O deputado estadual Tovar Correia Lima confirmou um reposicionamento político que aprofunda o esvaziamento do PSDB na Paraíba. Em entrevista, o parlamentar declarou apoio ao senador Veneziano Vital do Rêgo, do MDB, e ao prefeito Nabor Wanderley, do Republicanos, além de afirmar que ele e outros dois deputados estaduais devem deixar a legenda tucana nos próximos meses. A entrevista foi concedida na CBN João Pessoa, nesta terça-feira (27).
“Ao Senado, eu de fato vou votar no senador Veneziano e também em Nabor Wanderley”, afirmou Tovar, ao tratar diretamente de suas definições eleitorais.
O deputado já havia anunciado anteriormente que deixará o PSDB para migrar ao MDB, decisão que, segundo ele, não será isolada. Tovar declarou que os deputados Fábio Ramalho e Camila Toscano também não permanecerão na sigla, apontando uma debandada provocada pela falta de construção partidária para as próximas eleições.
“Hoje somos nós três no PSDB. Eu, o deputado Fábio Ramalho e a deputada Camila Toscano. Como não foi formada legenda e não houve construção de candidatura dentro do partido, os três terão que sair”, disse.
Ao falar sobre Camila Toscano, Tovar adotou um tom pessoal e destacou a relação de amizade construída ao longo dos anos na Assembleia Legislativa.
“Camila é uma das grandes amigas que eu fiz na vida pública. É uma amizade que vai permanecer independentemente de mandato”, afirmou.
Segundo Tovar, a deputada também vive um processo de discussão partidária e deve definir seu futuro político no momento adequado, após análises eleitorais e cálculos de viabilidade.
“A deputada Camila ainda vai discutir isso no tempo correto, no momento correto. Sentar na mesa, fazer conta. É uma conta chata, mas necessária”, comentou.
O parlamentar explicou que o grupo político liderado por Pedro Cunha Lima e Cícero Lucena trabalha na formação de duas chapas proporcionais, uma pelo PSD e outra pelo MDB, sendo esta última a opção que ele avalia de forma mais avançada.
“O comando está formando dois partidos, o PSD e o MDB. Eu estou numa discussão mais amadurecida com o MDB”, declarou.
Tovar ressaltou que as decisões partidárias passam, sobretudo, por critérios eleitorais e pela busca de melhores condições de competitividade.
“De cada tantos votos se elege um, dois, três. É dentro dessa conta que a gente precisa encontrar o melhor caminho para que todos tenham maiores chances de se eleger”, concluiu.
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