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Grávidas têm mais de dobro do risco de sofrerem de Covid persistente

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Uma nova pesquisa revela que o risco do vírus para o nascituro é bastante baixo, porém as mulheres grávidas estão 2,1 vezes mais propensas a acabar nos cuidados intensivos como resultado da infecção por Covid-19.

E o risco de necessitarem de ventilação é 2,6 vezes maior, de acordo com os dados apurados por investigadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, publicados no BMJ.

Os especialistas descobriram ainda que o risco de doença grave era superior, particularmente entre mulheres de minorias étnicas ou com outras condições de saúde pré-existentes, como obesidade, pressão alta ou diabetes.

O professor e líder do estudo John Allotey, da Universidade de Birmingham, disse: “as mulheres grávidas devem ser consideradas um grupo de alto risco, particularmente aquelas identificadas como tendo fatores de risco, para Covid grave com base nos nossos achados”.

“As mães também devem saber de que os riscos para o bebê são bastante baixos”.

Adicionalmente, a equipe apurou que as mulheres grávidas eram mais propensas a ser assintomáticas após contraírem Covid, com apenas quatro em cada dez a manifestar sinais como febre ou tosse.

POR NMBR

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Davi Carrero é jornalista (DTR 3342-PB). Acadêmico de Direito, atua no Tribunal de Justiça da Paraíba - TJPB.

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Modelo diz que Justiça foi machista ao inocentar ator de ‘Chiquititas’

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A modelo e influenciadora Jessica Aronis afirmou que se sente injustiçada após o Tribunal de Justiça de São Paulo absolver o ex-marido dela, João Gabriel Vasconcellos. O ator de “Chiquititas” (SBT) foi inocentado em janeiro em um processo por violência doméstica.

 

Aronis afirma que a decisão de tornar pública sua experiência partiu do “objetivo de ajudar outras pessoas” e que faz isso até hoje”. “Sempre agi conforme o que os meus advogados me mandavam fazer, jamais divulguei quem ele era. Eu entrei com o processo contra ele, [mas] ninguém sabia da minha história.”

“Eu fiz um desabafo nas minhas redes sociais, como forma de um grito”, lembra. Ela diz que ainda irá lutar contra a violência doméstica, mas que não quer mais usar o próprio caso como exemplo. Para ela, o ator ser inocentado “tira totalmente a minha credibilidade em falar: ‘Denunciem, é o certo a fazer. Você precisa denunciar’.”

“A Justiça brasileira é extremamente machista”, diz a modelo. “Sinto muito pelas mulheres que morrem diariamente por serem mulheres, por terem a palavra descredibilizada, por serem silenciadas. Isso acontece todos os dias com mulheres. Nossa voz é abafada o tempo inteiro.”

Ela afirma que agora está se “aliando a promotores de Justiça para tentarmos fazer uma mudança estrutural, para que pelo menos o juiz que vá julgar um caso de violência doméstica, seja uma mulher ou seja uma pessoa que passou por um processo de treinamento”. “É muito triste o que aconteceu comigo”, diz.

Aronis afirma que agora se sente desprotegida. “Tenho medo de andar na rua e qualquer hora ele aparecer, já que não tenho mais medida protetiva”, conta.

Vasconcellos, que também esteve na série “O Negócio” (HBO), afirmou que vai mover uma ação contra a ex-mulher por fraude processual e denunciação caluniosa. “Fiquei muito tempo calado e tive a minha vida arruinada, mas passou, e eu quero Justiça”, disse o ator para a coluna de Fábia Oliveira no jornal O Dia. Quanto ao processo que o ex pretende mover contra ela, a modelo diz: “Eu não sei com que base ele vai fazer isso”.

Daniell Roriz, advogado do ator, afirmou que seu cliente não quer “enriquecer à custa de nenhum processo judicial e muito menos da ex-mulher”. Ele afirma que Vasconcellos “quer a retratação por tudo o que sofreu com ofensas, perseguições e perdas”. “Isso não significa que essa reparação moral não possa também se traduzir numa decisão judicial por meio de uma indenização financeira”, explica.

