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Chefe de fiscalização do CRM-PB diz que há subnotificação da covid-19 na capital

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A subnotificação faz parecer que os casos de covid-19 em João Pessoa estão diminuindo, mas os números que vem sendo apresentados nos boletins diários não correspondem à realidade. É o que aponta o chefe de fiscalização do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), João Alberto Pessoa, que concedeu entrevista ao ClickPB nesta terça-feira (17).

Equipes do CRM-PB visitaram hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) da Capital na última semana e constataram que grande parte deles está lotada. A UTI do Hospital Universitário Lauro Wanderley está com 100% de ocupação; Complexo Hospitalar Clementino Fraga com 80%; Hospital da Unimed com 80%; Hospital Metropolitano com 70%. Apenas no Hospital Santa Isabel, a UTI estava com 23% de ocupação. Os boletins que têm sido divulgados, no entanto, mostram os números da covid-19 diminuindo na Capital.

De acordo com João Alberto, a contradição pode ser explicada pela falta de testes para a doença. ”Os pacientes estão chegando nas UPAs com sintomas de covid-19 e quando são sintomas leves, eles são mandados de volta para casa e não é feito teste. Só fazem teste para casos graves, que precisam de internação”, afirmou.

Segundo ele, quando o paciente insiste muito para fazer o teste ele é encaminhado para o Programa de Saúde da Família. Lá o teste é agendado para uma semana depois e o resultado sai em cerca de quatro dias. ”Então a pessoa só vai saber esse resultado depois de 11 dias, que é o tempo que a pessoa ou já morreu, ou precisou ser internada, ou já entrou em processo de cura”, comentou.

Ele comparou, inclusive, a lotação entre hospitais públicos e privados. ”Os hospitais privados estão lotados enquanto tem hospital público vazio”, disse. Para ele, isso ocorre porque os pacientes que possuem plano de saúde têm acesso aos testes e internação, mas os que usam a rede pública não estão sendo testados.

João Alberto também que mesmo os pacientes que ficam internados na rede pública muitas vezes não são testados e chegam a ficar misturados com os outros. O problema da falta de separação também é preocupante nas UPAs, já que não mais um atendimento separado para os casos de suspeita de covid-19. ”Se a pessoa chega com covid-19 é atendida no mesmo local dos outros pacientes, pelo mesmo médico, entra pela mesma porta. É muito preocupante”.

Ele destacou o caso de um paciente com apendicite que, após três dias de espera pelo resultado do teste de covid-19, teve uma perfuração do intestino. O teste foi exigido para que ele pudesse fazer a cirurgia, mas devido à demora, a situação se agravou.

O chefe de fiscalização do CRM-PB afirmou que está reunindo todas as informações coletadas para apresentar uma denúncia ao Ministério Público. Segundo ele, Campina Grande tem apresentado um controle melhor da doença do que João Pessoa. ”As pessoas acham que os casos estão diminuindo, mas se não há teste não há doença”.
ClickPB

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Davi Carrero é jornalista (DTR 3342-PB). Acadêmico de Direito e atua no Tribunal de Justiça da Paraíba lotado na 3• Vara Mista de Sapé.

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Cícero Lucena é eleito o novo prefeito de João Pessoa

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Cícero Lucena (Progressistas) foi eleito o novo prefeito de João Pessoa. O paraibano foi escolhido no segundo turno com 185.055 votos (53,16%), na disputa com Nilvan Ferreira (MDB), que teve 163.030 votos (46,84%). Cícero assume a cadeira do Executivo municipal após duas gestões de Luciano Cartaxo (PV). Ele será o 45° gestor da capital paraibana, assumindo o cargo no dia 1° de janeiro de 2021.

Lucena confirma a preferência nas urnas como no primeiro turno, quando teve 75.610 votos (20,72%). O segundo mais votado foi Nilvan, que obteve 60.615 votos (16,61%). Eles tiveram outros 12 concorrentes.

Cícero Lucena Filho tem 63 anos. Ele nasceu em São José de Piranhas, no Sertão da Paraíba. Começou a carreira política em 1990, quando foi vice-governador na chapa encabeçada por Ronaldo Cunha Lima. Esta é a terceira vez que Cícero assume a gestão do município. Ganhou pela primeira vez as eleições de 1996. Reelegeu-se em 2000, no primeiro turno, com 74% dos votos. Lucena também foi eleito senador em 2006.

Em julho de 2005, ele teve a prisão decretada na Operação Confraria, acusado de chefiar um grupo de fraudes em licitações e desvio de verbas. Em setembro de 2019, foi absolvido pelo TRF5 sob o fundamento de não ter sido demonstrada a intenção de causar dano ao erário ou beneficiar empresas contratadas.

t5

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PF investiga desvio de dinheiro para perfuração de poços na PB

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Pelo menos 15 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em uma operação da Polícia Federal realizada na manhã desta quarta-feira (25) em João Pessoa e Araruna, na Paraíba, e em Parnamirim, no Rio Grande do Norte. De acordo com a PF, a Operação “Poço Sem Fundo”, investiga desvio de dinheiro destinado à perfuração de poços e instalação de sistemas simplificados de abastecimento de água na Paraíba.

Em João Pessoa, policiais federais e auditores da Controladoria-Geral da União cumpriram um dos mandados de busca e apreensão em um condomínio de luxo no bairro do Altiplano. Também estão sendo cumpridos mandados no prédio do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) na capital. Pelo menos 70 policiais e sete auditores participam da ação.

Segundo as investigações da Polícia Federal, o direcionamento de contratos firmados entre as empresas investigadas, o DNOCS, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Prefeitura de Araruna, por meio de procedimentos de licitação, envolviam o montante de cerca de R$ 54 milhões.

As irregularidades investigadas apontam para desvio de recursos destinados à implantação de sistemas de abastecimento d’água para a população carente do interior paraibano, castigada sobremaneira pelos longos períodos de estiagem.

O órgão explica que apura também a prática de superfaturamento dos contratos, atos de corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro por meio do uso de contas bancárias de empresas interpostas para dissimulação de movimentações financeiras. Quatro servidores públicos federais foram afastados das funções e tiveram os bens bloqueados, segundo a PF.

G1

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Procon da Paraíba faz mutirão virtual de renegociação de dívidas

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O Procon da Paraíba realiza a partir desta quarta-feira (25) e até 4 de dezembro a segunda edição do Mutirão Virtual de Renegociação de Dívidas. O mutirão é realizado periodicamente, mas em 2020 vem ganhando versões digitais em decorrência da pandemia de coronavírus.

O objetivo é possibilitar aos consumidores com pendências renegociarem suas dívidas e assim terem o poder de compra de volta. Além de João Pessoa, este Mutirão de Renegociação se amplia a Campina Grande. O atendimento será realizado via WhatsApp através do número (83) 3218-5441, no horário de 8h às 16h. A renegociação poderá ser realizada com a Cagepa e a Energisa.

Os consumidores deverão entrar em contato até o dia 28 e, assim, conseguir marcar as audiências conciliatórias que acontecerão entre os dias 30 de novembro e 4 de dezembro. Essas acontecerão em meio à Semana Nacional de Conciliação, podendo ocorrer acordos que serão homologados pelo Tribunal de Justiça da Paraíba.

Para mais informações ou dúvidas, entre em contato através do WhatsApp (83) 98618-8330, ou disque 151 de forma gratuita. Se preferir, visite o site www.procon.pb.gov.br ou redes sociais da entidade.

g1 pb

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