Brasileiros são presos com mais de 15 kg de cocaína na Tailândia

De acordo com a imprensa local, a droga é avaliada em 46,5 milhões de bahtes, ou R$ 7,4 milhões.

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) — Três brasileiros estão presos em Bancoc, na capital da Tailândia, após terem sido flagrados com 15,5 quilos de cocaína ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Suvarnabhumi, segundo o governo. De acordo com a imprensa local, a droga é avaliada em 46,5 milhões de bahtes, ou R$ 7,4 milhões.

O Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirmou que “acompanha a situação e presta toda a assistência cabível aos nacionais, em conformidade com os tratados internacionais vigentes e com a legislação local”. A reportagem questionou que tipo de assistência é prestada, se há informações sobre a segurança dos brasileiros e se as famílias têm acesso aos presos, mas o Itamaraty não respondeu.

Os brasileiros foram presos no último dia 14. Segundo o governo tailandês, na segunda-feira da última semana, por volta das 7h da manhã, autoridades descobriram 9 quilos de cocaína escondidos em compartimentos secretos de três malas. A bagagem pertencia a um casal brasileiro, uma mulher de 22 anos e um homem de 27, vindos de Curitiba em um voo da Qatar Airways, que foi preso ao passar pelo raio-x do aeroporto, conforme anunciado.

Mais tarde, por volta das 13h do mesmo dia, outro brasileiro, de 24 anos, foi preso com 6,5 quilos de cocaína escondidos em sua mala, diz a alfândega. A suspeita do governo é a de que os três façam parte de um mesmo grupo porque a droga estava escondida da mesma maneira.

Um dos rapazes presos foi identificado como Jordi Vilsinski Beffa, 24, morador de Apucarana (PR), a 365 quilômetros a noroeste de Curitiba. Beffa seria o homem que chegou ao país no começo da tarde. A reportagem não conseguiu encontrar sua defesa.

A mulher que faz parte do grupo preso é Mary Helen Coelho Silva, 21, que vive em Pouso Alegre (MG), a 390 quilômetros de Belo Horizonte. A família da brasileira não respondeu às tentativas de contato da reportagem.

Ao portal de notícias G1, sua irmã, Mariana, afirmou que Mary Helen disse à família que viajaria para Curitiba para encontrar um namorado. Ela afirma que só soube do envolvimento da irmã com drogas quando recebeu uma mensagem em áudio de Mary Helen pedindo que contatasse um advogado para tentar a extradição ao Brasil.

“Eu vou te passar o contato do doutor Edson. Por favor, liga pra ele. Fala pra ele fazer alguma coisa. Fala pra ele mandar a gente pro Brasil, pra gente responder lá”, diz a mensagem.

A família disse ao portal que Mary Helen trabalhava em uma churrascaria em Pouso Alegre e que pediu demissão alguns dias antes para viajar a Curitiba.

Ainda não há informações sobre a identidade do outro homem preso.

A Tailândia, bem como outros países do Sudeste Asiático, tem penas severas para tráfico de drogas, que podem chegar à pena de morte. O país é vizinho da Indonésia, onde, em 2015, dois brasileiros foram executados após mais de uma década na prisão por tráfico.

Marco Archer Cardoso Moreira estava preso desde 2003, quando foi pego tentando entrar no país com 13 quilos de cocaína escondidos na estrutura de uma asa-delta –ele ainda conseguiu fugir no momento do flagrante, mas foi capturado duas semanas depois. Em 18 de janeiro de 2015 ele foi executado por fuzilamento em uma prisão a 400 quilômetros da capital, Jacarta.

Meses depois, em 28 de abril, Rodrigo Gularte, preso desde 2004 ao tentar entrar na Indonésia com 6 quilos de cocaína escondidos em pranchas de surfe, também foi executado por fuzilamento.

Apesar das duas mortes em um curto período, o expediente não é comum –eles foram os primeiros brasileiros executados no exterior de que havia registro.

FOLHAPRESS

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