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Brasil estagna no Índice de Percepção da Corrupção e ocupa a 107ª posição em ranking global

O Brasil segue enfrentando sérios desafios no combate à corrupção, conforme aponta o Índice de Percepção da Corrupção (IPC) 2025, divulgado recentemente pela Transparência Internacional. O país aparece na 107ª posição entre 182 nações avaliadas, com uma pontuação de 35 pontos em uma escala que vai de 0 (altamente corrupto) a 100 (muito íntegro).
O resultado coloca o Brasil significativamente abaixo da média global (43 pontos) e da média das Américas (42 pontos), evidenciando a dificuldade institucional em avançar em agendas de integridade e transparência.
Fatores de Queda e Estagnação
De acordo com o relatório, a percepção de corrupção no Brasil foi influenciada por retrocessos no sistema de freios e contrapesos. Entre os pontos destacados estão:
  • Orçamento Público: O aumento no volume de emendas parlamentares com baixa transparência é citado como um fator que dificulta o controle social sobre o dinheiro público.
  • Decisões Judiciais: Revisões de condenações e o enfraquecimento de legislações de combate à corrupção impactaram negativamente a nota brasileira.
  • Instituições: A percepção de interferência política em órgãos de controle e investigação também contribuiu para a nota estagnada.
O Topo e a Base do Ranking
Pelo décimo ano consecutivo, a Dinamarca lidera como o país menos corrupto do mundo, alcançando 90 pontos. Na sequência, aparecem Finlândia (88) e Singapura (84). No extremo oposto, países que enfrentam crises humanitárias e conflitos armados ocupam as últimas posições:
  • Venezuela: 10 pontos
  • Somália: 9 pontos
  • Sudão do Sul: 9 pontos
Impacto Econômico
Especialistas alertam que a má posição do Brasil no ranking afasta investimentos estrangeiros. “Países com baixa percepção de integridade são vistos como de alto risco para o mercado global, o que encarece o crédito e desestimula a instalação de novas empresas”, afirma o relatório da Transparência Internacional.
A organização recomenda o fortalecimento da autonomia da Polícia Federal e do Ministério Público, além de maior transparência nos gastos do Poder Legislativo, como medidas urgentes para reverter o cenário nos próximos anos.
🔗 Para conferir o relatório completo e a posição de cada país, acesse o portal da Transparency International.
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