O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior (Secties), assinou um Memorando de Entendimento com o Muse – Museo delle Scienze di Trento, na Itália, para promover a cooperação científica e tecnológica entre os dois países, com foco na valorização do Complexo Científico do Sertão. O acordo foi firmado durante o I Congresso Internacional de Paleontologia da Paraíba, realizado em Sousa, durante os dias 21 e 23 de março.
A cooperação faz parte do programa “Paraíba sem Fronteiras”, criado para internacionalizar a ciência, tecnologia, inovação e ensino superior no estado. O documento foi assinado pelo secretário da Secties, Claudio Furtado, e o diretor do Museu, Massimo Bernardi, com o objetivo de estabelecer uma cooperação com iniciativas conjuntas nas áreas de pesquisa paleontológica, capacitação profissional, inovação tecnológica e engajamento público.
A parceria busca fomentar estudos comparativos entre sítios paleontológicos da Paraíba, como o Parque Nacional do Vale dos Dinossauros, e regiões de relevância científica na Itália, como os sítios Dolomitas da UNESCO. Além disso, prevê programas de treinamento para pesquisadores e estudantes brasileiros em áreas como digitalização 3D, curadoria de museus e gestão de acervos científicos.
De acordo com o secretário Claudio Furtado, “a parceria com o Muse fortalece a cooperação científica entre a Paraíba e a Itália, possibilitando intercâmbio de pesquisadores e a troca de experiências com instituições de renome na paleontologia e arqueologia. Esse acordo permitirá que nossos profissionais tenham acesso a museus científicos com ampla experiência, promovendo um impacto significativo no Complexo Científico do Sertão e ampliando a colaboração acadêmica e cultural entre os dois países”.
O Complexo Científico do Sertão da Paraíba tem como missão impulsionar a pesquisa, promover a popularização da ciência e posicionar o estado no cenário nacional e internacional, atraindo pesquisadores, professores, estudantes e turistas.
Massimo Bernardi comentou que o museu italiano e o Complexo Científico do Sertão são muito semelhantes e podem contribuir um com outro. “Acredito que haja muitas coisas que podemos compartilhar e construir para empoderar os projetos. O museu onde sou diretor é composto por vários anexos diferentes, e nisso ele é semelhante ao projeto desenvolvido aqui. Mas, ao mesmo tempo, há desafios que vocês enfrentam aqui que são semelhantes. Por exemplo, o fato dessa região da Paraíba ser longe do Litoral. Da mesma forma, a região onde estamos no Nordeste da Itália não é próxima das cidades mais conhecidas do País”, comparou.
A implementação do Complexo reunirá vários equipamentos distribuídos pelo Sertão da Paraíba, O Monumento do Vale dos Dinossauros, em Sousa. o Museu de Arqueologia da Paraíba, em Cajazeiras; a Cidade da Astronomia, em Carrapateira; e o Projeto BINGO, em Aguiar.
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