PORTO VELHO – A Polícia Civil de Rondônia revelou nesta terça-feira (10) detalhes brutais sobre o assassinato da professora de Direito e escrivã Juliana Santiago, de 41 anos. Segundo o laudo pericial, a causa direta da morte foi uma perfuração no coração provocada por um golpe de faca. O crime ocorreu na última sexta-feira, dentro de uma sala de aula de uma faculdade particular na capital.
O Crime e a Dinâmica
De acordo com os investigadores, o autor do ataque foi João Cândido da Costa Júnior, de 24 anos, aluno da vítima. O suspeito foi preso em flagrante após ser imobilizado por outro estudante da instituição, que é policial militar e estava no local no momento do crime.
A perícia apontou que Juliana sofreu múltiplos ferimentos, incluindo lacerações no braço direito — o que indica uma tentativa desesperada de defesa. No entanto, o golpe fatal atingiu o tórax, atravessando o órgão vital.
Motivação e Investigação
A Delegacia de Homicídios trabalha com a tese de feminicídio. Em depoimento, o suspeito alegou que mantinha um relacionamento com a professora e que o crime teria sido motivado por ciúmes, após ele supostamente descobrir que ela teria reatado com um ex-companheiro.
Um detalhe perturbador revelado pela polícia é a origem da arma: João Cândido afirmou que a faca utilizada no crime havia sido entregue pela própria professora no dia anterior, acompanhada de um doce, para que ele pudesse cortá-lo.
Luto e Repercussão
O crime causou profunda consternação na comunidade acadêmica e na Polícia Civil de Rondônia, onde Juliana atuava como escrivã. A faculdade suspendeu as aulas e emitiu uma nota de pesar, reforçando que colabora com as autoridades para o esclarecimento total dos fatos.
O suspeito permanece sob custódia e deve responder por feminicídio qualificado por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.





