Com o avanço das tecnologias e a rotina cada vez mais conectada, os crimes virtuais se tornaram uma ameaça constante. Dados, senhas, contas bancárias e até a identidade digital estão na mira de criminosos que atuam pela internet. Para entender melhor esse cenário e saber como se proteger, o Portal TV Mídia conversou com Erick Fernandes, estudante de Licenciatura em Ciência da Computação da Universidade Federal da Paraíba, Campus Rio Tinto, que se dedica ao estudo da segurança da informação e do combate aos cibercrimes.
“Cibercrime é todo crime cometido em ambiente digital, e ele pode acontecer de diversas formas: roubo de dados, golpes financeiros, clonagem de WhatsApp, invasão de contas… E o mais preocupante é que, muitas vezes, o próprio usuário facilita isso sem saber”, alerta Erick.
Brasil entre os mais atingidos
Segundo dados recentes da empresa de segurança Kaspersky, o Brasil é um dos países que mais sofrem com ataques cibernéticos no mundo. Para Erick, isso se deve não apenas ao número de usuários na internet, mas à baixa cultura de segurança digital.
“Aqui no Brasil ainda falta muito investimento em educação digital. Muita gente não sabe o básico: como criar uma senha forte, como reconhecer um golpe por e-mail ou como evitar cair em links falsos. Isso abre espaço para os cibercriminosos”, explica.
Os erros mais comuns
Erick destaca alguns comportamentos que facilitam ataques:
-
Reutilizar a mesma senha em várias contas
-
Não usar autenticação em dois fatores
-
Baixar aplicativos de fontes não confiáveis
-
Acessar redes Wi-Fi públicas sem proteção
-
Clicar em links suspeitos enviados por e-mail ou redes sociais
“A segurança digital começa com pequenos hábitos. E todos podem — e devem — adotá-los”, reforça o estudante.
Realidade no interior
Mesmo em cidades menores, como Guarabira e outras do Brejo paraibano, os golpes digitais têm se tornado frequentes. Muitas vítimas sequer percebem que foram alvos até que seja tarde demais.
“Já vi casos aqui na região de pessoas que tiveram cartões clonados, perfis invadidos, dinheiro roubado de contas por links falsos. A internet não tem fronteiras — o crime digital pode atingir qualquer um, em qualquer lugar”, comenta Erick.
O caminho: educação e vigilância
Para o estudante, o combate aos crimes digitais passa por mais educação tecnológica nas escolas e campanhas de conscientização para todas as faixas etárias.
“Não adianta ter o melhor antivírus se a pessoa não sabe reconhecer um golpe. A melhor arma ainda é a informação”, conclui.
Dicas de Erick Fernandes para se proteger na internet:
- Use senhas fortes e diferentes para cada conta
- Ative a verificação em duas etapas
- Evite clicar em links enviados por desconhecidos
- Não compartilhe dados sensíveis em redes públicas
- Atualize sempre seus aplicativos e dispositivos
🗣️ Ficou com dúvidas ou quer saber mais sobre segurança digital?
Siga o conteúdo do Portal TV Mídia e acompanhe nossas entrevistas especiais com especialistas da região.
Reportagem: Calvin Santana
Portal TV Mídia – Informação com credibilidade





