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Estudo da Paraíba desenvolve dois candidatos a fármacos anticâncer

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Um estudo da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), coordenado pelo professor do Departamento de Química, Claudio Lima Júnior, desenvolveu dois candidatos a fármacos anticâncer. Os possíveis novos remédios são derivados sintéticos da Isatina, produto de origem natural que apresenta baixo custo para ser obtido e comercializado.

udos, no campo da síntese orgânica, sempre envolveu o planejamento de novos fármacos”, conta Claudio Lima Júnior.

Nesse período, o professor da UFPB observou que somente dois eram os relatos na literatura científica sobre o uso da Isatina como matéria-prima, em uma reação química muito estudada pelo grupo de pesquisa do qual participou.

“Neste trabalho inicial, foram sintetizadas oito substâncias derivadas da Isatina, sendo duas bastante promissoras frente a linhagens de células tumorais de leucemia”, revela Claudio.

De acordo com o docente da UFPB, o desenvolvimento de novos agentes antitumorais é de extrema importância, uma vez que, embora variados, os quimioterápicos disponíveis atualmente ainda se mostram bastante agressivos ao organismo humano, resultando nos diversos efeitos colaterais já conhecidos.

“Ao ingressar como professor da UFPB, em 2013, resolvi retomar o desenvolvimento de novas substâncias usando a Isatina como matéria-prima, fazendo uso agora de outras reações orgânicas, protocolos sintéticos alternativos e buscando investigar outras atividades biológicas, tais como antimicrobiana e anti-inflamatória”, relata o pesquisador.

O estudo, também coordenado pelo professor Mário Vasconcellos, está sendo realizado no Laboratório de Síntese Orgânica Medicinal da UFPB. Estão envolvidos na síntese de derivados da Isatina quatro doutorandos, três mestrandos e um estudante de iniciação científica.

Para a investigação das atividades biológicas, o projeto ainda conta com a colaboração dos professores e pesquisadores Margareth Diniz, atual reitora da UFPB; Caliandra Lima, Sandra Mascarenhas e Gardenia Militão, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Edilson de Alencar-Filho, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), tem cooperado para a realização de estudos de modelagem molecular.

Agora, a proposta do grupo de pesquisa da UFPB é continuar buscando otimizações dos protocolos de síntese para os derivados já obtidos, assim como procurar sintetizar novas substâncias bioativas derivadas da Isatina.

“Vamos continuar avançando com a avaliação destes derivados frente a linhagens de câncer, além da investigação da atividade antimicrobiana, anti-inflamatória e leishmanicida. As mais promissoras serão conduzidas a ensaios para avaliação da toxicidade aguda e crônica, com o objetivo de avançar nas etapas subsequentes, na busca por uma nova substância que seja mais ativa e seletiva para o tratamento das patologias investigadas no presente estudo”, indica Claudio Lima Júnior.

 

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Davi Carrero é jornalista (DTR 3342-PB). Acadêmico de Direito, atua no Tribunal de Justiça da Paraíba - TJPB.

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Coronavírus mata 17 pessoas em 24 horas na Paraíba

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A Paraíba contabilizou, nas últimas 24 horas, mais 1.416 casos confirmados de Covid-19, totalizando 219.723. O número de óbitos em decorrência da infecção causada pelo novo coronavírus subiu de 4.451 para 4.471 entre essa sexta-feira (26) e este sábado (27), com mais 20 registros, sendo 17 ocorridos nas últimas 24 horas. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES). Até o momento, 653.143 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados na Paraíba.

Resumo | Últimas 24h na Paraíba

  • Confirmados: 219.723 (eram: 218.307)
  • Descartados: 245.121 (eram: 244.356)

Dentre os casos confirmados:

  • Recuperados: 158.132 (eram: 157.849)
  • Isolados em casa: 56.582 (eram: 55.565)
  • Internados: 538
  • Mortos: 4.471 (eram: 4.451)

Mortos

As vítimas confirmadas pela SES neste sábado (27) são 11 homens e nove mulheres, com idades entre 36 e 97 anos. Hipertensão foi a comorbidade mais frequente e cinco não tinham comorbidades.

Até este último boletim, 206 cidades paraibanas registraram óbitos por Covid-19, o que representa 92,37% dos 223 municípios do estado. As mortes ocorreram entre residentes dos municípios de Alagoa Grande (1), Barra de Santana (1), Borborema (1), Cajazeiras (1), Jacaraú (1), Campina Grande (1), João Pessoa (8), Patos (3), Princesa Isabel (2), Santa Luzia (1) e São Bento (1).

Ocupação de leitos

A ocupação total de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 69%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 89%. Em Campina Grande, estão ocupados 62% dos leitos de UTI adulto, e, no Sertão, 69% dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro Estadual de Regulação Hospitalar, 45 pacientes foram internados nas últimas 24 horas.

Casos por cidade

Cinco municípios concentram 741 novos casos, o que corresponde a 52,33% dos casos registrados neste sábado. São eles: João Pessoa, com 442 novos casos, totalizando 58.330; Campina Grande, com 134 novos casos, totalizando 20.294; Cajazeiras, com 67 novos casos, totalizando 4.720; Sousa, com 62 novos casos, totalizando 4.928; Aroeiras, com 36 novos casos, totalizando 557.