“O que interessa a ele é uma indenização moral”, comenta o advogado. “Ele tem essa preocupação e consciência do que fez de certo e errado, mas tem também a consciência de que ele foi altamente prejudicado com as acusações infundadas.”

Procurada, a assessoria do ator afirma em nota que Vasconcellos “comprovou inocência na ação movida por sua ex-mulher de violência doméstica”. O texto também apresenta os argumentos utilizados por ele no caso.

“Eu tinha acabado de encerrar uma série, uma outra tinha acabado de ser exibida em diferentes canais, e já estava me preparando para rodar uma próxima”, diz o ator. “Estava também no meio de um teste para uma novela. Todas essas possibilidades me foram tiradas quando minha reputação foi assassinada.”

“Não só a minha vida, como a da minha família, foi devastada”, continua. “Qualquer um pode ser acusado injustamente. Para isso, serve a Justiça. Para investigar e julgar. Justiça foi feita. Eu consegui provar que sou inocente. Chegou a hora de mostrar a realidade dos fatos, a verdade.”

Ao ser inocentado, o ator fez uma publicação nas redes sociais com um desabafo, porém sem citar o processo diretamente. “Nos últimos anos passei por situações difíceis”, contou. “Fui julgado por muitos, carreguei falsas acusações nas costas, sozinho.”

“Percebi que isso me fortaleceu, na real, que falsidade existe para glorificar a vitória dos justos e que talvez seja importante para pessoas fracas se sentirem empoderadas em cima da derrota de alguém perseverante”, continuou. “Tenha fé, porque Deus existe, ele e justo, nenhuma mentira persiste por muito tempo, todo esforço e reconhecido e e isso que importa.”

O artista afirmou que agora irá focar na sua carreira como ator e empresário. “Eu estudei a minha vida inteira para isso [atuar]”, disse. “Eu tinha acabado de encerrar uma série de HBO, tinha terminado de rodar também a novela ‘Chiquititas’ e uma série sobre feminismo na Netflix com um dos papéis principais, que caiu por causa das repercussões das acusações.”

“Antes de conhecer minha ex, a primeira coisa que eu fiz na vida foi ser ator, é a minha profissão”, finalizou. “Toda essa acusação me tirou a possibilidade de exercer o meu ofício. Pretendo conciliar a carreira de ator com a de empresário, que é o que eu faço atualmente no meu restaurante.”

ENTENDA O CASO

A modelo e o ator foram casados por cinco anos. No ano de 2018, Aronis compartilhou em seu perfil do Instagram um relato de que sofreu um relacionamento abusivo, sem citar nomes. Na época, ela afirmou ter passado por situações humilhantes que iam desde agressões verbais e físicas a tortura psicológica, que a fizeram desenvolver uma anorexia nervosa.

O desembargador Laerte Marrone absolveu o ator por “falta de provas”. Marrone, relator do processo, disse que nenhuma testemunha esteve presente no momento em que a agressão teria ocorrido. “Não se pode chegar a uma conclusão segura sobre qual teria sido o exato comportamento do réu”, afirmou ele, mesmo admitindo que existam “fundadas suspeitas”, segundo a coluna de Rogério Gentile, no UOL.

A assessoria de Vasconcellos afirmou que, dentre os argumentos para provar a inocência do ator, estavam supostos áudios que a acusação “gravava e editava de acordo com seus próprios interesses”. Sobre a gravação, o TJ considerou ainda que ela era “grosseira e ofensiva”, mas soa mais como uma “bravata do que como uma efetiva promessa de mal à ofendida”.

“Ainda mais a se considerar que o ator disse que gostaria de atirar uma pedra, uma cama e um abajur contra a vítima o que parece não poder ser considerado, no contexto da causa, como uma ameaça séria”, concluiu o desembargador.

