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Caso Geffesson Moura: policiais sergipanos mataram advogado na Paraíba e adulteraram cena do crime, conclui inquérito

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O relatório final já foi enviado ao Ministério Público, que acatou a conclusão da Polícia Civil e ofereceu denúncia à Justiça contra os policiais que foram presos provisoriamente até a conclusão do inquérito.

 

O advogado Geffesson de Moura Gomes trafegava pela rodovia federal BR-230, à altura do município de Santa Luzia, sertão do estado, quando foi abordado em uma operação da Polícia de Sergipe. (Foto: Reprodução)

 

A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que apurou a morte do advogado Geffesson de Moura Gomes, e representou pela prisão preventiva dos policiais do estado de Sergipe, Osvaldo Resende Neto, José Alonso de Santana e Gilvan Moraes de Oliveira (Sargento Gilvan), envolvidos no crime. Eles foram indiciados por cometerem os crimes de homicídio qualificado e fraude processual, pela adulteração da cena do crime.

O relatório final já foi enviado ao Ministério Público, que acatou a conclusão da Polícia Civil e ofereceu denúncia à Justiça contra os policiais que foram presos provisoriamente até a conclusão do inquérito.

O delegado Glauber Fontes, designado em caráter especial para apurar o caso, destacou alguns pontos que foram essenciais para a conclusão do inquérito e que justificam o pedido de prisão preventiva dos policiais sergipanos.

“Os policiais estavam ali não para prender, mas para executar, pois os disparos comprovam isso, sendo oito disparos à queima roupa. Além disso, para tentar ludibriar a investigação eles jogaram uma arma no carro da vítima e apresentaram essa arma apenas na Delegacia de Patos e não no local do crime, caracterizando o crime de fraude processual”, disse o delegado Glauber Fontes.

Outros agravantes foram encontrados durante a investigação da Polícia Civil da Paraíba, que revelou que o delegado da Polícia Civil de Sergipe, Osvaldo Resende, já tinha envolvimento em uma situação muito semelhante no ano de 2020 em Tamandaré, quando assassinou o tio de Luiz Henrique, que era o alvo que eles realmente queria, ou seja, já havia um problema familiar entre a equipe do delegado e o investigado Luiz Henrique, que era o alvo que eles procuravam”, destacou Glauber Fontes.

O que o relatório aponta é que o advogado Geffesson de Moura Gomes foi morto por engano, pois o alvo da equipe sergipana era o investigado Luiz Henrique Cunha Carvalho. Outro ponto é a questão da arma que foi atribuída a Geffesson. Segundo o delegado Glauber Fontes, a arma tinha sido revendida para um policial militar do estado de Sergipe que, inclusive, encontra-se preso.

O delegado Sylvio Rabelo, da 3ª Superintendência de Polícia Civil da Paraíba, que investiga os casos relacionados a várias cidades do Sertão, destacou que o relatório é preciso e com base em uma investigação minuciosa, não deixando dúvidas quanto as autorias do crime.

“No que tange à autoria, não remanescem dúvidas. O autor dos oito disparos de arma de fogo que ceifaram a vida da vítima foi o delegado da Polícia Civil do estado de Sergipe, Osvaldo Resende Neto. Os policiais José Alonso de Santana e Gilvan Morais de Oliveira deram o apoio necessário para a consumação do crime ao realizarem as abordagem com o propósito previamente definido: localizar e executar a vítima Luiz Henrique Cunha Carvalho. O que deu errado, no momento da consumação do crime, foi o fato de Geffesson ter sido confundido com Luiz Henrique”,  ressaltou delegado Sylvio Rabelo.

“O Ministério Público já ofereceu denúncia e concordou com a Polícia Civil quanto à prisão preventiva dos indiciados. Ficamos agora no aguardo da decisão judicial que deverá sair nas próximas horas”, concluiu o delegado Glauber Fontes.

ENTENDA O CASO

No dia 16 de março deste ano, por volta das 22h, uma equipe da Polícia Civil de Sergipe entrou em território paraibano para realizar diligências quando abordou o advogado Geffesson de Moura Gomes, que trafegava pela rodovia federal BR-230, à altura do município de Santa Luzia, sertão do estado,

O objetivo era prender um grupo criminoso que atua em roubos de cargas e outros crimes em Sergipe e que havia se escondido na Paraíba.  Os policiais de Sergipe estavam de posse de mandados de prisão expedidos pela Justiça para serem cumpridos durante a ação.

Os policiais sergipano, no entanto, não deram qualquer chance do advogado paraibano se explicar ou se apresentar, pois, ao confundí-lo com um dos procurados, já foram atirando e atingiram a vítima com oito disparos à queima-roupa.

Eles ainda levaram a vítima, já sem vida, e a deixaram na frente do hospital de Santa Luzia. Também apresentaram uma arma de fogo à Delegacia de Patos como se fosse do advogado e alegando tê-la encontrado no carro do mesmo.

A Polícia Civil da Paraíba instaurou inquérito e investigou o caso, pedindo, a princípio, a prisão temporária dos suspeitos, e agora com a conclusão do inquérito, representou e o Ministério Público acatou, oferecendo denúncia pela prisão preventiva dos policiais sergipanos.

 

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Polícia apreende armas de fogo e prende suspeitos de aterrorizar moradores na região de Gurinhém

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A Polícia Militar começou a semana com a apreensão de três armas de fogo, desarticulação de um ponto de tráfico de drogas e a prisão de dois suspeitos que estavam aterrorizando moradores na cidade de Gurinhém, município que fica a cerca de 80 quilômetros de distância de João Pessoa. A ocorrência policial foi registrada no fim da tarde dessa segunda-feira (26).

Policiais da Força Tática do 8º Batalhão já vinham diligenciando em busca de suspeitos que estavam postando vídeos em redes sociais exibindo armas de fogo, exaltando grupos criminosos e ameaçando a população, desde o último domingo, quando foram informados da localização dos suspeitos. Na investigação de um local apontado como ponto de tráfico, no conjunto Vila Nova, os suspeitos tentaram fugir, mas foram cercados pelos policiais.

Segundo o relato da Força Tática, os criminosos trocaram tiros com a PM e um dos suspeitos, que tem 34 anos de idade e que já respondia a outros crimes no regime semiaberto, foi atingido e encaminhado para o hospital onde recebeu atendimento médico. O outro suspeito detido no local tinha 43 anos. Após o confronto, a PM localizou e apreendeu dois revólveres, uma pistola, 40 munições, e mais de 20 porções de substância semelhante à maconha.

Todo o material apreendido e o suspeito preso no local foram apresentados na Delegacia da Polícia Civil em Itabaiana. O segundo suspeito segue em custódia até receber alta médica, quando também será apresentado na delegacia para as devidas apurações.

Secom 

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