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Análise: Vasco encara o Flamengo, decide no primeiro tempo, mostra consistência e elimina fantasmas

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Melhores momentos: Flamengo 1 x 3 Vasco, pela 9ª rodada do Campeonato Carioca
Melhores momentos: Flamengo 1 x 3 Vasco, pela 9ª rodada do Campeonato Carioca

O Vasco não apenas encerrou o jejum no Clássico dos Milhões. O time de Marcelo Cabo também mostrou ser possível encarar o milionário rival. Na vitória por 3 a 1 sobre o Flamengo, com autoridade, os vascaínos pouco sofreram no primeiro tempo, quando resolveram a parada. Postura, aliás, bem diferente da demonstrada no clássico anterior, pelo Brasileiro, no qual a equipe foi passiva e aceitou um massacre nos 45 minutos iniciais.

Dentro de campo, a equipe rechaçou a escrita e a deficiência no jogo aéreo, fundamento em que Léo Matos, grande figura do duelo, sobrou. E o Vasco não se encolheu: atacou no momento certeiro e fechou o placar com provocação que tornou a noite perfeita.

No segundo tempo, o time até retrocedeu, e o termo da moda, “saber sofrer”, talvez não se aplicasse caso não fosse o goleiro Lucão, de 19 anos e soberbo no melhor momento do rival. Foram apenas oito finalizações do Vasco, contudo três destas morreram na rede de Diego Alves.

morato, vasco, flamengo — Foto: André Durão

morato, vasco, flamengo — Foto: André Durão

Marcação encaixada, e Léo Matos com muito destaque

 

O primeiro tempo do Vasco foi de almanaque e com um começo promissor justamente por abrir o placar na jogada que é o calcanhar de Aquiles da gestão de Marcelo Cabo: a bola aérea. Zeca bateu o escanteio bem, e Léo Matos, que se tornaria o dono do primeiro tempo, surpreendeu Filipe Luís, deixando-o para trás, subiu mais alto do que Bruno Viana e cabeceou sem chances para Diego Alves.

A partir daí, o que era esperado se desenhou: Flamengo com a bola (69% de posse), e Vasco recuado. Mas a marcação vascaína foi muito eficiente, sempre tirando espaços dos pontas e obrigando Rogério Ceni a rodar o time. Everton Ribeiro, figura apagada, trocou de lado. Gérson estava perdido, e Bruno Henrique tentava o tempo todo, mas parava em Léo Matos, que ganhava tudo no um contra um e também nos duelos aéreos.

A evolução na comparação com o clássico anterior diante do Flamengo ficava evidente no meio-campo. A falta de dinâmica de Leo Gil e Benítez naquele jogo de 4 de fevereiro deu lugar à movimentação de Galarza e Marquinhos Gabriel. Morato também sobrou em relação a Yago Pikachu, titular há dois meses.

Cano já vinha bem, aparecendo mais do que o habitual no campo defensivo, inclusive iniciando jogadas. Mas brilhou mesmo na sua função, ao concluir com perfeição grande jogada coletiva do Vasco. Castan apareceu quase na linha do meio-campo para dar um passe de peito. Andrey carregou e tocou para Morato. Apesar do desvio, a bola sobrou quicando para o camisa 10, que entregou para o argentino fazer um golaço.

O Vasco manteve a estratégia de esperar o Flamengo, mas mantinha a guarda alta na marcação. Quando Lucão foi exigido, no fim do primeiro tempo em chute de Bruno Henrique, fez ótima defesa.

No intervalo, o destaque absoluto do primeiro tempo explicou a estratégia vascaína e projetou o que o time deveria fazer no segundo tempo.

– Estratégia foi perfeita, a gente se propôs a fazer o que Marcelo pediu. É redundante falar da qualidade do time do Flamengo, pois nem sempre queremos adotar essa estratégia. Preferimos ter a bola, ter o jogo posicional, mas em certas partidas isso não é permitido. Defender bem no bloco baixo e sair para o contra-ataque. Felizmente fizemos o gol na bola parada, e o Flamengo se expôs. Vamos tentar segurar e procurar fazer mais gols – afirmou Léo Matos.

A previsão/profecia de Matos se cumpriria, mas é preciso falar de Lucão.

Lucão é o sinônimo de saber sofrer, e Morato, o de saber tirar onda

 

Após a volta do intervalo, Rogério Ceni deu mais mobilidade ao Flamengo com as entradas de Vitinho e Matheuzinho. O adversário, que já era soberano na posse de bola, empurrou ainda mais o Vasco para o campo de defesa, mas Léo Matos ainda seguia superior nas disputas individuais. Quando o Rubro-Negro encontrava soluções, parava em Lucão ou na trave.

Nos 15 minutos iniciais da etapa, a estatística de finalização, que no primeiro tempo, era de 7 a 3 para o Flamengo, subiu para 14 a 5. Lucão parou Gérson, Bruno Henrique em cabeçada à queima-roupa e Everton Ribeiro duas vezes. Atento ao crescimento do rival, Marcelo Cabo sacou Pec, que se desdobrava na recomposição e pouco aparecia na frente, e colocou Bruno Gomes.

