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Proteína cerebral pouco explorada pode revolucionar a regeneração de nervos periféricos

Rio de Janeiro (RJ) – Um estudo inédito conduzido por pesquisadores da UFRJ e da USP, liderado pela professora Débora Foguel, revelou que uma proteína chamada CDNF (Fator Neurotrófico Dopamina Cerebral) apresenta grande potencial para proteger e regenerar neurônios do sistema nervoso periférico — região que conecta o cérebro e a medula ao restante do corpo.

Contexto e descoberta

Milhões de pessoas sofrem com dores, formigamentos e limitações de movimento causadas por lesões no sistema nervoso periférico — decorrentes de traumas, doenças como diabetes ou hanseníase, ou síndromes como Túnel do Carpo e Guillain-Barré.

Até então, o principal agente responsável pela regeneração desses nervos era o Fator de Crescimento Nervoso (NGF). Embora eficaz, seu uso pode aumentar a sensibilidade à dor, o que limita sua aplicabilidade.

A CDNF, no entanto, ativa um receptor diferente e demonstra efeitos protetores e regenerativos em neurônios periféricos — uma descoberta inédita segundo os pesquisadores. Além disso, testes realizados em conjunto com NGF indicaram um efeito sinérgico, potencializando a recuperação neural.

Alcance terapêutico

Esta descoberta, publicada no Journal of Neurochemistry, abre novas possibilidades para tratamentos regenerativos voltados a:

  • Lesões por compressão ou trauma nos nervos periféricos;

  • Doenças neurodegenerativas como ELA e Parkinson;

  • Casos em que o NGF é ineficaz ou piora a dor crônica.

Caminho até a clínica

Embora promissora, a aplicação clínica da CDNF ainda demanda pesquisas adicionais para avaliar segurança, eficácia em humanos e melhores formas de administração. Mesmo assim, este estudo representa um passo significativo no campo da medicina regenerativa

FOTO: GERRYSHAW/WIKIMEDIA COMMONS

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