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Bolsonaro diz que não vai responder à carta de cúpula da CPI sobre denúncias

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Foto: Reprodução/Internet (Youtube CNN)

 

Presidente criticou comissão em transmissão ao vivo nas redes sociais após ser questionado sobre depoimento do deputado Luis Miranda e supostas irregularidades

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, em transmissão ao vivo nas redes sociais, que não vai responder à carta da cúpula da CPI da Pandemia que cobra um posicionamento a respeito das denúncias feitas pelo deputado Luis Miranda (DEM-DF) à comissão, que aponta possíveis irregularidades na negociação pela vacina Covaxin.

“Hoje, não sei se foi o Renan, Omar ou o saltitante – fizeram uma festa lá embaixo, na Presidência, entregando um documento para eu responder pergunta à CPI. Sabe qual a minha resposta? Caguei! Caguei para a CPI. Não vou responder nada”, afirmou o presidente, ao lado do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes.

A carta é assinada por três senadores: Renan Calheiros (MDB-AL), Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP), respectivamente relator, presidente e vice-presidente da CPI da Pandemia. Os parlamentares pedem ao presidente que se posicione a respeito da veracidade ou não das declarações de Miranda.

Em depoimento à CPI, o deputado federal e o irmão deste, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda, relataram “pressão atípica” para a liberação da importação do imunizante de origem indiana. Eles afirmaram ter repassado as suspeitas ao presidente Jair Bolsonaro, que teria demonstrado ter ciência e atribuído irregularidades ao líder do governo na Câmara, o deputado Ricardo Barros (PP-PR).

Os senadores afirmam que enviaram o documento “tendo em vista que no dia de hoje, após 13 (treze) dias, Vossa Excelência não emitiu qualquer manifestação afastando, de forma categórica, pontual e esclarecedora, as graves afirmações atribuídas à Vossa Excelência, que recaem sobre o líder do seu governo”.

Mais cedo, os três senadores protocolaram uma carta ao presidente Jair Bolsonaro em que cobram respostas às acusações feitas pelo deputado Luis Miranda. Os parlamentares questionam o presidente sobre a veracidade ou não das declarações de Miranda, que afirmou ter relatado a Bolsonaro em março as suspeitas de irregularidades.

‘O que aconteceu nessa sala aqui em março’

Apesar de não respondê-lo, o presidente Jair Bolsonaro mencionou um dos pontos da carta dos senadores: a reunião com os irmãos Miranda no mês de março. A cúpula da CPI da Pandemia questionou o presidente se ele recebeu essas informações sobre possíveis irregularidades e mencionou ou não o nome do deputado Ricardo Barros.

“Não me interessa falar sobre a CPI da mentira, porque se tivesse algo concreto contra mim não estariam fazendo pergunta para mim sobre o que aconteceu nessa sala aqui em março. Como uma tentativa de suborno. Seria um suborno pequeno. R$ 2 bilhões de propina em cima de vacina.”

“É um absurdo que não merece resposta do trio: Renan, Omar e saltitante. Ignorei vocês, tá okay? Não vai ter resposta.”

Entenda o caso Covaxin

Em depoimento à CPI da Pandemia, o servidor Luis Ricardo Miranda, que atua na área de importação do Ministério da Saúde, afirmou que sofreu uma “pressão atípica” dos seus superiores para autorizar a importação da Covaxin, vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica indiana Bharat Biotech.

Segundo Miranda, isso aconteceu a despeito de problemas com a documentação do imunizante, negociado com o Brasil por uma empresa nacional, a Precisa Medicamentos, que atuou como intermediária.

O servidor afirma que a primeira versão do “invoice”, nota fiscal de importação, continha informações incorretas, como diferença no quantitativo de doses a serem entregues, inclusão de custos ao Brasil que não estavam previstos em contrato, como frete e seguro, e previsão de pagamento antecipado, o que também não é a praxe.

Luis Ricardo depôs à CPI acompanhado do irmão, o deputado Luis Claudio Miranda, tido até então como um apoiador do presidente Jair Bolsonaro. Segundo o parlamentar, ambos foram ao Palácio do Planalto e relataram ao presidente as suspeitas de irregularidades.

Neste momento, dizem, que o presidente teria dito que isso era “coisa do Ricardo Barros”, líder do governo e ex-ministro da Saúde no governo Michel Temer. Barros, como deputado, foi autor de uma emenda que permitiu a compra facilitada de imunizantes que tenham a aprovação da agência sanitária da Índia.