O Flamengo seguia chegando, mas as dificuldades de penetrar eram grandes. Gabigol pouco viu a bola no jogo, embora também tenha parado em defesa importante de Lucão.

Mesmo finalizando muito, o rival não foi objetivo, e o Vasco matou o jogo com requintes de crueldade aos 32 minutos. Diego, que sofrera com a marcação intensa de Galarza no primeiro tempo, errou o domínio. Marquinhos Gabriel aproveitou e achou passe preciso para Morato, que desconcertou Filipe Luís, destaque do Flamengo na conquista da Supercopa. Cortou o lateral com toque de letra com o pé esquerdo e finalizou com chute seco com o direito. Ainda comemorou à la Edmundo. Festa completa.

Não se pode esquecer da entrega de Galarza, que não deixou Diego andar em campo; de Andrey, discreto em seus melhores fundamentos (finalizações e passe), mas incansável no posicionamento; e nem da dupla de zaga, com destaque para Leandro Castan, muito contestado pelo final de temporada passada muito ruim.

No fim, o gol de Vitinho, a 24ª das finalizações do Flamengo (contra oito do time de Cabo, que colocou três para dentro), não tirou o sono de nenhum vascaíno. Talvez de Leandro Castan, um dos que mais se entregaram defensivamente, que enfileirou palavrões.

Mas certamente nenhum vascaíno reclamou. Noite perfeita: o jogo aéreo funcionou – a única bola perdida se deu aos três minutos de jogo, quando Bruno Henrique superou Léo Matos e cabeceou por cima -, Cano fez seu primeiro gol no Clássico dos Milhões, e o jejum de 17 jogos chegou ao fim. A maior invencibilidade no clássico, de 20 partidas, eternizada pelo Expresso da Vitória, segue com o Vasco.

GE

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Paraibano estreia com vitória no vôlei de praia nas Olimpíadas de Tóquio

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Eles derrotaram os argentinos Julián Azaad e Nicolas Capogrosso por 2 sets a 0 (parciais de 21/16 e 21/17), na noite desta sexta-feira (23) no Parque Shiokaze.

A dupla verde e amarela volta a entrar em quadra na próxima terça-feira (27), a partir das 0h (horário de Brasília), contra os norte-americanos Nick Lucena e Phil Dalhausser. (Foto: Wander Roberto/COB)

O paraibano Álvaro Filho e o parceiro Alisson começaram com vitória o torneio de vôlei de praia da Olimpíada de Tóquio (Japão). Eles derrotaram os argentinos Julián Azaad e Nicolas Capogrosso por 2 sets a 0 (parciais de 21/16 e 21/17), na noite desta sexta-feira (23) no Parque Shiokaze.

A dupla verde e amarela volta a entrar em quadra na próxima terça-feira (27), a partir das 0h (horário de Brasília), contra os norte-americanos Nick Lucena e Phil Dalhausser.

A outra dupla masculina, Bruno Schmidt e Evandro, estreia no próximo sábado (24), a partir das 23h, contra os chilenos Marco Grimalt e Esteban Grimalt.

As 24 duplas participantes do torneio foram divididas em seis grupos, nos quais as duas equipes que terminarem melhores colocadas avançam para as oitavas de final. Os dois melhores terceiros também passam de fase. Ainda acontecerá uma repescagem com os quatro piores terceiros da fase de grupos que garantirá mais duas vagas à próxima fase. Os outros quatro terceiros colocados disputarão duas partidas, e os vencedores irão avançar à próxima fase. A partir daí, a competição segue em formato de mata-mata.

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Pamella comenta áudios de brigas com DJ Ivis: ‘Querem me pintar de louca’

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Pamella Gomes de Holanda (Foto: Reprodução/Instagram)

Nos Stories do Instagram, Pamella continuou no assunto. Dizendo que Iverson deixou ela e a filha sem dinheiro e sem casa, o chamou de “inseguro, doente e psicopata”.

Pamella Gomes de Holanda, mulher de Iverson de Souza Araújo, se pronunciou pela primeira vez após o vazamento de áudios de brigas com o DJ Ivis.

Em vídeo de quase dez minutos publicado no Instagram, ela disse que “sempre soube que algumas coisas iam ser usadas contra” ela, e que essa era umas das razões pelas quais tinha medo de me separar do então companheiro.

“Não tem como ser algo vazado, se são gravações feitas do aparelho de telefone pessoal dele, e que deve estar em poder de algum deles [advogados], ele não iria confiar o telefone dele a qualquer pessoa. […] Eles querem me descredibilizar, querem apelar para isso, apelar para a opinião pública, querem me pintar de louca, de desequilibrada. Eu sempre soube, por isso consigo vir aqui com tranquilidade. Não que eu esteja preparada, mas eu tinha noção do que poderia ser usado contra mim.”, disse ela.

