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Jovem que morreu após cirurgia plástica em MT tinha testado positivo para Covid-19 22 dias antes

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Keitiane Eliza da Silva morreu um dia após procedimentos cirúrgicos — Foto: Facebook/Reprodução

Keitiane Eliza da Silva morreu um dia após procedimentos cirúrgicos — Foto: Facebook/Reprodução

A vendedora de carros Keitiane Eliza da Silva, de 27 anos, que morreu após a realização de cirurgia plástica, na quarta-feira (14), tinha sido diagnosticada com Covid-19 há menos um de mês da morte. O resultado do exame saiu no dia 22 de março.

Ela já estava com a cirurgia marcada. Cinco dias depois, ela fez um novo teste rápido, que deu negativo, ou seja, ela já teria se curado.

A assessoria do médico Alexandre Veloso, que operou Keitiane, disse que ele se recusou a fazer a cirurgia quando ela testou positivo. No entanto, após novos exames apontarem que ela estava bem clinicamente e que não tinha mais a doença, a cirurgia foi marcada.

A família apontou negligência médica e registrou um boletim de ocorrência contra o médico e o hospital. Conforme consta no laudo do Instituto Médico Legal (IML), Keitiane morreu devido a um choque hemorrágico horas após a cirurgia.

De acordo com o advogado da família da jovem, Marciano Nogueira, o hospital não possui leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e, por isso, não teria condições de realizar os procedimentos, o que caracteriza negligência médica.

Sala de cirurgia do Valore Day Hospital — Foto: Valore Day Hospital/Divulgação

Sala de cirurgia do Valore Day Hospital — Foto: Valore Day Hospital/Divulgação

Em nota, o Valore Day Hospital disse que prestou todo o suporte à paciente, com acompanhamento da equipe médica e de enfermagem e que, conforme exigido pelo hospital, a paciente fez outro teste de Covid no dia 12 deste mês com resultado negativo para IGG, IGM e Swab Nasal.

“A administração do hospital esclarece ainda que a paciente teve os exames de risco cirúrgico e risco anestésico aprovados, ficando assim apta a realização da cirurgia”, explica.

médico Alexandre Veloso teria afirmado à paciente que não havia risco de que sequelas da Covid-19 influenciassem no procedimento após 30 dias sem a doença.

A assessoria dele informou que, após o novo teste ter dado negativo, foram solicitados os seguintes exames: hemograma completo, PCR, risco cirúrgico, cardio e anestesia.

Segundo Alexandre, os exames não apontaram nenhuma alteração por causa da Covid e a paciente estava bem para a cirurgia.

Os procedimentos realizados foram:

 

  • Lipoescultura
  • Enxerto de gordura em glúteo
  • Abdominoplastia
  • Correção de cicatriz na mama (decorrência de outro procedimento médico)

 

Keitiane trabalhava como vendedora em uma concessionária de veículos — Foto: Facebook/Reprodução

Keitiane trabalhava como vendedora em uma concessionária de veículos — Foto: Facebook/Reprodução

Covid x Riscos cirúrgicos

 

A médica infectologista Márcia Hueb explicou que as sequelas deixadas após infecção pelo coronavirus, em um curto período, podem acarretar em riscos durante procedimentos cirúrgicos.

“Não há estudos específicos que explica isso, mas, de maneira geral, qualquer pessoa que se recupera de uma condição clínica que a leve a uma debilidade, a recuperação inicial começa a partir de um mês. Existem complicações que se mantém por meses, mesmo após a cura”, explicou.

 

Márcia afirmou que a recomendação para cirurgias eletivas é que o paciente espere por seis meses.

“Se tiver que fazer um procedimento que possa esperar, quanto maior o período, melhor”, ressaltou.

 

No caso da Keitiane, a infectologista disse que ainda é cedo para apontar uma causa específica e que é necessário fazer exames para chegar a uma conclusão.

No entanto, ela disse que os procedimentos realizados na jovem são agressivos e que, mesmo com o teste negativo, há a possibilidade da paciente ainda estar infectada.

“Varia de paciente para paciente, mas não é seguro. Três semanas é um período considerado curto. Ela pode ter tido uma reação ocasionada pelo estresse cirúrgico, ou mesmo uma infelicidade com os procedimentos”, disse.

 

A infectologista explicou ainda que os 14 dias recomendados para isolamento após teste positivo é o período suficiente para que o paciente não transmita a doença, no entanto, não é suficiente para que ele esteja livre do vírus.

