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Butantan aguarda envio de novo lote de insumos para retomar envase da CoronaVac

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O Butantan depende da liberação de uma nova remessa de insumos da China para retomar o envase de doses da CoronaVac em São Paulo, afirmou nesta segunda-feira (18) o diretor-presidente do instituto, Dimas Covas. A vacina contra a Covid-19 é produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

De acordo com Dimas Covas, um carregamento de matéria-prima está pronto para ser despachado, mas ainda depende de autorização do governo chinês para ser enviado ao Brasil. O Butantan já concluiu o envase de toda a matéria-prima recebida da China e aguarda essa nova remessa para dar início à segunda etapa de produção.

Neste domingo (17), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso emergencial da CoronaVac apenas para as 6 milhões de doses que chegaram prontas da China. As 4,8 milhões de doses que o Butantan envasou ainda dependem de uma nova autorização, solicitada nesta segunda.

“Estamos aguardando apenas a autorização do governo chinês para poder trazer e, aí sim, iniciar a segunda etapa de produção. A capacidade de produção do Butantan é de 1 milhão de doses por dia. Nesta etapa de produção esta capacidade foi atingida. Nós dependemos agora da matéria-prima para continuar esse processo e fazer essas doses o mais rapidamente possível”, disse o diretor em entrevista coletiva nesta segunda (18).

De acordo com o governo de SP, a CoronaVac teve eficácia de 50,4% na terceira fase de testes, que envolveu cerca de 13 mil voluntários no Brasil. O dado mostra que o imunizante é capaz de reduzir pela metade o risco de contaminação pela Covid-19 nos vacinados. A vacina também diminui em 78% o risco de agravamento da doença, com necessidade de atendimento médico.

O processo de envase consiste na etapa final de produção da vacina. Nesse estágio, as instalações do Butantan funcionam 24h por dia.

“Quanto mais rapidamente essa matéria-prima estiver liberada, melhor para todos, inclusive pra China, que tem neste momento um protagonismo mundial em relação a esse anúncio feito ontem aqui no Brasil”, completou.

A informação já havia sido divulgada na tarde deste domingo após a autorização da Anvisa. No evento, o governo de São Paulo deu início à campanha de vacinação do estado, imunizando profissionais de saúde.

“Nós estamos com pedido aprovado de importação lá na China e, nesse momento, aguardamos uma autorização do governo chinês. Isso já deveria ter acontecido 15 dias atrás. Não aconteceu. Estamos em intenso contato com os chineses para que liberem essas doses, que serão suficientes pra produção aí de mais de 11 milhões de doses. Então, nós estamos aguardando esse processo e esperamos que isso se resolva nesta semana ainda”, disse o diretor na ocasião.

Ao blog do Valdo Cruz no G1, o secretário de Governo de São Paulo em Brasília, Antonio Imbassahy, disse que o governador João Doria (PSDB) orientou que as negociações com o governo chinês sejam intensificadas, para garantir o fluxo de importação dos princípios ativos.

“Nossos contatos com o governo chinês são os melhores possíveis, com a Sinovac também, sem problemas, mas há questões burocráticas que vamos tentar acelerar para garantir a vinda dos princípios ativos das vacinas o mais rápido possível”, afirmou Imbassahy.

Pedido de registro na Anvisa

Dimas Covas disse que enviou na manhã desta segunda um novo pedido de uso emergencial da CoronaVac à Anvisa, desta vez solicitando autorização para todas as doses envasadas pelo Butantan.

“Ainda na manhã de hoje entramos com o pedido de uso emergencial agora para todas as doses que serão produzidas no Butantan. A primeira partida de 4,8 milhões já em disponibilidade à medida que for feita essa liberação. Uma vez aprovada, aí a produção do Butantan já será feita de acordo com essa autorização”, afirmou o diretor.

Em nota, a Anvisa confirmou que recebeu o segundo pedido de uso emergencial enviado pela Instituto Butantan, e afirmou que a solicitação “Está em análise para checagem dos documentos.”

Ainda segundo Dimas Covas, a autorização, uma vez concedida, não é limitada ao estoque atual.

“Não haverá necessidade de todo lote ser requisitado. Poderemos chegar aí à produção adicional de 35 milhões, já descontando essas 4 milhões. E, eventualmente, no acréscimo que inclusive já foi mencionado ao Ministério de 56 milhões de doses adicionais. Esperamos que essa autorização aconteça o mais rapidamente possível”, disse.

Ele destacou ainda que a própria Anvisa orientou que as solicitações para uso emergencial fossem enviadas separadamente.

“Entramos hoje a pedido da própria Anvisa. A Anvisa nos solicitou que terminássemos o primeiro processo e, na sequência, aplicássemos o segundo, exatamente por que a documentação é muito similar.”

Na manhã desta segunda, em cerimônia no centro de distribuição do Ministério da Saúde em Guarulhos, na Grande São Paulo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que a vacinação em todo o país começaria a partir das 17h.

Na semana passada, Dimas Covas falou sobre a decisão de iniciar a vacinação poucos minutos após a aprovação da Anvisa, citando Pazuello.