“Agora a estratégia deles é essa, é apelar, é tentar tirar minha filha de mim, é tentar fazer com que as pessoas me crucifiquem, é duvidar, me julgar, e eu tenho que ficar vendo e lendo todos os maiores absurdos que já li em toda a minha vida calada, porque até o que eu falo aqui pode ser usado contra mim”, explicou.

Pamella também contou que teve depressão pós-parto depois do nascimento da filha, Mel, que fez terapia desde o final da gestação e que também tomou medicamentos para o tratamento da doença. Ela ainda disse que foi procurada por um dos advogados de Iverson antes de os áudios vazarem — ele teria mostrado a ela uma carta com um pedido de perdão do companheiro, que está preso. Pamella, porém, afirmou não ter se sensibilizado.

Nos Stories do Instagram, Pamella continuou no assunto. Dizendo que Iverson deixou ela e a filha sem dinheiro e sem casa, o chamou de “inseguro, doente e psicopata”.

“Primeiro ele nos deixou sem dinheiro, depois ele nos deixou sem casa. De prepósito. Eu e minha filha. Agora ele quer que todos acreditem que sou louca. E depois ele vai querer tirar minha filha de mim. Ele me quer sem anda. Quem não tem nada quer que o outro também não tenha nada. Gravava tudo, porque sabia que iria precisar um dia ‘provar’ que não era isso que ele é. E sempre me ameaçou com gravações, com vídeos, com meu passado. Inseguro, doente, psicopata. Nem eu, nem sua filha, temos culpa do que você escolheu ser, nem do seu passado, nem dos seus traumas. Eu te dei a única coisa boa e perfeita da tua vida. Nem mil cartas suas apagam tudo que você me fez e tenta fazer. Deus é comigo. E essa guerra você quem insistiu em ter razão. Pra que? Por que? Você só perde, cada vez mais. Você só vai cada vez mais baixo. Quer desviar atenção, quer a aprovação das pessoas, isso é doença. Eu só peço a Deus que ele lembre que existe a Mel entre tudo isso”, escreveu.

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Tratamento pode fazer câncer de mama regredir seis vezes mais rápido

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Autoexame câncer de mama
© Divulgação/Sociedade Brasileira de Mastologia

Proposta é defendida por técnicos da USP e de Harvard

Um composto encontrado por pesquisadores da Universidade de São Paulo e de Harvard, nos Estados Unidos, pode acelerar em até seis vezes a regressão do tipo mais agressivo do câncer de mama. O tratamento inclui uma etapa antes da quimioterapia com o uso de droga identificada, a qual enfraquece as células tumorais. O trabalho foi publicado na Science Signaling, revista científica distribuída pela Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS).

“Nós levantamos 192 compostos, que estavam em uma biblioteca de compostos, de drogas, do laboratório. A gente já sabia onde esses compostos iam operar no metabolismo da célula. Testamos para verificar qual deles atingia a célula especificamente do triplo-negativo”, disse Vinícius Guimarães Ferreira, pós-doutorando do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) e um dos autores da pesquisa. Triplo-negativo é como se chama o tipo mais severo de câncer de mama.

Na universidade norte-americana, Ferreira foi supervisionado pelo professor Anthony Letai, especialista na avaliação de mecanismos que levam as células tumorais à morte. “Ele trabalha com a seguinte visão: “eu não quero necessariamente encontrar um composto que sozinho mata a célula, mas eu quero buscar um composto que deixa a célula mais próxima de morrer”, explicou.

De acordo com os pesquisadores, ao deixar o tratamento contra o tumor mais eficiente, reduz-se o tempo que o paciente estará sujeito aos efeitos colaterais dos medicamentos tóxicos utilizados na quimioterapia. “É como se fosse um barranco, você empurra a célula perto do barranco para entrar o quimioterápico e dar aquele último empurrão”, comparou Ferreira.

Molécula ideal

A primeira parte do estudo analisou os compostos disponíveis para encontrar a molécula ideal. “No final, a gente encontrou alguns que eram os mais promissores e fomos para o modelo animal”, indicou o pesquisador. As drogas que deixaram os tumores mais vulneráveis foram testadas em camundongos com câncer de mama.

O teste durou 21 dias e mostrou resultados animadores: usando apenas quimioterápico, houve regressão de 10%. No tratamento combinado, o tumor diminuiu 60%. “A terapia foi 500% mais eficaz.”

Os pesquisadores destacam que, conforme dados da Sociedade Americana de Câncer, o câncer de mama triplo-negativo é responsável por cerca de 10% a 15% dos cânceres de mama e é mais comum em mulheres com menos de 40 anos. É um tipo de câncer que cresce mais rápido, tendo opções de tratamento limitado.

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o país deve ter cerca de 66 mil novos casos de câncer de mama por ano entre 2020 e 2022.

Agência Brasil

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