O socorro

 

A cirurgia da paciente durou cerca de 6 horas. Segundo o hospital, o procedimento começou às 8h e terminou às 14h de terça-feira (13). Após este horário, ela foi levada ao quarto e apresentou boa recuperação.

Às 19h, a jovem se queixou de falta de ar. O médico de plantão solicitou exames, que não mostraram nenhuma alteração no quadro clínico. Às 20h, o médico Alexandre Veloso esteve com a jovem. Segundo ele, Keitiane não teve mais falta de ar e permanecia com os parâmetros vitais estáveis.

Por volta da meia noite de quarta-feira (14), a jovem apresentou instabilidade e teve uma parada cardíaca.

Em seguida, segundo informou o médico e o hospital, a paciente foi transferida para uma Unidade Intensiva de Saúde (UTI) de um hospital particular de Cuiabá, às 8h, mas morreu às 11h.

O médico informou que prestou todo suporte à paciente e que, após a morte, colocou assistentes sociais e psicólogas para prestar atendimento à família dela.

“Em nome de todo corpo clínico que participou deste procedimento e dos que fizeram o atendimento posterior, principalmente em nome do médico Alexandre Veloso, a assessoria jurídica esclarece que todo procedimento cirúrgico possui risco, mas se coloca à disposição da família, da mídia e protocolos legais na certeza de que cumpriram todos os protocolos de segurança e saúde”, disse.

Fonte: G1

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WhatsApp vai limitar funções de contas que não aceitarem novas regras

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O WhatsApp atualizou nesta sexta-feira (7) uma página que explica o que vai acontecer com as contas das pessoas que não aceitarem a sua nova política de privacidade, que entrará em vigor no dia 15 de maio.

Segundo o aplicativo, nenhuma conta será apagada e o aplicativo vai continuar funcionando na data.

Porém, aqueles que não tiverem concordado com os novos termos irão ver um lembrete com mais frequência.

Em fevereiro, o aplicativo avisou que o envio e leitura de mensagens ficariam restritos para aqueles que não concordassem com os novos termos até a data de vigência.

Ou seja, isso mudou. Na prática, o WhatsApp dará mais tempo para as pessoas aceitarem a política.

“Após um período de várias semanas, o lembrete que as pessoas recebem se tornará persistente”, avisou o aplicativo.

Depois que as pessoas receberem esse “lembrete persistente”, o envio e leitura de mensagens ficarão restritos. Não será possível acessar sua lista de conversas, segundo o app.

Aqueles que tiverem as notificações habilitadas ainda poderão tocar para ler ou responder as mensagens, além de atender chamadas de voz e de vídeo.

Após algumas semanas de funcionalidade limitada, você não poderá mais receber chamadas ou notificações e o WhatsApp irá parar de enviar mensagens e chamadas para o seu telefone.

O aplicativo não detalhou em quanto tempo essas restrições serão aplicadas.

Usuários que não aceitarem regras do WhatsApp até 15 de maio poderão ver'lembrete persistente' após algumas semanas. — Foto: Divulgação/WhatsApp

Usuários que não aceitarem regras do WhatsApp até 15 de maio poderão ver ‘lembrete persistente’ após algumas semanas. — Foto: Divulgação/WhatsApp

O que vai mudar?

A mudança na política de privacidade passou a ser comunicada no início de 2021 e prevê o compartilhamento de novos dados com o Facebook, dono do app.

Os termos prevêem que dados gerados em interações com contas comerciais, como as de lojas que atendem pelo WhatsApp, poderão ser utilizados pelas empresas para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram.

Embora o WhatsApp afirme que as novidades da política de privacidade estão centradas em interações com empresas, o novo texto indica a coleta de informações que não estavam presentes na versão anterior do documento.

Entre elas: carga da bateria, operadora de celular, força do sinal da operadora e identificadores do Facebook, Messenger e Instagram que permitem cruzar dados de um mesmo usuário nas três plataformas.

O aplicativo mostra em seus termos quais são os fins da coleta de dados, como utilização das informações para melhorias no serviço ou integração entre plataformas. Porém, não há um detalhamento individual sobre a finalidade dos dados armazenados pela companhia.

WhatsApp e Facebook poderão ler minhas mensagens?

Não. A companhia afirma que todas as mensagens – de texto, áudio, vídeo e imagens – são criptografadas de ponta a ponta, o que significa que somente o remetente e destinatário podem ver a mensagem.

O aplicativo também ressalta que não mantém registros sobre com quem os usuários estão conversando e que não compartilha listas de contatos com o Facebook, pontos vistos como preocupações de parte dos usuários.

