Residente em Marselha, situada no sul da França, Muriel Hortense Hassler está em João Pessoa/PB à procura de seus pais biológicos. Consta, em processo de adoção, que Muriel foi deixada, com poucas horas de nascida, no dia 22 de novembro de 1989, na residência de uma senhora, à época, em Campina Grande, localizada na Região do Agreste paraibano.
Muriel é uma das pessoas que faz parte do Projeto ‘Minha Origem, Minha História’, desenvolvido pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção (Ceja-PB), da Corregedoria-Geral de Justiça. Na tarde desta quarta-feira (18), ela esteve no Hemocentro de João Pessoa, para fazer a coleta de sangue, que será usado no exame de DNA.
Prepartivos à coleta de sangue
“Eu não sei nada sobre a verdade da minha história e quero encontrar a verdade, seja ela qual for. Quero saber quem é a minha mãe. É a terceira vez que eu venho à Paraíba e sinto que estou perto da verdade”, disse Muriel, com um sorriso no rosto e um olhar de esperança. “Estou sendo muito bem acolhida, principalmente, pela a equipe da Ceja, onde estou tendo acesso à muitas informações importantes sobre a minha vida”, disse Muriel, que vai completar 37 anos de idade.
De acordo com a psicóloga da Ceja, Ana Cananéa, no ano passado foi feito o pedido de acesso ao processo de adoção de Muriel e a busca da origem biológica foi feita na Autoridade Central Administrativa Federal (Acaf). “Desde então, estamos fazendo diligências no sentido de tentar localizar alguém que possa identificar a mãe biológica ou algum parente, uma vez que, segundo consta no processo, sua filiação é ignorada. Contudo, surgiu uma pessoa que diz ter algumas informações a respeito dos pais dela”, revelou.
Cruzamento de Informações
Sobre o Projeto ‘Minha Origem, Minha História’, Ana Cananéa disse que essa iniciativa atua na busca, organização e cruzamento de informações em registros civis, processos judiciais e bancos de dados oficiais, oferecendo apoio institucional e humanizado a quem procura suas raízes. “Com sensibilidade e responsabilidade, o Projeto fortalece o acesso à Justiça, promove a dignidade da pessoa humana e reafirma o compromisso do TJPB com a cidadania e os direitos humanos”, informou Ana Cananéa.
Resultado do Exame
De acordo com a bioquímica do Hemocentro de João Pessoa, Jussara Torres Lacerda, a partir do momento que é feita a coleta de material biológico, ele será armazenado num laboratório de paternidade e vai aguardar a outra parte para poder fazer o confronto e continuar o exame do DNA”.
Ela disse, também, que a partir do momento que a outra parte fizer o exame, é que o Hemocentro vai poder dar uma previsão da saída do laudo, que é em torno de 30 a 60 dias. “Esse exame não é feito de forma voluntária, ele tem que partir via processo judicial”, finalizou.
Por Fernando Patriota
Fotos: Ednaldo Araújo




