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Pesquisadores da PB desenvolvem fio de sutura antimicrobiano

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Pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveram um fio de sutura revestido de óleo essencial antimicrobiano. Ao ser aplicado em ferida cirúrgica, o fio libera substância de modo lento e constante para evitar infecção. O óleo essencial antimicrobiano vem de planta cultivada em uma área de horto medicinal no campus I da UFPB, em João Pessoa.

Comparado ao fio de sutura comercial, que contém triclosan, um agente bacteriostático comumente usado como antisséptico e conservante em cosméticos, o fio revestido com óleo essencial da UFPB apresentou ação antimicrobiana melhor ou semelhante.

A inovação foi desenvolvida pelo professor Fábio Sampaio, chefe do setor de pesquisa e inovação tecnológica do Hospital Universitário Lauro Wanderley, administrado pela UFPB no campus I, em João Pessoa; pela professora do Departamento de Odontologia Restauradora, Isabela Farias; e pelas pesquisadoras Lília van der Linden e Karoline Silveira.

Os testes foram realizados em 2017 e 2018, no Laboratório de Biologia Bucal (Labial) e Núcleo de Estudos e Pesquisas Interdisciplinares em Biomateriais (Nepibio) da UFPB, também no campus I.

Segundo Fábio Sampaio, no mercado existe apenas um fio de sutura cirúrgico com revestimento antibacteriano. Esse fio de sutura demonstrou, em alguns estudos, que não houve diferenças na diminuição de incidência de infecção do local cirúrgico quando comparado a fios sem agente antimicrobiano.

Além disso, conforme a pesquisa, a produção desse fio de sutura cirúrgico presente no mercado tem alto custo financeiro e o agente antimicrobiano contido nele é fisiologicamente prejudicial à saúde reprodutiva em humanos e outros animais.

“Ele também resulta em produto tóxico secundário, como o dióxido, considerado uma séria ameaça ao meio ambiente, e promove resistência a múltiplos fármacos. Por isso, existia essa necessidade de criar um produto inovador que possa substituí-lo com eficácia, rentabilidade e segurança”, afirma o professor da UFPB.

Para o chefe do setor de pesquisa e inovação tecnológica do Hospital Universitário Lauro Wanderley, pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos orais poderão ser beneficiados pela patente.

“O potencial da invenção é evidente, mas ainda não fizemos um estudo da versão mais aprimorada do produto. Estamos em uma versão alfa, um produto ainda em desenvolvimento. Nossa expectativa é que, em dois anos, poderemos mensurar o impacto da invenção no mercado”.

As pesquisas de bancada estão sendo finalizadas. Em seguida, será realizado o estudo in vivo, em animais, coordenado por Fábio Sampaio, pela professora Joelma Souza e pela pesquisadora Lília van der Linden. “Sendo satisfatórios os resultados, seguiremos com uma futura pesquisa em humanos”, adianta o docente.

A pesquisa é financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) e pela UFPB e conta com o apoio do engenheiro agrônomo da federal paraibana, Fernando Viana, que garante a qualidade do material vegetal impregnado no fio de sutura. Interessados no estudo devem entrar em contato pelo e-mail [email protected]

PortalCorreio

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Davi Carrero é jornalista (DTR 3342-PB). Acadêmico de Direito e atua no Tribunal de Justiça da Paraíba lotado na 3• Vara Mista de Sapé.

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Beneficiários do Bolsa Família receberão pelo Caixa Tem

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A Caixa Econômica Federal inicia, a partir de dezembro, o pagamento aos beneficiários do Programa Bolsa Família por meio da Conta Poupança Social Digital. Mais de 9 milhões de pessoas que ainda não possuem nenhuma conta bancária poderão receber o benefício por meio de crédito na conta digital, sacar com o cartão Bolsa Família e movimentar os valores pelo aplicativo CAIXA Tem. A modalidade permitirá que o beneficiário tenha conta bancária sem obrigatoriedade de saque integral das parcelas. A abertura das contas será feita de forma automática e escalonada pela Caixa sem a necessidade de apresentação de documentos ou comparecimento às agências. Além de movimentar o benefício pelo aplicativo, os beneficiários poderão continuar sacando os recursos por meio do Cartão Bolsa Família ou Cartão Cidadão.

Calendário

A abertura das contas digitais para crédito do Bolsa Família será feita de forma escalonada. Os primeiros a receber os recursos com os serviços da Conta Poupança Social Digital serão os beneficiários de NIS com final 9 e 0, seguindo a data de crédito regular do Programa. Nesta primeira etapa, que ocorrerá em dezembro, cerca de 1,5 milhão de pessoas receberão os valores pelo CAIXA Tem. Mês a mês, de acordo com o último digito no NIS, os beneficiários passarão a receber o benefício do Bolsa Família com os serviços da Conta Poupança Social Digital, conforme o seguinte calendário:

– Beneficiários com NIS final 6, 7 e 8 receberão em janeiro (2,25 milhões de pessoas)

– Beneficiários com NIS final 3, 4 e 5 receberão em fevereiro (2,25 milhões de pessoas)

– Beneficiários com NIS final 1, 2 e Grupos Populacionais Tradicionais Específicos (indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais, comunidades tradicionais, agricultores familiares e outros) receberão em março (3 milhões de pessoas).