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Licença-maternidade precisa mudar para incentivar mulher no trabalho

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FLORIANÓPOLIS, SC (FOHAPRESS) – A política que garante no mínimo quatro meses de licença-maternidade às mulheres empregadas no mercado formal, enquanto concede aos homens o afastamento de apenas cinco dias corridos, reforça o estereótipo de que os cuidados com os filhos são responsabilidade das mulheres e pode dificultar a permanência delas no trabalho.

“A licença-maternidade é a razão número 1 das diferenças de trajetória entre homens e mulheres no trabalho. No Brasil, 40% das mulheres estão fora do mercado formal um ano depois de tirarem a licença”, afirma a economista Cecília Machado, professora na Escola Brasileira de Economia e Finanças da FGV e colunista da Folha.

Ela foi uma das participantes do segundo painel do webinário Mulheres no Mercado de Trabalho, promovido pela Folha, com apoio do INW (Instituto Nelson Wilians), na última quinta-feira (4).

Segundo Machado, o Brasil deveria adotar um modelo de licença familiar ou parental que reconheça o compartilhamento da tarefa de cuidar do filho entre pais e mães ao possibilitar a divisão entre eles do tempo de afastamento do trabalho.

“Precisamos pensar como envolver os gêneros de uma forma mais equitativa e equilibrada nos cuidados com os filhos e isso implica também as políticas públicas”, diz. “O setor privado pode inclusive considerar algumas características do setor público, que consegue reter os profissionais por mais tempo.”

Para os servidores públicos federais, a licença-maternidade é de seis meses e a paternidade de 20 dias.

Há ainda no âmbito privado uma modalidade em que empresas participantes de um programa especial do governo oferecem mais dois meses de afastamento para as mães e 20 dias para os pais em troca de desconto tributário. Essa ampliação é facultada ao trabalhador, que pode decidir se aceita ou não.

Um estudo da OIT (Organização Internacional do Trabalho) analisou as informações disponíveis de 169 países e constatou que 66 deles tinham em 2013 alguma concessão de licença parental. Os países nórdicos (Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia) são reconhecidos por estarem entre os precursores na adoção dessa política.

Para Isabelle Christina, analista de negócios em diversidade e inclusão na Oracle e jovem transformadora na Ashoka, organização com foco em empreendedores sociais, as mulheres que se tornam mães quando ainda estão dando seus primeiros passos no mercado de trabalho merecem maior atenção das empresas.

“A maior parte das mulheres nesse recorte são negras e de classes sociais mais baixas. As empresas precisam não só incluir essas mães jovens, mas também oferecer benefícios que atendam às suas necessidades”, afirma.

Rafa Brites, influenciadora digital e autora do livro “Síndrome da Impostora” (ed. Planeta, 144 págs., R$ 36,90), conta o relato que recebeu de uma seguidora que explicita a vulnerabilidade de mulheres grávidas que ocupam postos no mercado de trabalho informal.

“Era uma motorista de aplicativo e estava desesperada porque terá o filho em breve e vai perder sua principal fonte de renda. Também recebo muitas mensagens de sobrecarga das mulheres na vida familiar, e isso acontece pelo machismo estrutural e da relação alienada da paternidade no Brasil, onde ainda existe a expressão ‘o pai que ajuda'”, afirma Brites.

Para a escritora, o que mais afeta as mulheres é a falta de uma estrutura familiar compartilhada para elas poderem investir em suas carreiras.

“As minhas amigas falam que meu marido é ótimo, porque dá banho e leva nosso filho para a escola, mas digo pra elas que isso não o torna um bom marido, isso faz dele um pai”, diz.

Na Microsoft Brasil, o abandono do emprego pelas mulheres após a licença-maternidade também é considerado um problema a ser enfrentado, de acordo com Alessandra Karine, líder de diversidade e inclusão da empresa.

“Temos uma desigualdade de gênero maior nos cargos de liderança. Para combater isso, oferecemos flexibilidade, trabalho remoto, mesmo antes da pandemia”, relata Karine, que aponta outras ações da empresa para reverter esse cenário, como a garantia de equidade salarial entre os que ocupam o mesmo posto e a exigência de ao menos uma mulher entre os finalistas dos processos seletivos.

