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Ansiedade afeta milhões no Brasil, especialista paraibana analisa cenário preocupante

A OMS emitiu parecer que aponta a população brasileira com a maior prevalência de transtornos de ansiedade do mundo

 “Se aquilo que você entende como ansiedade te limita a cumprir as tarefas do dia a dia, então você deve procurar ajuda de um profissional”. Com essa definição, a doutora em psicologia e docente da Faculdade FPB, Simone Alves, inicia sua análise sobre a ansiedade, suas causas e consequências.

Em recente mapeamento global de transtornos mentais realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), foi constatado que o Brasil lidera o ranking dos países com mais pessoas ansiosas. O estudo apresentou o índice de 9,3% da população brasileira com quadro de ansiedade patológica, com Paraguai em segundo lugar (7,6%) e Noruega em terceiro (7,4%). Insônia e perda das habilidades sociais podem ser indícios de que algo não vai bem.

Apesar da grande prevalência de diagnósticos de ansiedade no Brasil, Anderson alerta para a necessidade de buscar acompanhamento médico e psicológico para tratar os sintomas do transtorno. “Os sintomas que são popularmente ligados à ansiedade também podem significar outras doenças. Com cada indivíduo sendo único, é muito importante ser diagnosticado por profissionais devidamente habilitados”, aponta.

As causas da ansiedade são diversas e cada pessoa tem o processo de ansiedade desencadeado por um motivo. Desemprego, dívidas, estresse, pressão para a conclusão de algo ou até mesmo a realização de um sonho podem afetar a saúde mental de uma pessoa. O uso de telas é outro fator que contribui para esse cenário: o Canadian Journal of Psychiatry apresentou pesquisa que comprova a relação do maior tempo nas redes sociais e internet em geral com maiores níveis de ansiedade.

Com formas distintas de se apresentar, os transtornos de ansiedade se diferem entre si levando em consideração comportamentos, situações e indivíduos. “Nas crianças, a ansiedade pela separação é um tipo bastante comum do transtorno e que manifesta comportamentos específicos”, explica Anderson. “Falar em ansiedade de forma genérica é muito arriscado, se levarmos em consideração a amplitude do tema. Dentro deste panorama, as fases da vida e suas especificidades devem ser levadas em consideração”, continua.

Por envolver um grande conjunto de fatores, não há uma receita pronta para evitar que se desenvolva um transtorno. “Cada indivíduo carrega consigo inúmeras particularidades, e isso por si só já é algo que torna muito difícil falar em medidas para evitar a ansiedade”, alerta o psicólogo. “Quando se cria uma lista de hábitos ou medidas para esse combate e o indivíduo não consegue cumpri-la, aí já se cria um fator ansiogênico. O ideal é contar com ajuda especializada”, recomenda a docente da FPB e doutora em Psicologia.

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