O presidente Jair Bolsonaro não se manifestou a respeito do caso até o momento. O governo nega qualquer irregularidade e afirma que a invoice foi corrigida a tempo hábil. A pedido da Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério da Saúde suspendeu o contrato com a Precisa Medicamentos.

O deputado Ricardo Barros nega ter qualquer participação em negociações pela Covaxin. Ele também nega ser o responsável pela indicação de Regina Célia Silva Oliveira, fiscal responsável pelo contrato no Ministério da Saúde.

Fonte: CNN Brasil

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Omicron: O que Brasil deve fazer para impedir a chegada da nova variante detectada na África do Sul

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Coronavírus

CRÉDITO,GETTY IMAGES

Legenda da foto,Após Alfa, Beta, Gama e Delta, Omicron entra na lista das variantes de preocupação do coronavírus mantida pela OMS

A variante omicron (antes chamada de B.1.1.529) foi detectada na África do Sul nos últimos dias e chamou a atenção dos cientistas pela quantidade e pela variedade de mutações, algumas delas inéditas.

Essa nova versão do coronavírus parece estar se espalhando rapidamente pelo país africano: em menos de duas semanas, há indicativos de que ela caminha para se tornar dominante, após uma onda bem forte causada pela variante Delta por lá.

Nas últimas horas, outros quatro países além da África do Sul detectaram casos de covid-19 causados por essa nova variante: Botsuana, Israel, Hong Kong e Bélgica.

Por ora, os principais grupos que realizam a vigilância do coronavírus no Brasil não detectaram episódios da doença relacionados a essa nova versão do patógeno por aqui. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que tampouco identificou casos no Brasil e que está em constante vigilância quanto a isso.

Na noite de sexta-feira (26), o ministro da Casa Civil anunciou o fechamento das fronteiras para voos vindos de seis países do sul da África a partir de segunda (29).

bbc

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Black Friday no Supermercado Leomar É pra encher o seu armário

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3° Batalhão de Bombeiro Militar realiza solenidade militar para comemorar 30 anos de história

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Nesta quinta-feira, 25, o 3° Batalhão de Bombeiro Militar, localizado em Guarabira, realizou uma solenidade militar para comemorar seu 30° aniversário, completado hoje, dia 26 de novembro.

A formatura contou com a presença do efetivo do batalhão, autoridades civis e militares, além do Comandante Geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Araújo, que em seu discurso reconheceu a importância do 3° BBM, um dos mais antigos da Corporação, e fez um apanhado das ações realizadas nestes quase três anos de seu Comando.

O Major Fernando, comandante do 3° BBM, agradeceu o empenho e a dedicação da tropa, dos praças aos oficiais. Ressaltou ainda a responsabilidade de ser o comandante da unidade justamente na passagem do 30° aniversário e de suceder os ex-comandantes que atuaram decisivamente para construir o 3°BBM tal qual conhecemos hoje.

Como justa homenagem aos ex-comandantes da unidade, o Major Moisés Filho, que esteve à frente do Batalhão entre abril de 2019 até setembro deste ano, recebeu uma placa como forma agradecimento e reconhecimento pelo seu trabalho enquanto comandante.

A formatura também foi marcada pela entrega dos diplomas de “Amigo do 3°BBM” e do “Preito de Gratidão”, destinados àqueles que contribuíram com as ações e trabalhos desempenhados pelo Batalhão ao longo do ano. Também foram entregues os certificados de “Destaque Operacional” para os militares que se destacaram nos diferentes pelotões, além do certificado de “Praça Mais Distinta”. Os militares agraciados foram escolhidos por seus colegas de unidade através de votação.

Na oportunidade, o Comandante Geral ainda agraciou vinte e oito militares com a “Medalha do Valor Militar – 1°, 2° e 3° Grau”, que são concedidos a militares com, respecticamente, 10, 20 e 30 anos de efetivos serviços prestados.

A solenidade foi encerrada com a exibição de um vídeo que resumiu, com vídeos e fotos, os 30 anos do 3° Batalhao de Bombeiro Militar, com imagens de ocorrências marcantes, eventos, ações e projetos sociais, treinamentos e formaturas.

#CBMPB #3BBM #30anos #guarabira

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