Danificado, Rolls-Royce pode não ser usado na posse de Lula, diz Janja

Janja diz que tradicional carro da posse foi danificado e ainda não há informação se poderá ser utilizado na posse de Lula

O tradicional Rolls-Royce conversível preto, modelo Silver Wraith, pode não ser usado na posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em coletiva nesta quarta-feira (7/12), Janja Lula da Silva, a futura primeira-dama, disse que o veículo foi danificado na gestão do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“Hoje é essa informação que eu posso dizer para vocês, Lula estará no conversível, em carro aberto. Não tem, até o momento, algo que mude no protocolo. Será no Rolls-Royce, se estiver em condições, porque parece que ele foi danificado na última posse. Estamos falando com as Forças de Segurança”, explicou.

Janja não entrou em detalhes sobre o problema, mas disse apenas que o banco do carro estaria danificado. “Ouvi que talvez o banco teria sido danificado. Nossa equipe vai averiguar isso, se está em condições. Vamos ver se o carro, que é bastante antigo, está em condições”, pontuou.O Rolls-Royce conversível preto, modelo Silver Wraith, é utilizado desde a década de 1950 em posses presidenciais no Brasil.

A transição espera 300 mil pessoas para a posse de Lula. Além disso, há conversas com o cerimonial em relação aos 21 tiros de canhões, que podem ser substituídos devido ao barulho. “Conversamos com o GT de Direitos Humanos e o barulho afeta os autistas, é uma demanda desse grupo”, disse Janja, que coordena a posse de Lula.

12 chefes de Estado confirmam presença

O embaixador Fernando Luis Lemos Igreja afirmou que 12 chefes de Estado estão confirmados para a posse Lula.

O presidente da Alemanha, Frank Walter Steinmeier; os presidentes da Argentina (Alberto Fernández), Angola (João Lourenço), Bolívia (Luis Arce), Cabo Verde (João Maria Neves), Costa Rica (Rodrigo Chaves), Guiné Bissau (Umaro Sissoco Embaló), Timor Leste (José Ramos-Horta), Chile (Gabriel Boric), Colômbia (Gustavo Petro), Portugal (Marcelo Rebelo de Souza) e o rei da Espanha, Felipe VI, confirmaram presença.

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, também foi convidado, mas ainda não se manifestou. Autoridades venezuelanas não deverão participar, devido ao decreto feito por Jair Bolsonaro em 2019 que impede o alto escalão do país de entrar no Brasil.

“A expectativa do Itamaraty é que a posse tenha um número grande de autoridades internacionais, o maior desde a redemocratização”, concluiu Janja.

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