O Brasil alcançou uma importante marca histórica no mercado de trabalho. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a taxa de desemprego no país caiu para 5,8% no trimestre encerrado em junho de 2025 — o menor índice já registrado desde o início da série histórica da Pnad Contínua, iniciada em 2012.
A redução representa uma melhora significativa em comparação com os 6,4% do primeiro trimestre de 2025 e os 6,9% registrados no mesmo período de 2024, indicando uma tendência consistente de recuperação econômica e fortalecimento do mercado de trabalho.
Com esse avanço, o número de desempregados caiu para 6,3 milhões de pessoas, enquanto a população ocupada chegou a 102,6 milhões — um novo recorde, segundo o levantamento.
Renda em alta
Outro dado que reforça o cenário positivo é o aumento do rendimento médio real do trabalhador, que atingiu R$ 3.345. O valor representa uma alta de 1,9% em relação ao trimestre anterior e 3,5% se comparado ao mesmo período de 2024.
Além disso, a massa de rendimento real habitual, que é a soma de todos os salários pagos no país, também bateu recorde: R$ 338,5 bilhões.
Informalidade ainda é desafio
Apesar dos números animadores, o índice de informalidade no mercado de trabalho continua elevado, embora estável: 38,9% da população ocupada, o que representa 39,9 milhões de brasileiros. Houve uma leve queda se comparado ao mesmo período do ano passado (39,1%).
Análise
Os dados sinalizam um momento de aquecimento da economia brasileira, com reflexos diretos na geração de emprego e na melhora da renda. A estabilidade da informalidade e o crescimento dos empregos formais apontam para uma retomada sólida da confiança no mercado.
Com informações da Agência Brasil.
Reportagem: Calvin Santana
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