Gleisi sobre operações da PRF: “Bolsonaro não pode ganhar no tapetão”

A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Gleisi Hoffmann, condenou as ações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em curso neste domingo (30/10), data do segundo turno das eleições de 2022. Em entrevista ao Metrópoles, ela defendeu que as mobilizações configuram crime eleitoral, e acusou o diretor-geral da corporação, Silvinei Vasques, de agir de maneira premeditada.

“Se Bolsonaro queria ganhar nas eleições, ele que se preparasse para ganhar no voto, o que não pode é ganhar no tapetão. Agora, colocar a PRF para fazer operações, justo no Nordeste, onde o Lula tem maior eleitorado […]. É um escândalo o que está acontecendo nesse país”, afirmou.

A Coligação Brasil da Esperança, encabeçada pelo candidato a presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu ao TSE que determine a imediata paralisação de quaisquer operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em curso neste domingo.

O grupo também solicitou que Moraes determine a prisão de quem descumprir a decisão, incluindo o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques.

Segundo Hoffman, a coligação do petista recebeu denúncias de que as ações da PRF iriam ocorrer e, diante da possibilidade, se adiantou e protocolou o pedido no TSE, deferido pelo ministro Alexandre de Moraes.

Ela também citou reportagem do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que sugere que as operações teriam sido articuladas no Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição.

“Isso pode macular o resultado, impedir o eleitor de votar. É claro que pode macular o resultado, é óbvio que pode. Penso que eles fizeram isso de maneira premeditada. Vamos pedir para abrir uma investigação de que essa operação da PRF sobre isso, porque isso traz responsabilidade direta ao presidente da República, inclusive com perda de mandato”, completou.

Denúncias

Após pipocarem denúncias de eleitores de que operações e blitze da Polícia Rodoviária Federal (PRF) estão dificultando o deslocamento de eleitores, sobretudo no Nordeste, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, cobrou explicações da entidade neste domingo (30/10).

Moraes determinou que o diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, seja oficiado “com urgência” a “informar imediatamente sobre as razões pelas quais [estão sendo] realizadas operações policiais”.

Há denúncias nas cidades de Cuité (PB), Jacobina (BA), Ubaitaba (BA), Simões Filho (BA), Zé Doca (MA), Caxias (MA), Serra Talhada (PE), Salgueiro (PE), Garanhuns (PE), Apodi (RN), João Câmara (RN), Campo Redondo (RN), Campo Grande (RN), Paraú (RN) e Ceará-Mirim (RN). Eleitores de Sergipe e Pará também denunciam operações da PRF.

Atendendo a pedido do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), o ministro Alexandre de Moraes já havia proibido que a PRF e a Polícia Federal (PF) fizessem operações envolvendo transporte público de eleitores neste domingo. Caso a decisão não seja obedecida, pode haver responsabilização criminal dos diretores-gerais das corporações.

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