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Novo acordo com a Pfizer pode garantir entrega de 35 milhões de doses em outubro, diz Queiroga

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) — O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta segunda-feira (3) que o novo acordo discutido pela pasta junto à Pfizer para obter mais 100 milhões de doses de vacinas contra a Covid “está na iminência de ser fechado”.

Segundo o ministro, deste total, 35 milhões de doses podem estar disponíveis em outubro.

“Temos um contrato com a Pfizer na iminência de ser fechado de 100 milhões de doses de vacinas. O Brasil terá à disposição 200 milhões de doses da Pfizer, o que equivale a imunizar metade de população e, ainda neste ano, porque esse segundo contrato prevê para o mês de outubro já 35 milhões de doses”, afirmou.

Atualmente, o governo já tem um contrato que prevê 100 milhões de doses pela farmacêutica. O primeiro acordo foi assinado em março, após meses de discussões e negativas de propostas anteriores feitas pela empresa.

A declaração sobre o novo acordo ocorreu durante um evento na Fiesp, em São Paulo, para discutir propostas para a área da saúde.

No encontro, com participação de empresários do setor, Queiroga voltou a reforçar a meta de vacinar toda a população ainda em 2021, mas frisou dificuldades atuais.

“Estamos muito entusiasmados com a perspectiva de vacinar a população até o final do ano. Isso é totalmente plausível. Temos 38 mil salas de vacinação e a capacidade é de vacinar 2,3 milhões de brasileiros por dia. Não estamos fazendo isso ainda porque não temos vacina”, afirmou, citando que a previsão é que haja mais doses com o novo contrato e aumento na produção da Fiocruz no terceiro trimestre.

Ele rebateu críticas sobre a falta de doses da Coronavac, o que já leva ao menos nove capitais a suspenderem a aplicação da segunda dose desta vacina em campanhas de imunização.

“Desde sexta [quarta] até hoje, foram distribuídas 17 milhões de doses de vacinas. Isso mostra o trabalho que o governo tem feito para acelerar a campanha de vacinação. Pena que essa ação seja relativizada em função de um eventual atraso de imunizante”, disse.

“[O atraso] não ocorre pelo Butantan, mas por atraso na chegada de IFA [insumo usado na fabricação]. Não é por problema diplomático, mas até, às vezes, por questões administrativas e logísticas próprias da China. Essa insistência em relativizar as ações do nosso SUS não ajuda em nada”, afirmou.

Ao comentar outros temas na saúde, Queiroga disse, sem entrar em detalhes, que o governo pretende colocar em consulta pública novas propostas para a saúde suplementar. Ele fez críticas ao reajuste aplicado por parte dos planos de saúde na pandemia.

“Não é função do Ministério da Saúde intervir em política de preço. Não quero e não é minha função, mas também não podemos achar que é normal determinadas seguradoras, num contexto pandêmico, querendo reajustar plano de saúde em 30%”, disse.

Ele sugeriu que o setor seja envolvido em discussões sobre vacinas. “Por que não discutir vacina na saúde suplementar? Será que vacinando não evita internação, e diminui custos?”, questionou.

Ainda no evento, o ministro defendeu o que chamou de “reforma do SUS” após a pandemia. “Temos que sair dessa situação com a certeza de que temos que reformar o SUS. Esses hospitais com menos de 50 leitos não têm eficiência nenhuma na assistência”, disse ele, que também defendeu o aumento na participação da enfermagem na atenção primária e oferta de recursos de telemedicina.

Queiroga também admitiu que a pasta terá dificuldades com o Orçamento deste ano, mas disse que o tema tem sido tratado com o Ministério da Economia. “O Orçamento é insuficiente para encobrir todas as nossas necessidades, mas o ministro Paulo Guedes me disse que fará modificações para que não falte dinheiro para a saúde.”

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Davi Carrero é jornalista (DTR 3342-PB). Acadêmico de Direito, atua no Tribunal de Justiça da Paraíba - TJPB.