“Olha, eu respeito muito o general Pazuello. Mas, como todo general, como todo soldado, ele foi preparado a vida inteiro para matar, para lutar, para derrotar o inimigo com uso de força bruta. Ao contrário de quem trabalha na saúde: nós somos preparados a vida inteira para salvar vidas, muitas vezes para atuar em próprio campo de batalha para recuperar os estragos feitos pelas armas que são usadas pelos militares”, comentou Dimas.

Autorização de vacinas na Anvisa

A Anvisa autorizou neste domingo, por unanimidade, o uso emergencial das vacinas CoronaVac e da Universidade de Oxford contra a Covid-19. A reunião que discutiu o tema durou cerca de 5 horas.

Os diretores acompanharam o voto de Meiruze Freitas, relatora dos pedidos. No caso da Coronavac, a diretora condicionou a aprovação à assinatura de termo de compromisso e publicação em “Diário Oficial”.

Ao proclamar o resultado, o diretor-presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, afirmou:

“A imunidade com a vacinação leva algum tempo para se estabelecer. Portanto, mesmo vacinado, use máscara, mantenha o distanciamento social e higienize suas mãos. Essas vacinas estão certificadas pela Anvisa, foram analisadas por nós brasileiros por um tempo, o melhor e menor tempo possível. Confie na Anvisa, confie nas vacinas que a Anvisa certificar. E, quando ela [a vacina] estiver ao seu alcance, vá e se vacine”.

Do G1.

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Justiça Eleitoral rejeita pedido de cassação de mandatos de vereadores do PP em Duas Estradas

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A Justiça Eleitoral rejeitou o pedido feito contra a chapa proporcional do PP de Duas Estradas que culminaria na cassação do mandato de 2 vereadores eleitos pela sigla, nas últimas eleições de 2020. Se o pedido tivesse sido acatado, os vereadores: Devivaldo Ferreira da Silva e Leandro Fagner Sena da Silva, poderiam perder os seus mandatos, conquistados de forma democrática, através do voto popular.

“Tratam os autos de Ação de Impugnação ao Mandato Eletivo ajuizada por Iara Neli
Nobrega da Silva Palitot, candidata ao cargo de vereadora nas eleições 2020, pelo Partido
Movimento Democrático Brasileiro (MDB), no município de Duas Estradas-PB, em face do Partido Progressistas – Duas Estradas-PB e dos candidatos Derivaldo Ferreira da Silva, Leandro Fagner Sena da Silva, Luana Pessoa de Sena, Macilonia Silva dos Santos, Vanessa Batista de Lima, Gledson Augusto Silva Alves, Marcondes Aurelio de Souza Trajano e Jose Augusto Ferreira. Alega, em síntese, a autora que o partido impugnado teria dissimulado candidaturas femininas com o intuito de burlar a exigência normativa prevista no art. 10, §3º da Lei n.º 9.504/97, caracterizando abuso de poder e conduzindo a erro o juízo eleitoral por peticionar o registro de candidaturas ideologicamente falsas, visto que, segundo narra em seus fatos descritos, não teria havido nenhuma candidatura real do gênero feminino para o referido partido e sim “candidaturas laranjas”, como é falado popularmente.

Na sentença proferida pela Juíza Flávia Fernanda Aguiar Silvestre, da 47° zona eleitoral, a magistrada nega o pedido de Impugnação de Mandato Eletivo em face da chapa proporcional do Partido Progressista, ao argumento central de que, em síntese, haveria fraude à reserva da cota de gênero por meio das candidaturas.

De acordo com a Juíza, dentre outros pontos julgados – o resultado obtido pelas candidatas Impugnadas não feriu a normalidade e legitimidade das eleições, e a análise geral da votação feminina denota uma cultura social do município de Duas Estradas que deve evoluir e avançar permitindo uma maior e efetiva participação feminina no campo da política.

“Afasta-se, assim, a alegação do Impugnante de que há fraude desde o início da composição da lista de candidatos, constante nos autos de Registro de Candidatura do Partido Progressistas, diante da demonstração inequívoca de atos de campanha praticados pelas candidatas Impugnadas, do histórico de votação feminina verificado no município de Duas Estradas, e da ausência de comprovação de fraude à cota de gênero durante a instrução do feito, afastando-se, ainda, eventual abuso de poder.

Portanto, após a instrução, conclui-se que, não houve comprovação robusta de fraude à cota de gênero alegada pelo Impugnante, impondo-se a manutenção do exercício do sufrágio universal, materializado nas Eleições Municipais de 2020, para o município de Duas Estradas, diante da normalidade e lisura do pleito, motivo pelo qual a expressão do voto e da soberania popular merece ser preservada pelo Poder Judiciário, como corolário do Estado Democrático de Direito.

Isto posto, JULGO IMPROCEDENTES os pedidos formulados pela Impugnante, em razão da não comprovação de fraude à cota do gênero feminino, e da apreciação das demais
provas, fatos e circunstâncias constantes dos autos, com fundamento nos argumentos jurídicos constantes na presente sentença, nos termos do parágrafo único, art. 7º, da Lei Complementar nº 64/90 c/c art. 487, I, CPC.”

