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Crise hídrica leva à criação de sala de situação para buscar soluções

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Crateús - A Barragem do Batalhão é um dos reservatórios que abastecem a cidade  (Fernando Frazão/Agência Brasil)
© Fernando Frazão/Agência Brasil

Baixo volume de água nos reservatórios preocupa governo

Preocupado com o baixo volume nos reservatórios das hidrelétricas do país, o governo federal montou uma sala de situação sobre condições hidrológicas e gestão energética para tratar do problema. Ontem (13), durante a primeira reunião da equipe, foram debatidas ações para preservar o volume dos reservatórios sem prejudicar o abastecimento de energia no país.

A expectativa é que um plano de ação seja apresentado nos próximos dias, com medidas para reduzir a vazão de parte dos reservatórios.

O grupo foi criado após após alerta do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e de outros órgãos ligados ao Ministério de Minas e Energia (MME) sobre a maior crise hidrológica em 91 anos.

De acordo com a assessoria do MME, durante a reunião, foram discutidas medidas que buscam maximizar a geração das usinas termelétricas e de outras fontes de energia, permitindo estocar mais água nas represas das hidrelétricas. Também foram avaliadas outras ações que possam ser adotadas para “garantir que a segurança energética do país seja preservada para este e os próximos anos”.

Os dados mostram que o período de setembro de 2020 a abril de 2021 registrou o menor volume histórico de água nos reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste, que representam 70% da capacidade de armazenamento do país.

De acordo com o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), em abril, o volume desses reservatórios alcançou o menor nível verificado para o mês desde 2015. Além disso, o mês passado também registrou volume de chuvas abaixo da média histórica nas bacias hidrográficas do Sul, Nordeste e Norte do país.

Com o término do período chuvoso no Sudeste e no Centro-Oeste e com os baixos volumes armazenados nos reservatórios, o CMSE ressaltou a necessidade da adoção de “ações mais vigorosas”.

Na semana passada, durante reunião, o comitê ampliou as medidas emergenciais adotadas para atendimento ao Sistema Interligado Nacional (SIN), entre as quais a geração termelétrica fora da ordem de mérito e a importação de energia da Argentina ou do Uruguai, sem limitação de quantidade e preços, “desde que seja alocável na carga e respeitadas as restrições operativas, e de forma a minimizar o custo operacional total do sistema elétrico.”

Além de representantes do MME, participaram da reunião da sala de situação integrantes da Casa Civil e da Secretaria-Geral da Presidência da República, dos ministérios da Economia, Infraestrutura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional e além de órgãos como a Agência Nacional de Águas, a Agência Nacional de Transportes Aquaviário, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Fonte: Agência Brasil

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Menina de 8 anos é esmagada por placa de concreto de muro do metrô do Recife

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Placa de muro do metrô cai e atinge menina de 8 anos no Recife

Placa de muro do metrô cai e atinge menina de 8 anos no Recife

Uma placa de concreto que compõe o muro do metrô caiu e esmagou uma criança de 8 anos na comunidade do Papelão, no bairro do Coque, na região central do Recife. O acidente ocorreu quando a menina participava de uma festa promovida por uma ONG, em comemoração ao Dia das Crianças (veja vídeo acima).

A garota, que está intubada, foi internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica do Hospital da Restauração, no bairro do Derby. De acordo com testemunhas, Kemilly Kethelyn Lino da Silva foi atingida pelo muro por volta das 13h do sábado (16).

A festa, realizada na Avenida Central e a menina estava em pé, na calçada, quando a estrutura desabou. Por pouco, outras crianças também não foram atingidas.

Kemilly Kethelyn foi esmagada por uma placa de concreto do muro do metrô, no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Kemilly Kethelyn foi esmagada por uma placa de concreto do muro do metrô, no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

De acordo com a dona de casa Caroline Pereira da Silva, mãe de Kemilly, a garota passou por uma cirurgia na madrugada deste domingo (17).

“Ela saiu da cirurgia e está na sala de recuperação. A operação foi na bacia dela, que teve uma fratura. Ela estava tão feliz. Eu não fui, porque estava ajeitando as coisas em casa. Ela tomou banho, se arrumou toda e eu amarrei o cabelo dela. Estavam tias, pessoas da família. A festa foi bem perto de casa. Eu quero minha filha de volta”, disse a mãe de Kemilly.

O enfermeiro Jonata Bruno, que faz parte da ONG que promoveu a festa, estava no local e ajudou no socorro de Kemilly. Segundo ele, o muro estava bastante danificado e, em alguns trechos, já tinha desabado.

Ele disse, também, que na região não há espaço de lazer para as crianças, e que, por isso, a extensão do muro do metrô é o único lugar em que os pequenos podem brincar. A Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) é a responsável pela estrutura.

Placa de concreto do muro do metrô caiu por cima de menina de 8 anos, no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

Placa de concreto do muro do metrô caiu por cima de menina de 8 anos, no Recife — Foto: Reprodução/WhatsApp

“A barra de concreto ficou totalmente por cima dela. Ela teve múltiplas fraturas, no crânio, na coluna, nos pés e na bacia, onde fizeram uma cirurgia para colocar um fixador. A gente tirou a placa de cima dela e eu vi que ela estava sangrando muito. Decidimos nós mesmos levar para o hospital, porque o Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] iria demorar muito”, declarou Jonata.

