NESTA TERÇA (26/06/2026) – A deputada estadual Camila Toscano (MDB) voltou a denunciar, durante sessão ordinária da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), a situação enfrentada por pacientes no Hospital Regional de Guarabira. Em pronunciamento na tribuna da Casa, nesta terça-feira (26), a parlamentar afirmou que os problemas estruturais e a falta de atendimento adequado persistem, apesar das reformas anunciadas pelo Governo do Estado.
Segundo Camila Toscano, as reclamações sobre o setor de hemodiálise do hospital têm sido recorrentes. Ela relatou que recebeu diversas promessas de melhorias na unidade, incluindo investimentos milionários e reformas estruturais, mas afirmou que, na prática, os pacientes continuam enfrentando as mesmas dificuldades.
“Os pacientes foram apenas transferidos de sala, mas a estrutura continua a mesma, com as mesmas máquinas, os mesmos profissionais e a mesma precariedade no atendimento”, declarou a deputada.
Durante o discurso, Camila citou um episódio ocorrido no último fim de semana envolvendo o ex-presidente do Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB), Arnóbio Viana, que deu entrada na unidade hospitalar com suspeita de infarto e teve que aguardar por cerca de quatro horas e meia em uma maca, no corredor do hospital, sem atendimento médico adequado.
Camila afirmou que o caso ganhou repercussão por envolver uma figura pública, mas destacou que situações semelhantes seriam frequentes no Hospital Regional de Guarabira. “O que aconteceu com Arnóbio Viana acontece diariamente com a população da região. As pessoas entram naquele hospital sem saber se haverá médico, exame ou remédio disponível”, afirmou.
A parlamentar também relatou problemas relacionados à falta de equipamentos funcionando adequadamente e à ausência de profissionais para emissão de laudos médicos. Segundo ela, em muitos casos exames de raio-X são realizados, mas não há médicos disponíveis para analisar os resultados.
Outro ponto levantado pela deputada foi o atraso no pagamento de profissionais da saúde. Camila Toscano afirmou que médicos da unidade estariam com salários atrasados, o que, segundo ela, compromete ainda mais a qualidade do atendimento prestado à população.
“O Hospital Regional de Guarabira pede socorro. Não adianta investir apenas na estrutura física se a parte humana não funciona. Eu não posso me calar diante do sofrimento da população do Brejo paraibano”, disse Camila Toscano.





