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Brasil sai novamente do Mapa da Fome da ONU após avanço no combate à insegurança alimentar

Por Calvin Santana

O Brasil voltou a alcançar um marco importante na luta contra a insegurança alimentar. Segundo o relatório mais recente da Organização das Nações Unidas (ONU), o país saiu novamente do Mapa da Fome, após reduzir significativamente o número de pessoas em situação de subalimentação entre 2022 e 2024.

De acordo com o documento publicado nesta quarta-feira (24), o índice de pessoas com consumo alimentar insuficiente caiu de 4,1% para 4% da população — número abaixo do limite de 5%, considerado pela ONU como o parâmetro para inserção no Mapa da Fome Global.

O levantamento faz parte do relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutrição no Mundo”, que reúne dados da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), Unicef, OMS, IFAD e PMA. O estudo mostrou que o Brasil está entre os sete países que deixaram o mapa da fome nos últimos dois anos.

Políticas públicas foram essenciais

Especialistas atribuem a melhora ao retorno de programas de transferência de renda, à valorização do salário mínimo, além de ações emergenciais de combate à pobreza e à fome implementadas entre 2023 e 2024.

Para a ONU, os números refletem o esforço de reconstrução de políticas públicas voltadas à segurança alimentar e à inclusão social.

“A saída do Mapa da Fome é um sinal claro de que estamos retomando o caminho da dignidade e do direito à alimentação no Brasil”, afirmou a representante da FAO no país, Mariana Rocha.

Fome ainda atinge milhões

Apesar da conquista, o relatório alerta que cerca de 8,7 milhões de brasileiros ainda vivem em situação de fome severa. O número representa um desafio contínuo para as políticas públicas e reforça a necessidade de ações estruturantes para garantir o acesso pleno e igualitário à alimentação saudável.

Fonte: FAO/ONU

No cenário global, cerca de 733 milhões de pessoas ainda enfrentam fome crônica, o que mostra que o problema está longe de ser superado — mesmo com avanços em algumas regiões, como a América Latina.

Reportagem: Calvin Santana
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