WhatsApp terá novo alerta sobre mudança na política de privacidade — Foto: Divulgação

WhatsApp terá novo alerta sobre mudança na política de privacidade — Foto: Divulgação

A nova política de privacidade, porém, deixa de garantir a proteção da criptografia em conversas com contas comerciais.

Imagine, por exemplo, uma grande varejista que ofereça atendimento pelo WhatsApp. Os atendentes não respondem por um celular, mas por ferramentas que gerenciam os chats.

Como existe um terceiro armazenando e gerenciando interações com empresas, o aplicativo não consegue garantir a criptografia ponta a ponta para essas conversas.

Do G1.

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‘Tudo bandido’, diz Mourão ao ser questionado sobre mortes pela polícia em Jacarezinho

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou que os mortos na comunidade do Jacarezinho, na zona norte carioca, eram “todos bandidos”. A operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro já é considerada a mais letal da história do estado, segundo pesquisadores, organizações e profissionais que atuam na área.

A manifestação ocorreu na manhã desta sexta-feira (7), na chegada do vice-residente, quando ele foi questionado sobre a morte de 25 pessoas (incluindo um policial) em operação no Rio de Janeiro na véspera.

“Tudo bandido. Entra um policial numa operação normal e leva um tiro na cabeça em cima de uma laje. Lamentavelmente essas quadrilhas do narcotráfico são verdadeiras narcoguerrilhas, têm controle sobre determinadas áreas.”

E continuou: “É um problema da cidade do Rio de Janeiro que já levou várias vezes as Forças Armadas a serem chamadas para intervir, é um problema sério do Rio de Janeiro que nós vamos ter que resolver um dia ou outro”.

De acordo com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da UFF (Universidade Federal Fluminense), que possui uma base de dados iniciada em 1989, nunca houve uma ação única com essa quantidade de óbitos no estado. O maior total recente ocorreu no Complexo do Alemão em 2007, com 19 vítimas.

Um dos 25 mortos foi o policial civil André Frias, 45, que trabalhava na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e chegou a ser levado para o Hospital Municipal Salgado Filho ao ser atingido na cabeça, mas não resistiu. A unidade recebeu outra vítima que não teve a identidade divulgada.

A Secretaria Municipal de Saúde também confirmou ao menos outras três pessoas feridas. Uma, não identificada, segue internada em quadro estável. O segundo, Rafael Moreira, 33, deixou a unidade por conta própria. O terceiro, Humberto Gomes Duarte, 20, também está estável no Hospital Municipal Souza Aguiar.

Os dois últimos estavam dentro de um vagão do metrô que passava pela estação de Triagem, em Benfica, bairro próximo, quando um projétil atingiu um vidro da composição. Segundo o MetrôRio, um deles foi atingido por estilhaços de vidro e o outro, de raspão no braço.

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Juíza condena universitário por mensagens racistas no Whatsapp

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A Justiça de São Paulo condenou um homem a prestar 365 horas de serviço comunitário por mensagens racistas enviadas em um grupo de Whatsapp.

As informações reunidas no processo apontam que o então estudante de Educação Física da União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo (Uniesp), conhecido por comentários preconceituosos em sala de aula, enviou mensagens afirmando que pessoas brancas deveriam se orgulhar de serem brancas e preservar a raça. “Branco…orgulhe-se de ser branco…preserve nossa raça não se misturando”, diz o texto.

Uma colega de turma chegou a questionar o estudante sobre as mensagens e, como resposta, foi chamada de ‘monkey’ (macaco em inglês), segundo afirma na ação.

À Justiça, o universitário argumentou estar no direito de ‘exaltar o orgulho de sua raça nos mesmos moldes em que os indivíduos negros exaltam a sua’.

No entanto, para a juíza Paloma Moreira de Assis Carvalho, da 15.ª Vara Criminal de São Paulo, não há dúvida do crime. “As versões das testemunhas foram uniformes e coerentes, escorada por tudo o mais que foi angariado antes e durante a instrução processual, confirmando a existência do crime e a sua autoria”, escreveu.

Na avaliação da magistrada, as declarações no grupo induzem a discriminação e colocam outras raças como inferiores. “Quando o réu se diz orgulhoso de sua raça e que as pessoas brancas têm que se preservar ‘não se misturando’, sua conduta incita e induz à discriminação, uma vez que, do seu ponto de vista, indivíduos brancos não devem se relacionar com outras raças consideradas, por ele, inferiores ou vis”, apontou.

Como a decisão foi tomada em primeira instância, ela não é definitiva e pode ser objeto de recurso.

POR ESTADAO CONTEUDO

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