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Paraíba exportou 125 milhões de dólares em 2020, diz estudo da FIEP

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Quando comparado ao ano de 2019, a maior alta nas exportações foi registrada entre os produtos cerâmicos; seguido de alimentos, bebidas e álcool; e minérios — Foto: Divulgação/Fiep

Quando comparado ao ano de 2019, a maior alta nas exportações foi registrada entre os produtos cerâmicos; seguido de alimentos, bebidas e álcool; e minérios — Foto: Divulgação/Fiep

 

A Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP), através do Centro Internacional de Negócios (CIN/PB) realizou uma apresentação virtual, no dia 18 de fevereiro, do Panorama do Comércio Exterior da Paraíba, um estudo que apresenta dados da Balança Comercial do estado, durante o ano de 2020.

De acordo com o estudo, em 2020, a Paraíba exportou 125,27 milhões de dólares e importou 504,63 milhões. A balança comercial do estado apresentou um saldo de – 379,36 milhões de dólares.

Os setores que lideraram o ranking das exportações, estão:

  1. Calçados (52,6 milhões de dólares);
  2. Alimentos, bebidas e álcool (48,6 milhões de dólares);
  3. Minérios (18,4 milhões de dólares);
  4. Têxtil e vestuário (4,2 milhões de dólares);
  5. Produtos cerâmicos (555,8 mil dólares);
  6. Metais (355,3 mil dólares).

 

Quando comparado ao ano de 2019, a maior alta nas exportações foi registrada entre os produtos cerâmicos, com um crescimento de 125,1%; seguido de alimentos, bebidas e álcool, com 78,2%; e minérios, 40,3%.

Os principais destinos das exportações paraibanas foram:

  1. Estados Unidos (25,3 milhões de dólares);
  2. França (17 milhões de dólares);
  3. Países baixos – Holanda (11,2 milhões);
  4. Bélgica (7,6 milhões de dólares).

 

O levantamento apresenta ainda os 27 municípios exportadores da Paraíba,. Desses, os que mais se destacaram foram:

  1. Campina Grande (61,2 milhões de dólares);
  2. Santa Rita (11,5 milhões de dólares);
  3. Pedras de Fogo (11,5 milhões);
  4. Mataraca (9,3 milhões);
  5. Mamanguape (6 milhões de dólares).

 

Panorama auxilia empresários exportadores

 

O estudo, realizado pelo CIN/PB, é respaldado em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, da ferramenta de análise e visualização Data Bank e do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas.

O Panorama do Comércio Exterior da Paraíba foi elaborado com a finalidade de auxiliar os empresários com relação ao mercado exterior, e tem como missão promover a competitividade e a inserção internacional da indústria paraibana, consolidando e criando relações e parcerias no âmbito internacional.

No documento, é possível identificar dados como o volume de exportações e importações da Paraíba, o saldo da Balança Comercial, os principais setores exportadores do estado, os produtos que mais foram exportados, os principais destinos dos produtos vendidos pela Paraíba e as principais origens das importações. Além disso, é possível identificar os municípios que mais movimentaram o comércio exterior.

O Panorama ainda identifica os municípios que mais importaram, entre eles João Pessoa, Cabedelo, Campina Grande, Santa Rita, Conde, Bayeux e Guarabira. Acesse o Panorama do Comércio Exterior da Paraíba.

G1

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MPF investiga irregularidades em compra de 4 mil testes rápidos para covid-19 pela Prefeitura de Cuité de Mamanguape

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O inquérito civil foi aberto para apurar compra da prefeitura com a empresa Everton Barbosa Falcão no ano de 2020.

Sede do Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB). (Foto: Walla Santos)

O Ministério Público Federal (MPF) abriu nesta sexta-feira (15) um inquérito civil para investigar irregularidades na compra de 4 mil testes rápidos para detecção de Covid-19 por parte da Prefeitura de Cuité de Mamanguape com a empresa Everton Barbosa Falcão, segundo apurou o ClickPB. A portaria foi publicada pelo procurador da Républica Sérgio Rodrigo Pimentel de Castro Pinto.

O órgão já havia deflagrado no dia 9 de setembro a Operação Select que tinha o município como um dos alvos da investigação sobre o “direcionamento da contratação e montagem do próprio processo de dispensa de licitação, além de superfaturamento e sobrepreço nas aquisições de testes rápidos para a detecção da Covid-19”.

Na ocasião, foram constatadas que sete prefeituras da Paraíba, incluindo Cuité de Mamanguape, compraram kits de detecção de covid-19 que custavam R$ 25 por R$ 115, representando 89% a mais do valor do produto praticado no mercado.

De acordo com uma ação civil pública do MPF, a empresa investigada também havia vendido para a Prefeitura de Monteiro 5 mil testes rápidos e 40 mil máscaras descartáveis no valor de R$ 420 mil, com dispensa de licitação.

Segundo o Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB), há indícios de sobrepreço no valor de R$ 268,5 mil nas aquisições. Já a Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que supostamente a empresa contratada não forneceu os materiais adquiridos em sua integralidade, de maneira a potencializar o dano ao erário causado.

“Isso porque há um evidente descompasso entre a aquisição dos produtos, aferida a partir de notas fiscais de entrada e saída do estoque da empresa Everton Barbosa Falcão, e a venda aos entes públicos que com ela firmaram avença”, destaca a Justiça na decisão de primeira instância.

De acordo com as investigações da Operação Select, o prejuízo ao erário público chega a ser de R$ 2,8 milhões de recursos destinados ao combate da pandemia no estado.

“Alguns municípios estavam adquirindo testes rápidos por meio de dispensa de licitação. Há indícios de fraude e montagem de propostas de valores que resultava em direcionamento para determinada empresa fornecer por preços muito além do praticado no mercado. Os kits, em si, deveriam ter custado em relação a esses municípios investigados em torno de R$ 700 a R$ 800 mil e custaram R$ 3,4 milhões”, disse Queiroz.

Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão em empresas e órgãos públicos nas cidades de João Pessoa, Santa Rita, Caldas Brandão, Mamanguape, Cuité de Mamanguape, Alhandra, Lagoa de Dentro, Serra da Raiz e Lagoa.

Os mandados foram expedidos pela 16ª Vara Federal em João Pessoa, 12ª Vara Federal em Guarabira e 8ª Vara Federal em Sousa, com pareceres favoráveis do Ministério Público Federal.

Crimes investigados – Os investigados responderão pelos crimes previstos nos artigos 89, 90 e 96 da Lei nº 8.666/93 (visto que cometidos antes do advento da lei 14.133/21), artigos 317 e 333 do Código Penal Brasileiro, além de outros que venham a ser descobertos no bojo da investigação

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