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WhatsApp vai limitar funções de contas que não aceitarem novas regras

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O WhatsApp atualizou nesta sexta-feira (7) uma página que explica o que vai acontecer com as contas das pessoas que não aceitarem a sua nova política de privacidade, que entrará em vigor no dia 15 de maio.

Segundo o aplicativo, nenhuma conta será apagada e o aplicativo vai continuar funcionando na data.

Porém, aqueles que não tiverem concordado com os novos termos irão ver um lembrete com mais frequência.

Em fevereiro, o aplicativo avisou que o envio e leitura de mensagens ficariam restritos para aqueles que não concordassem com os novos termos até a data de vigência.

Ou seja, isso mudou. Na prática, o WhatsApp dará mais tempo para as pessoas aceitarem a política.

“Após um período de várias semanas, o lembrete que as pessoas recebem se tornará persistente”, avisou o aplicativo.

Depois que as pessoas receberem esse “lembrete persistente”, o envio e leitura de mensagens ficarão restritos. Não será possível acessar sua lista de conversas, segundo o app.

Aqueles que tiverem as notificações habilitadas ainda poderão tocar para ler ou responder as mensagens, além de atender chamadas de voz e de vídeo.

Após algumas semanas de funcionalidade limitada, você não poderá mais receber chamadas ou notificações e o WhatsApp irá parar de enviar mensagens e chamadas para o seu telefone.

O aplicativo não detalhou em quanto tempo essas restrições serão aplicadas.

Usuários que não aceitarem regras do WhatsApp até 15 de maio poderão ver'lembrete persistente' após algumas semanas. — Foto: Divulgação/WhatsApp

Usuários que não aceitarem regras do WhatsApp até 15 de maio poderão ver ‘lembrete persistente’ após algumas semanas. — Foto: Divulgação/WhatsApp

O que vai mudar?

A mudança na política de privacidade passou a ser comunicada no início de 2021 e prevê o compartilhamento de novos dados com o Facebook, dono do app.

Os termos prevêem que dados gerados em interações com contas comerciais, como as de lojas que atendem pelo WhatsApp, poderão ser utilizados pelas empresas para direcionar anúncios no Facebook e no Instagram.

Embora o WhatsApp afirme que as novidades da política de privacidade estão centradas em interações com empresas, o novo texto indica a coleta de informações que não estavam presentes na versão anterior do documento.

Entre elas: carga da bateria, operadora de celular, força do sinal da operadora e identificadores do Facebook, Messenger e Instagram que permitem cruzar dados de um mesmo usuário nas três plataformas.

O aplicativo mostra em seus termos quais são os fins da coleta de dados, como utilização das informações para melhorias no serviço ou integração entre plataformas. Porém, não há um detalhamento individual sobre a finalidade dos dados armazenados pela companhia.

WhatsApp e Facebook poderão ler minhas mensagens?

Não. A companhia afirma que todas as mensagens – de texto, áudio, vídeo e imagens – são criptografadas de ponta a ponta, o que significa que somente o remetente e destinatário podem ver a mensagem.

O aplicativo também ressalta que não mantém registros sobre com quem os usuários estão conversando e que não compartilha listas de contatos com o Facebook, pontos vistos como preocupações de parte dos usuários.

WhatsApp terá novo alerta sobre mudança na política de privacidade — Foto: Divulgação

WhatsApp terá novo alerta sobre mudança na política de privacidade — Foto: Divulgação

A nova política de privacidade, porém, deixa de garantir a proteção da criptografia em conversas com contas comerciais.

Imagine, por exemplo, uma grande varejista que ofereça atendimento pelo WhatsApp. Os atendentes não respondem por um celular, mas por ferramentas que gerenciam os chats.

Como existe um terceiro armazenando e gerenciando interações com empresas, o aplicativo não consegue garantir a criptografia ponta a ponta para essas conversas.

Do G1.

