Ao contrário do que negou em debate, Pedro Cunha Lima recebeu cinco doações da Construtora Odebrecht

O deputado federal e candidato ao governo Pedro Cunha Lima (PSDB), ao ser questionado na quinta-feira (27) pelo governador e candidato à reeleição João Azevêdo (PSB), no debate da TV Cabo Branco, se recebeu doações da Construtora Odebrecht para bancar sua campanha nas eleições 2014, foi categórico: “Não”.

O governador contestou e ainda relembrou a suposta propina que o pai de Pedro, o então senador Cássio Cunha Lima (PSDB), teria recebido para privatizar a Companhia de Água da Paraíba (Cagepa) caso fosse eleito governador naquelas mesmas eleições. A delação foi do próprio diretor da Odebrecht, o empresário Fernando Reis.

João Azevêdo pensou que Pedro recebeu apenas uma, mas foram cinco doações da construtora Odebrecht para sua campanha naquele mesmo ano de 2014, conforme consta na prestação de contas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Antes de chegar em Pedro, os valores passaram pelas contas do candidato a deputado estadual à época, Tovar Correia Lima (PSDB), do mesmo grupo Cunha Lima. O tucano, inclusive, chegou a ser preso nas eleições 2014 por suspeita de compra de votos.

R$ 800 mil via Caixa 2 para o “Prosador”

A Odebrecht também tem relação com a campanha de 2014 do ex-senador e pai do candidato, Cássio Cunha Lima. De acordo com delação do empresário Fernando Reis, ex-presidente da Odebrecht Ambiental, a empresa teria repassado valores a Cássio, para sua campanha pelo PSDB como candidato ao governo do estado.

O executivo disse que o tucano teria pedido R$ 800 mil em contribuição para a campanha. O delator garantiu em depoimento que o dinheiro foi destinado via caixa 2 para Cássio Cunha Lima.

Na delação, o empresário Fernando Reis revelou também a moeda de troca: Cássio, que teria o codinome de “Prosador” dentro da empresa, teria concordado em colocar a Odebrecht na execução de serviços que seriam da Cagepa, numa forma de privatização da empresa pública.

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