 

Com PortalCorreio

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OAB-PB realizará II Conferência Estadual de Direitos Humanos

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A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), irá realizar nos dias 11 e 12 de dezembro a II Conferência Estadual de Direitos Humanos da OAB-PB. Devido às regras sanitárias e restrições impostas pela pandemia do novo Coronavírus (Covid-19), o evento será totalmente virtual.

Nesta edição, a Conferência terá como tema: “Democracia, Dignidade e Justiça Social no Brasil”. A programação da Conferência será divulgada nos próximos dias, mas as inscrições já estão abertas e podem ser feitas clicando AQUI

A presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-PB, Leilane Soares, destaca que “há muito a ser realizado para que os direitos humanos sejam verdadeiramente respeitados e cidadãos do mundo tenham assegurado o direito a uma vida mais digna e justa”. Ela ressalta que o projeto da Conferência foi desenvolvido visando promover educação em direitos humanos e como meio de celebração ao aniversário da Declaração Universal de Direitos Humanos.

“Temos vivido momentos de múltiplos conflitos, crescentes necessidades humanitárias e aumento do discurso de ódio. O desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos resultam, ao longo dos anos, em atos bárbaros que ultrajam a consciência de todos que defendem um mundo amparado por justiça e liberdade. Defender os direitos humanos é interesse de todos, pois o seu respeito significa bem estar para cada indivíduo, estabilidade para cada sociedade e harmonia para o mundo”, afirmou.

“Cabe a nós, enquanto sociedade, unir esforços para a promoção de respeito a esses direitos e liberdades, adotando medidas de caráter nacional e internacional que assegurem o reconhecimento dos artigos que compõem a Declaração Universal de Direitos Humanos. Diante desta situação, o nosso desafio é reduzir significativamente a distância entre as normas de direitos humanos e a realidade da sua não aplicação. Um dos pontos essenciais para o trabalho em busca desta redução é popularizar a discussão sobre o tema e trabalhar na promoção de educação em direitos humanos”, acrescentou.

Assessoria

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Benjamin e Wilma Maranhão estão entre os alvos da operação da PF contra desvio de recursos

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Benjamin e Wilma Maranhão estão entre os alvos da operação da PF contra desvio de recursos

 

O ex-deputado federal Benjamin Maranhão e a ex-prefeita de Araruna, Wilma Maranhão, mãe de Benjamin, estão entre os alvos de busca e apreensão na “Operação Poço Sem Fundo” deflagrada nesta quarta-feira (25) pela Polícia Federal (PF).

Quinze mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na manhã de hoje em João Pessoa e Araruna, na Paraíba e em Parnamirim, no Rio Grande do Norte, pela Polícia Federal na “Operação Poço Sem Fundo” desencadeada em conjunto com o Ministério Público Federal. A ação conta com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU). Na capital da Paraíba, um dos mandados foi cumprido em um condomínio de luxo no Altiplano Cabo Branco, onde Benjamin mora.

A investigação aponta para o direcionamento de contratos firmados entre as empresas investigadas, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Prefeitura de Araruna, mediante procedimentos de dispensa de licitação, cujos contratos giram em torno de R$ 54 milhões. Sinaliza também para a prática de superfaturamento dos contratos, atos de corrupção passiva e ativa, e de lavagem de dinheiro mediante a utilização de contas bancárias de empresas interpostas para dissimulação de movimentações financeiras.

A investigação começou a partir de inquérito instaurado pela Polícia Federal para apurar contratações indevidas promovidas pela Superintendência Regional do INCRA/PB, culminando na realização de fiscalização por parte da CGU, sendo constatada vinculação familiar, financeira e empresarial entre as empresas investigadas, com indícios de direcionamento de contratos firmados, sobreposição dos serviços contratados pelo INCRA/PB com os serviços contratados por outros órgãos, como DNOCS/PB e a Prefeitura de Araruna/PB, já que, em período contemporâneo, as empresas investigadas realizaram serviços similares para os três órgãos, via contratações diretas, por meio de dispensas de licitação.

A investigação aponta, também, para a prática de superfaturamento dos contratos, atos de corrupção passiva e ativa, e de lavagem de dinheiro, mediante utilização de contas bancárias de empresas interpostas, para dissimular a movimentação financeira.

Com a realização da fase ostensiva da Operação, além da reversão ao erário dos valores pagos indevidamente, busca-se responsabilizar os servidores envolvidos nas irregularidades e a punição de todos os envolvidos nas situações investigadas.

Impacto social

As irregularidades investigadas apontam para desvio de recursos destinados à implantação de sistemas de abastecimento d’água para a população carente do interior paraibano, castigada sobremaneira pelos longos períodos de estiagem.

Diligências

Os trabalhos contam com a participação de 7 auditores da CGU e de 70 policiais federais, sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nas cidades de João Pessoa e Araruna, na Paraíba, e Parnamirim, no Rio Grande do Norte, além de indisponibilidade de bens e afastamento de 04 servidores públicos federais de suas funções.

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