SENTENÇA

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Corretor de imóveis paraibano é coroado Rei das Serras em Circuito de corrida

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O corretor de imóveis Leandro Augusto, que integra a Comissão de Esportes, Lazer e Cultura do Creci-PB e é atleta amador fechou o ano com chave de ouro, sendo literalmente coroado Rei das Serras 2021 após conquistar o 1º lugar, ao obter 300 dos 400 pontos disputados com outros 1.200 atletas no Desafio das Serras, considerado o maior Circuito de corrida Trail do Nordeste e um dos melhores do Brasil.

O evento, promovido pela @desafiodasserras e pela @hisports_ ocorreu sábado (4) em Bonito (PE), com largada e chegada na base do Teleférico da cidade

A etapa de Bonito PE, disputada neste sábado, foi a mais dura e técnica de todas as etapas do ano. Na categoria em que participou, de half trail (meia maratona), Leandro concluiu o percurso de 21 km em apenas 1h51m11s, o que não foi nada fácil.

“Logo na largada encarei uma ladeira com mais de 2 km e durante todo o percurso não foi diferente, com muitas subidas e descidas, estradão de barro, trilhas e um trecho em paralelepípedos na chegada à cidade, o que se configurou num grande, mas prazeroso desafio, para quem gosta de natureza e superar seus limites”, afirmou.

Etapa mais dura e técnica

Esta considerou esta etapa de Bonito como a mais dura e técnica de todas as demais que disputou no ano, referindo-se às primeira e segunda, realizadas respectivamente nas cidades de São Bento (RN) e Bananeiras (PB), quando obteve a primeira colocação em percursos de 27 km. A terceira, ocorrida em Fernando de Noronha (PE), não contou com sua participação.

Entusiasta e praticante do desporto, a sua primeira corrida de montanha aconteceu em maio de 2019 e desde então se apaixonou pelo estilo de prova, iniciando na categoria Fast Trail com 10 Km e já no ano seguinte mudou e correu com 27 km.

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Bolsonaro diz que “jamais” vai exigir passaporte da vacina

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Fotografia colorida. Jair Bolsonaro aparece no centro da imagem usando máscara preta e apontando para alguém em sua frente
Rafaela Felicciano/Metrópoles

Em conversa com apoiadores na manhã desta quarta-feira (8/12), o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que “jamais” vai exigir comprovante de imunização contra a Covid-19, apelidado de passaporte da vacina.

No cercadinho do Palácio da Alvorada, uma apoiadora reclamou de exigência de atestado de vacinação imposta pelo governador do Pará, Helder Barbalho (MDB). Segundo decreto estadual, o documento deverá ser apresentado para entrar em bares, restaurantes, cinemas, teatros, equipamentos turísticos, igrejas e outros locais. Há possibilidade de multa para quem descumprir a norma. O mandatário emedebista defendeu que a medida é uma forma de incentivo à imunização.

Sobre a determinação, Bolsonaro considerou que os governadores foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a adotar medidas como essa. No início da pandemia, a Corte reconheceu a autonomia dos Executivos estaduais e municipais para estabelecer medidas que contenham a disseminação do vírus.

“O Supremo deu poderes para governadores e prefeitos, né? Eu falo da minha linha: eu não fechei nenhum botequim. E jamais vou exigir o passaporte de vacina de vocês. Imaginem se tivesse o Haddad no meu lugar. Agora, não queiram que a gente resolva todos esses problemas. Eles tão com autoridade para tal, tá certo?”, disse o titular do Planalto.

A conversa com o grupo de simpatizantes foi registrada por um canal no YouTube simpático ao presidente.

Na terça-feira (7/12), Bolsonaro, que é crítico assíduo da exigência de comprovação da vacinação, comparou a medida a uma “coleira”.

Apto a se vacinar, o mandatário do país alega que não irá fazê-lo, sob o argumento de que o fato de já ter sido infectado pelo vírus, no ano passado, contribui para a sua imunização. Especialistas refutam o entendimento do presidente.

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Quarentena de cinco dias

O governo federal anunciou, na terça-feira (7/12), que exigirá quarentena de cinco dias de estrangeiros que não apresentarem o comprovante de vacinação contra Covid-19 ao desembarcar no Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia recomendado a exigência do comprovante de vacinação contra o coronavírus para estrangeiros após o surgimento da nova variante, Ômicron.

Em vez disso, o governo preferiu adotar a quarentena de cinco dias e o teste RT-PCR negativo antes de liberar estrangeiros não vacinados para circular no país.

O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa, no Palácio do Planalto. Participaram os ministros da Saúde, Marcelo Queiroga, e da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o advogado-geral da União, Bruno Bianco.

Ao discursar, Queiroga defendeu que “não se pode discriminar pessoas entre vacinadas e não vacinadas e, a partir daí, impor restrições”. O ministro ainda repetiu o presidente Jair Bolsonaro e disse que “é melhor perder a vida que a liberdade”.

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