O julgamento do pedido de habeas corpus do influenciador digital Hytalo Santos e de seu marido, Israel Nata Vicente (Euro), teve um novo desdobramento nesta terça-feira (10), na Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). O relator do processo, o desembargador João Benedito da Silva, votou a favor da substituição da prisão preventiva por medidas cautelares, mas a decisão final foi adiada após um pedido de vista.
O Voto do Relator
Em seu parecer, o desembargador João Benedito argumentou que há um excesso de prazo na instrução criminal. Hytalo e Euro estão detidos desde agosto de 2025 no Presídio do Róger, em João Pessoa. O magistrado sugeriu que o casal aguarde o restante do processo em liberdade, sob condições específicas, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com as vítimas.
Pedido de Vista Adia Decisão
Apesar do voto favorável do relator, o desembargador Ricardo Vital de Almeida solicitou o pedido de vista para analisar o processo com maior profundidade. Com isso, a sessão foi suspensa e a conclusão do julgamento foi transferida para após o período de Carnaval. Até lá, os influenciadores permanecem presos preventivamente.
Entenda o Caso
O processo tramita em segredo de Justiça devido à natureza das acusações. Hytalo Santos e Euro são investigados por crimes graves, que incluem:
- Exploração sexual e econômica de menores;
- Produção e divulgação de material sexualizado envolvendo adolescentes;
- Tráfico de pessoas.
O Ministério Público do Trabalho da Paraíba também move uma ação pedindo indenizações que somam R$ 12 milhões por danos morais coletivos, além de reparações individuais às vítimas. A defesa alega que a prisão foi baseada em depoimentos sem o devido contraditório e que houve pressão popular após a repercussão de vídeos de denúncia nas redes sociais.
Próximos Passos
A expectativa agora gira em torno da retomada da sessão após o recesso carnavalesco. Se os demais desembargadores seguirem o voto do relator, o casal poderá responder ao processo em liberdade. Caso contrário, a prisão preventiva será mantida até o julgamento do mérito da ação.