Uma pesquisa da rede social LinkedIn e da The Female Lead de fevereiro deste ano aponta que praticamente metade (48%) das mulheres afirmam esperar vivenciar um momento em que irão reduzir as expectativas sobre suas carreiras.

Os principais motivos citados por elas são o entendimento de que a sociedade ainda não superou a desigualdade de gênero (37%), o aumento da carga mental causada pela responsabilidade de gerenciar a vida profissional e pessoal (32%) e uma licença-maternidade ou pausa na carreira (21%).

O levantamento entrevistou 2.009 profissionais ativos com idades entre 25 e 55 anos no Brasil. Para a influenciadora Rafa Brites, a “síndrome da impostora”, expressão que dá título ao seu livro, é resultado da falta de representatividade e proporcionalidade das mulheres no mercado de trabalho.

“Para reverter isso, políticas públicas e empresariais são bem-vindas, e uma das principais ferramentas que nós mulheres podemos usar é falar sobre o assunto, inclusive nas entrevistas de trabalho”, afirma.

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‘Boca de Covid’. Estudo identifica sequelas da doença na cavidade oral

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Uma equipe de investigadores da Universidade Vita-Salute San Raffaele, em Milão, em Itália, acompanhou 122 doentes que sofriam deCovid-19 e apurou que grande parte deles teve sequelas na boca, possivelmente devido à patologia ou a fatores relacionados ao internamento e tratamento, como a toma de fármacos específicos, reporta um artigo publicado na revista Galileu.

Os cientistas traçaram o perfil dos pacientes entre julho e setembro de 2020, sendo que alguns haviam estado hospitalizados e outros somente foram acompanhados numa única consulta.

Todos os voluntários foram também avaliados por um dentista, que realizou exames bucais em busca de possíveis anormalidades nos lábios, bochechas, glândulas salivares, membranas mucosas e outras estruturas da cavidade oral.

Leia Também: Veja por quanto tempo se isolar e qual teste fazer em caso de sintomas de Covid-19

Posteriormente, explica a Galileu, os acadêmicos concluíram que manifestações orais variadas eram comuns em 83,9% dos participantes envolvidos na pesquisa. Entre os quais, 43% apresentavam um quadro de ectasia da glândula salivar, caracterizado por glândulas inchadas, porém sem pus.

Mais ainda, os especialistas detectaramque os problemas bucais podem ser uma reaçãohiperinflamatória ao SARSCoV-2.

Contudo, uma análise revelou que o risco de desenvolver ectasia da glândula salivar estava igualmente associado à presença de duas substâncias. Compostos esses que apresentavam elevadas quantidades no organismo dos doentes no momento de internamento hospitalar, nomeadamente a proteína c-reactiva, produzida pelo fígado; e a enzima lactato desidrogenase, que contribui para transformar a glicose em energia.

Os cientistas destacam ainda que o surgimento de anormalidades na cavidade oral pode dever-se em parte à toma de antibióticosdurante a hospitalização dos pacientes com Covid-19.

“Elevadas doses de corticosteroides podem precipitar infeções fúngicas, como candidíase oral, enquanto medicamentos antivirais podem causar estomatite, úlceras aftosas e boca seca em uma fração consistente de pacientes”, disseram os investigadores.

Muitas pessoas reportaram ainda terem experienciado dor facial e fraqueza da musculatura mastigatória.

“Isso [o estudo] sugere que a cavidade oral representa um alvo preferencial para a infecção por SARSCoV-2″, referiu, num comunicado à imprensa, o editor-chefe do JDR, Nicholas Jakubovics, da Universidade de Newcastle, no Reino Unido.

“Mais estudos são necessários para esclarecer a conexão entre a infecção por SARSCoV-2 e distúrbios orais”, concluiu.

O estudo foi publicado no Journal of Dental Research (JDR).

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