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” Não há como contar a história política de Guarabira sem reservar vários capítulos ao prefeito Zenóbio Toscano” Diz Raniery Paulino sobre falecimento de Zenóbio Toscano

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Raniery Paulino lamenta falecimento de Zenóbio Toscano ” Não há como contar a história política de Guarabira sem reservar vários capítulos ao prefeito Zenóbio Toscano”
 
O deputado estadual Raniery Paulino, lamentou neste domingo(14), a morte do prefeito de Guarabira, Zenóbio Toscano.  Zenóbio estava internado desde o dia 6 de junho e se recuperava bem da Covid-19, mas no último sábado (13) sofreu um novo Acidente Vascular Cerebral (AVC), desta vez hemorrágico, o que agravou o quadro de saúde o levando a morte. Ele foi internado às pressas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital da Unimed.
Veja Nota:
Não há como contar a história política de Guarabira sem reservar vários capítulos ao prefeito Zenóbio Toscano de Oliveira, sua vida e sua obra. Ele começou sua vida pública no MDB e foi apoiado pelo meu pai para ser seu sucessor na prefeitura de Guarabira, desde então construímos uma longa parceria política até o grande cisma do MDB estadual.
Mesmo rompidos sempre mantivemos uma relação respeitosa, especialmente quando cheguei na Assembleia Legislativa. Em 2006 concorremos para o cargo de deputado estadual, foi meu primeiro adversário na política vencemos e Guarabira voltou a ter dois representantes. Gostava de debater com ele, sua sagacidade e inteligência fazia desta dialética um aprendizado para mim. Sim, houve momentos tensos durante campanhas eleitorais, mas ficaram  apenas como o tempero  das acirradas disputas. Ultimamente o clima era bem amistoso e até riamos um do outro, era um acontecimento que repercutia muito, infelizmente as divergências políticas ainda tem muito impacto na convivência pacífica, mas em Guarabira estamos quebrando essa lógica. Deixo aqui meu reconhecimento e respeito a vida e a obra de Zenóbio.
Meu solidário e fraterno abraço a Léa, Camila, Tiago, Daniela, Vanina, demais familiares, amigos e a grande legião de admiradores.
Raniery Paulino e família.
Hitórico

Zenóbio Toscano nasceu em 4 de setembro, no município de Ingá, na Paraíba. Era formado em engenharia e casado com a ex-deputada estadual Léa Toscano com quem teve quatro filhos.

Na política, Zenóbio começou a vida pública sendo prefeito da cidade de Guarabira. Em 15 de novembro de 1982 foi eleito com 50,44% dos votos válidos, na disputa ao lado de Jáder Pimentel – PDS (49,09%) e Ademir Leal – PT (0,47%). Em 1990 concorre pela primeira vez a deputado estadual na Paraíba pelo PMDB, conseguindo a expressiva votação de 14.936 votos, sendo o oitavo mais votado do pleito.

Em 03 de outubro de 1994 é eleito mais uma vez deputado estadual com a votação de 34.837 sendo o deputado mais votado do estado. Em 4 de outubro de 1998 Zenóbio conquista mais uma vez uma vaga na Assembléia Legislativa do Estado. Em 2001, deixa o PMDB e filia-se ao PSDB. Em outubro de 2002 é eleito para seu quarto mandato como deputado estadual na Paraíba. Em 2006 é novamente o mais votado do Estado, para deputado, com a votação de 38.265 votos. Foi a última vez que Zenóbio disputou o cargo de deputado estadual.

Em de outubro de 2012 foi eleito prefeito de Guarabira para o mandato de 2013 – 2016 eleito com 16 mil votos. Em 2016 foi reeleito prefeito de Guarabira para o mandato de 2017-2020 com 15.609 votos, tendo que se afastar das funções após sofrer um Acidente Vascular Cerebral Isquêmico (AVCI).

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MPF investiga irregularidades em compra de 4 mil testes rápidos para covid-19 pela Prefeitura de Cuité de Mamanguape

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O inquérito civil foi aberto para apurar compra da prefeitura com a empresa Everton Barbosa Falcão no ano de 2020.

Sede do Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB). (Foto: Walla Santos)

O Ministério Público Federal (MPF) abriu nesta sexta-feira (15) um inquérito civil para investigar irregularidades na compra de 4 mil testes rápidos para detecção de Covid-19 por parte da Prefeitura de Cuité de Mamanguape com a empresa Everton Barbosa Falcão, segundo apurou o ClickPB. A portaria foi publicada pelo procurador da Républica Sérgio Rodrigo Pimentel de Castro Pinto.

O órgão já havia deflagrado no dia 9 de setembro a Operação Select que tinha o município como um dos alvos da investigação sobre o “direcionamento da contratação e montagem do próprio processo de dispensa de licitação, além de superfaturamento e sobrepreço nas aquisições de testes rápidos para a detecção da Covid-19”.

Na ocasião, foram constatadas que sete prefeituras da Paraíba, incluindo Cuité de Mamanguape, compraram kits de detecção de covid-19 que custavam R$ 25 por R$ 115, representando 89% a mais do valor do produto praticado no mercado.

De acordo com uma ação civil pública do MPF, a empresa investigada também havia vendido para a Prefeitura de Monteiro 5 mil testes rápidos e 40 mil máscaras descartáveis no valor de R$ 420 mil, com dispensa de licitação.

Segundo o Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB), há indícios de sobrepreço no valor de R$ 268,5 mil nas aquisições. Já a Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que supostamente a empresa contratada não forneceu os materiais adquiridos em sua integralidade, de maneira a potencializar o dano ao erário causado.

“Isso porque há um evidente descompasso entre a aquisição dos produtos, aferida a partir de notas fiscais de entrada e saída do estoque da empresa Everton Barbosa Falcão, e a venda aos entes públicos que com ela firmaram avença”, destaca a Justiça na decisão de primeira instância.

De acordo com as investigações da Operação Select, o prejuízo ao erário público chega a ser de R$ 2,8 milhões de recursos destinados ao combate da pandemia no estado.

“Alguns municípios estavam adquirindo testes rápidos por meio de dispensa de licitação. Há indícios de fraude e montagem de propostas de valores que resultava em direcionamento para determinada empresa fornecer por preços muito além do praticado no mercado. Os kits, em si, deveriam ter custado em relação a esses municípios investigados em torno de R$ 700 a R$ 800 mil e custaram R$ 3,4 milhões”, disse Queiroz.

Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão em empresas e órgãos públicos nas cidades de João Pessoa, Santa Rita, Caldas Brandão, Mamanguape, Cuité de Mamanguape, Alhandra, Lagoa de Dentro, Serra da Raiz e Lagoa.

Os mandados foram expedidos pela 16ª Vara Federal em João Pessoa, 12ª Vara Federal em Guarabira e 8ª Vara Federal em Sousa, com pareceres favoráveis do Ministério Público Federal.

Crimes investigados – Os investigados responderão pelos crimes previstos nos artigos 89, 90 e 96 da Lei nº 8.666/93 (visto que cometidos antes do advento da lei 14.133/21), artigos 317 e 333 do Código Penal Brasileiro, além de outros que venham a ser descobertos no bojo da investigação

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