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‘Tudo bandido’, diz Mourão ao ser questionado sobre mortes pela polícia em Jacarezinho

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BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou que os mortos na comunidade do Jacarezinho, na zona norte carioca, eram “todos bandidos”. A operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro já é considerada a mais letal da história do estado, segundo pesquisadores, organizações e profissionais que atuam na área.

A manifestação ocorreu na manhã desta sexta-feira (7), na chegada do vice-residente, quando ele foi questionado sobre a morte de 25 pessoas (incluindo um policial) em operação no Rio de Janeiro na véspera.

“Tudo bandido. Entra um policial numa operação normal e leva um tiro na cabeça em cima de uma laje. Lamentavelmente essas quadrilhas do narcotráfico são verdadeiras narcoguerrilhas, têm controle sobre determinadas áreas.”

E continuou: “É um problema da cidade do Rio de Janeiro que já levou várias vezes as Forças Armadas a serem chamadas para intervir, é um problema sério do Rio de Janeiro que nós vamos ter que resolver um dia ou outro”.

De acordo com o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da UFF (Universidade Federal Fluminense), que possui uma base de dados iniciada em 1989, nunca houve uma ação única com essa quantidade de óbitos no estado. O maior total recente ocorreu no Complexo do Alemão em 2007, com 19 vítimas.

Um dos 25 mortos foi o policial civil André Frias, 45, que trabalhava na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e chegou a ser levado para o Hospital Municipal Salgado Filho ao ser atingido na cabeça, mas não resistiu. A unidade recebeu outra vítima que não teve a identidade divulgada.

A Secretaria Municipal de Saúde também confirmou ao menos outras três pessoas feridas. Uma, não identificada, segue internada em quadro estável. O segundo, Rafael Moreira, 33, deixou a unidade por conta própria. O terceiro, Humberto Gomes Duarte, 20, também está estável no Hospital Municipal Souza Aguiar.

Os dois últimos estavam dentro de um vagão do metrô que passava pela estação de Triagem, em Benfica, bairro próximo, quando um projétil atingiu um vidro da composição. Segundo o MetrôRio, um deles foi atingido por estilhaços de vidro e o outro, de raspão no braço.

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Juíza condena universitário por mensagens racistas no Whatsapp

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A Justiça de São Paulo condenou um homem a prestar 365 horas de serviço comunitário por mensagens racistas enviadas em um grupo de Whatsapp.

As informações reunidas no processo apontam que o então estudante de Educação Física da União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo (Uniesp), conhecido por comentários preconceituosos em sala de aula, enviou mensagens afirmando que pessoas brancas deveriam se orgulhar de serem brancas e preservar a raça. “Branco…orgulhe-se de ser branco…preserve nossa raça não se misturando”, diz o texto.

Uma colega de turma chegou a questionar o estudante sobre as mensagens e, como resposta, foi chamada de ‘monkey’ (macaco em inglês), segundo afirma na ação.

À Justiça, o universitário argumentou estar no direito de ‘exaltar o orgulho de sua raça nos mesmos moldes em que os indivíduos negros exaltam a sua’.

No entanto, para a juíza Paloma Moreira de Assis Carvalho, da 15.ª Vara Criminal de São Paulo, não há dúvida do crime. “As versões das testemunhas foram uniformes e coerentes, escorada por tudo o mais que foi angariado antes e durante a instrução processual, confirmando a existência do crime e a sua autoria”, escreveu.

Na avaliação da magistrada, as declarações no grupo induzem a discriminação e colocam outras raças como inferiores. “Quando o réu se diz orgulhoso de sua raça e que as pessoas brancas têm que se preservar ‘não se misturando’, sua conduta incita e induz à discriminação, uma vez que, do seu ponto de vista, indivíduos brancos não devem se relacionar com outras raças consideradas, por ele, inferiores ou vis”, apontou.

Como a decisão foi tomada em primeira instância, ela não é definitiva e pode ser objeto de recurso.

POR ESTADAO CONTEUDO

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