Kemilly foi levada para o Instituto de Medicina Integral Fernando Figueira (Imip), no bairro dos Coelhos, unidade de saúde mais próxima do bairro do Coque. Lá, foram feitos os primeiros socorros e a menina foi transferida para o Hospital da Restauração. De acordo com a unidade, ela sofreu politraumatismo.

g1 entrou em contato com a CBTU para saber como é feita a manutenção do muro que acompanha toda a extensão dos trilhos do metrô, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.

Na manhã deste domingo, a Globo foi até o local e presenciou uma vistoria feita por funcionários da CBTU e de uma empresa terceirizada. Uma placa de madeira foi colocada no lugar onde estava a estrutura que esmagou a garota.

Muro do metrô do Recife foi fechado com tábua após placa de concreto esmagar menina de 8 anos — Foto: Danielle Fonseca/TV Globo

Muro do metrô do Recife foi fechado com tábua após placa de concreto esmagar menina de 8 anos — Foto: Danielle

g1

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Vídeo: motociclista é atropelada após taxista invadir via sem respeitar sinalização em avenida de João Pessoa

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Imagens de câmera de segurança mostra o momento do acidente.

Uma motociclista ficou ferida na manhã deste domingo (17), após ser atropelada na Rua Ranieri Mazilli, no bairro do Cristo, em João Pessoa. Imagens de câmera de segurança mostra o momento do acidente.

O condutor do táxi sai da CEASA e entra na contramão para seguir na rua principal do bairro. A condutora da moto que seguia na via é atropelada quando o condutor tenta mudar de faixa.

Com o impacto da batida, a mulher é arremessada ao solo. O taxista acionou o Samu até o local.

A mulher foi encaminhada para o Hospital de Trauma de João Pessoa. O estado de saúde não foi divulgado.

clickpb

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MPF investiga irregularidades em compra de 4 mil testes rápidos para covid-19 pela Prefeitura de Cuité de Mamanguape

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O inquérito civil foi aberto para apurar compra da prefeitura com a empresa Everton Barbosa Falcão no ano de 2020.

Sede do Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB). (Foto: Walla Santos)

O Ministério Público Federal (MPF) abriu nesta sexta-feira (15) um inquérito civil para investigar irregularidades na compra de 4 mil testes rápidos para detecção de Covid-19 por parte da Prefeitura de Cuité de Mamanguape com a empresa Everton Barbosa Falcão, segundo apurou o ClickPB. A portaria foi publicada pelo procurador da Républica Sérgio Rodrigo Pimentel de Castro Pinto.

O órgão já havia deflagrado no dia 9 de setembro a Operação Select que tinha o município como um dos alvos da investigação sobre o “direcionamento da contratação e montagem do próprio processo de dispensa de licitação, além de superfaturamento e sobrepreço nas aquisições de testes rápidos para a detecção da Covid-19”.

Na ocasião, foram constatadas que sete prefeituras da Paraíba, incluindo Cuité de Mamanguape, compraram kits de detecção de covid-19 que custavam R$ 25 por R$ 115, representando 89% a mais do valor do produto praticado no mercado.

De acordo com uma ação civil pública do MPF, a empresa investigada também havia vendido para a Prefeitura de Monteiro 5 mil testes rápidos e 40 mil máscaras descartáveis no valor de R$ 420 mil, com dispensa de licitação.

Segundo o Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB), há indícios de sobrepreço no valor de R$ 268,5 mil nas aquisições. Já a Controladoria-Geral da União (CGU) apontou que supostamente a empresa contratada não forneceu os materiais adquiridos em sua integralidade, de maneira a potencializar o dano ao erário causado.

“Isso porque há um evidente descompasso entre a aquisição dos produtos, aferida a partir de notas fiscais de entrada e saída do estoque da empresa Everton Barbosa Falcão, e a venda aos entes públicos que com ela firmaram avença”, destaca a Justiça na decisão de primeira instância.

De acordo com as investigações da Operação Select, o prejuízo ao erário público chega a ser de R$ 2,8 milhões de recursos destinados ao combate da pandemia no estado.

“Alguns municípios estavam adquirindo testes rápidos por meio de dispensa de licitação. Há indícios de fraude e montagem de propostas de valores que resultava em direcionamento para determinada empresa fornecer por preços muito além do praticado no mercado. Os kits, em si, deveriam ter custado em relação a esses municípios investigados em torno de R$ 700 a R$ 800 mil e custaram R$ 3,4 milhões”, disse Queiroz.

Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão em empresas e órgãos públicos nas cidades de João Pessoa, Santa Rita, Caldas Brandão, Mamanguape, Cuité de Mamanguape, Alhandra, Lagoa de Dentro, Serra da Raiz e Lagoa.

Os mandados foram expedidos pela 16ª Vara Federal em João Pessoa, 12ª Vara Federal em Guarabira e 8ª Vara Federal em Sousa, com pareceres favoráveis do Ministério Público Federal.

Crimes investigados – Os investigados responderão pelos crimes previstos nos artigos 89, 90 e 96 da Lei nº 8.666/93 (visto que cometidos antes do advento da lei 14.133/21), artigos 317 e 333 do Código Penal Brasileiro, além de outros que venham a ser descobertos no bojo da investigação

clickpb

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