Vacinômetro

De acordo com o boletim da SES, até este sábado (27), foi registrada no sistema de informação SI-PNI a aplicação de 143.462 doses. Até o momento, 109.323 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 34.138 com a segunda dose da vacina.

Remessas de vacinas contra Covid-19 enviadas à Paraíba

  • 18 de janeiro | 114.846 doses da Coronavac (Instituto Butantan e Sinovac)
  • 24 de janeiro | 36 mil doses da Coronashield (Oxford/AstraZeneca)
  • 25 de janeiro | 16.600 doses da Coronavac
  • 7 de fevereiro | 56.200 doses da Coronavac
  • 24 de fevereiro | 39.500 doses da Coronashield
  • 25 de fevereiro | 23.800 doses da Coronavac

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HU de João Pessoa suspenderá cirurgias eletivas e atendimento ambulatorial

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Por meio de nota encaminhada à imprensa, a assessoria de Comunicação do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW), em João Pessoa, informou que a unidade suspenderá os atendimentos no ambulatório a partir da próxima terça-feira (2).

De acordo com a unidade, a decisão foi tomada em razão do “agravamento da crise de saúde pública enfrentada pelo Brasil, e notadamente pela Paraíba, devido à pandemia de Covid-19 — com aumento no registro de óbitos e de novos casos da doença ao longo dos últimos dias”, diz o texto.

A suspensão acontecerá no período de 2 a 5 de março de 202. A decisão também afeta as cirurgias eletivas. Serão mantidas, no entanto, as cirurgias emergenciais e essenciais.

Confira o texto na íntegra

“Considerando o agravamento da crise de saúde pública enfrentada pelo Brasil, e notadamente pela Paraíba, devido à pandemia de covid-19 — com aumento no registro de óbitos e de novos casos da doença ao longo dos últimos dias, Considerando o estado de calamidade pública vigente em nosso Estado (Decreto nº 40.134, de 20 de março de 2020) e a curva de contágio ascendente, o que sugere o aumento do número de casos nas próximas semanas, Considerando ofício da Secretaria Executiva de Gestão da Rede de Unidades de Saúde da Paraíba sobre planejamento da capacidade operacional dos estabelecimentos de saúde que realizam cuidados especializados no âmbito da emergência provocada pelo SARS-CoV-2, Considerando apelo constante no ofício supracitado e a necessidade de o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB/Ebserh) ampliar sua colaboração ao enfrentamento da covid-19 em nosso Estado com o redimensionamento da força de trabalho e a expansão da oferta de leitos covid-19 (Enfermaria e Unidade de Terapia Intensiva – UTI), Considerando o maior risco de infecções pelo vírus SARS-CoV-2 decorrente de possível aglomeração de pacientes não vacinados em locais de espera por atendimento (mesmo com adoção de novos fluxos e medidas de profilaxia pelo HULW-UFPB), O Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB/Ebserh) informa à população paraibana que irá interromper temporariamente, no período de 2 a 5 de março de 2021, os atendimentos ambulatoriais (exceto na Unidade de Pré-Natal) bem como as cirurgias eletivas. Serão mantidas, no entanto, as cirurgias emergenciais e essenciais. O retorno das atividades fica condicionado à evolução do quadro sanitário na Paraíba. Desse modo, está prevista uma reunião de avaliação no dia 5 de março, quando será analisada a medida a ser tomada na semana subsequente. Se houver necessidade de se manter a interrupção da assistência ambulatorial, a mesma conduta de avaliação do cenário será adotada em todas as sextas-feiras vindouras. Caso a suspensão das consultas ambulatoriais persista, o HULW vai oferecer assistência via telemedicina, a partir do dia 8 de março, para pacientes que já sejam atendidos pela instituição. Nesse caso, a forma de agendamento será informada posteriormente. Em face do exposto, o HULW-UFPB/Ebserh solicita a compreensão da população paraibana, e especialmente dos usuários que serão impactados pelas ações adotadas, mas entende que o momento exige esforço de todos, para que o avanço da contaminação pela covid-19 seja contido em nosso Estado”.

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Bolsonaro anuncia lançamento de satélite para monitorar a Amazônia

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O perfil do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no Twitter anunciou o lançamento do satélite brasileiro Amazônia-1, na tarde deste sábado (27/02).

“Hoje, às 23:50, diretamente da Índia, lançaremos o Amazônia-1, o primeiro satélite 100% brasileiro”, diz a mensagem. Segundo o texto, o equipamento vai monitorar a Amazônia.

Pouco antes da postagem, o presidente esteve na embaixada de Israel, em Brasília.

Primeiro satélite brasileiro

O satélite Amazônia-1, o primeiro de observação da Terra projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil, faz parte da chamada Missão Amazônia, criada para fornecer dados de sensoriamento remoto para observar e monitorar o desmatamento, especialmente na região amazônica.

A missão também vai monitorar a agricultura em todo o território nacional com alta taxa de revisita, buscando atuar em sinergia com os programas ambientais existentes.

A vida útil do Amazônia-1 é de quatro anos. A missão ainda prevê o lançamento de mais dois satélites, o Amazônia-1B e o Amazônia-2.

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