Brasil tem dois casos de varíola do macaco em bebês com menos de um ano

Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde mostra ainda que país registra 20 infectados com idades entre zero e quatro anos.

O avanço da varíola do macaco (monkeypox) no Brasil já se dissemina por diferentes grupos, incluindo bebês. São Paulo e Bahia registraram neste mês casos de menores de um ano de idade infectados.

Em São Paulo, a Secretaria de Estado da Saúde confirmou ao R7 que um bebê do sexo masculino de dez meses apresentou sintomas da doença no último dia 11, com exame posterior que confirmou a varíola do macaco.

“A criança se encontra em isolamento domiciliar e, no momento, está clinicamente estável e sem sinais de agravamento, com quadro clínico característico para a doença, com febre e lesões cutâneas”, diz a pasta em nota.

Na Bahia, um bebê de dois meses teve teste positivo para monkeypox no dia 5 de agosto. A Secretaria da Saúde do Estado não informou mais detalhes a respeito do caso.

O Boletim Epidemiológico de monkeypox publicado na segunda-feira (23) pelo Ministério da Saúde) mostra que 20 casos de bebês e crianças de zero a quatro anos haviam sido confirmados até dia 13.

Crianças são consideradas grupo de risco de varíola do macaco por não terem um sistema imunológico capaz de combater o vírus, embora isto não signifique que todas irão evoluir para quadros graves.

Até o momento, a única morte registrada no país foi de um homem de 41 anos com imunossupressão grave que estava internado em Belo Horizonte (MG).

Os dados apresentados ontem pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, mostram que, assim como no resto do mundo, os casos neste momento estão concentrados em HSH (homens que fazem sexo com homens), mas outras pessoas fora desse grupo já foram atingidas.

Havia 204 mulheres com diagnóstico confirmado da doença até 13 de agosto. Em São Paulo, foram notificados casos de grávidas, outro grupo de risco.

“Os outros que não estão nesse agrupamento também podem ter, basta só que haja contato com pele ou mucosas que tenham esse tipo de lesão. É fundamental a informação correta, para que não haja discriminação ou estigmatização, para não identificar uma pessoa com essa doença e se fazer correlações impróprias, que nada ajudam no enfrentamento ao caráter desse surto”, declarou o ministro.

R7

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