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Camila Toscano revela ataques e machismo na vida pública: “Fui vítima de violência na política”

A deputada estadual Camila Toscano (PSD) revelou que já foi vítima de violência política ao longo da sua atuação parlamentar e criticou ataques que, segundo ela, tentam desqualificar o trabalho das mulheres na política.

Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, a parlamentar relatou que já precisou recorrer à Justiça após sofrer ataques e comentários ofensivos relacionados à sua atuação pública.

“Eu fui vítima de violência política. Fui na Justiça e resolvi. E mesmo assim ainda sou obrigada a ouvir de um cidadão que eu não faço nada, que só quero saber de ser bonita, youtuber e me arrumar”, desabafou.

A deputada afirmou que a situação revela um problema estrutural enfrentado por mulheres que ocupam cargos públicos, principalmente em ambientes ainda dominados por homens, como o parlamento.

Segundo Camila, foi justamente ao perceber essa realidade que decidiu intensificar a atuação em pautas relacionadas à defesa das mulheres dentro da Assembleia Legislativa da Paraíba.

De acordo com a parlamentar, atualmente ela possui 28 leis aprovadas voltadas à proteção e aos direitos das mulheres, abordando temas como combate à violência doméstica, políticas de prevenção e mecanismos de apoio às vítimas.

Camila destacou ainda que muitas dessas discussões só avançam porque mulheres parlamentares insistem em colocar o tema na pauta legislativa.

“Se as mulheres não puxarem esse tema, não vão ser os homens na Assembleia que vão fazer”, afirmou.

A deputada também alertou para a gravidade da violência doméstica e reforçou a importância de que vítimas busquem ajuda para romper o ciclo de agressões.

Segundo ela, nenhuma legislação consegue proteger uma mulher que sofre violência dentro de casa se o caso permanecer em silêncio.

“Não há uma lei no mundo que proteja uma mulher calada dentro de casa”, disse.

Camila Toscano ressaltou que, além de criar leis, é necessário ampliar o debate público e fortalecer as redes de apoio para garantir proteção real às mulheres vítimas de violência.

 

 

Fonte83

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