, culturais, que privilegiam algumas raças em detrimento de outras.

A iniciativa, da Comissão de Diversidade Sexual e de Gênero, foi apresentada pela coordenadora Melissa Kettley ao superintendente em exercício Mário Vicente e ao conselheiro e presidente eleito Ubirajara Marques que, na ocasião, assegurou a manutenção da Comissão para o próximo triênio.

Nesse contexto, ela também propôs o acréscimo à nomenclatura da Comissão do termo étnico-racial, para agregar pessoas negras e outras etnias, onde a própria Comissão já tem. E sugeriu a destinação de uma parte dos alimentos arrecadados quando das inscrições para os eventos realizados pelo Creci-PB, para instituições que apoiam LGBTQIA+ em situação de vulnerabilidade.

O termo racismo estrutural é usado para reforçar o fato de que há sociedades estruturadas com base no racismo, que favorecem pessoas brancas e desfavorecem negros e indígenas.

Desde a sua criação, de forma inédita no país, a Comissão já fez denúncias de cunho LGBTFÓBICAS nas redes sociais, workshop em Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e campanha alusiva ao Dia da Visibilidade Trans (29 de janeiro).

“Na ocasião, foram confeccionados 500 cartazes da lei estadual que proíbe a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero nos estabelecimentos públicos e privados, e distribuídos nas imobiliárias, escritórios, construtoras, delegacias e em outros locais. Por ter sido revestida de êxito, devemos repetir essa campanha em janeiro”, concluiu.

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João Gomes faz show com aglomeração em aldeia indígena da Paraíba

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Descumprimentos de normas sanitárias foram registrados durante a apresentação do cantor João Gomes, na noite dessa terça-feira (28), no Litoral Norte da Paraíba. O evento de comemoração do padroeiro dos índios potiguares ocorreu na aldeia de São Miguel, localizada no município de Baía da Traição.

A festa privada, com ingressos de até R$ 120, teve aval do Ministério Público Federal (MPF) e permissão da presença de 1.233 pessoas no local. O órgão disse que liberou a festa “desde que os protocolos previstos em decreto estadual fossem rigorosamente cumpridos”. Um vídeo compartilhado nas redes sociais, mostra pessoas aglomeradas e sem máscaras. Veja:

 

O MPF também solicitou que para participação na festa, as pessoas deveriam estar “completamente vacinadas”.

Em nota, o MPF disse que a prefeitura se encarregou de fiscalizar o cumprimento dos protocolos. A organização do evento se comprometeu a contratar 45 seguranças e bombeiros para ajudar na fiscalização.

Sobre as denúncias de aglomeração, Ministério Público disse que pedirá informações à prefeitura e à Polícia Militar, para apuração. “Providências serão adotadas caso fiquem comprovadas irregularidades”, finalizou o comunicado.

A Funai (Fundação Nacional do Índio) informou que não participou da intermediação do evento.

A Secretaria de Saúde de Baía da Traição disse que emitirá, pela Vigilância Sanitária, um relatório das informações solicitadas pelo MPF.

O novo decreto do governo da Paraíba permite a presença de torcedores em estádios de futebol e eventos – como shows – com 20% da capacidade dos estabelecimentos, mas essas regras são válidas a partir de 1º de outubro.

Portal T5

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