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EM JOÃO PESSOA: Camila Toscano realiza ação de combate à violência contra a mulher durante Muriçocas do Miramar

Durante o Muriçocas do Miramar, considerado o maior bloco de arrasto pré-carnavalesco do mundo, em João Pessoa, a deputada estadual Camila Toscano (PSDB) realizou nesta quarta-feira (11) uma ação educativa de enfrentamento à violência contra a mulher. A iniciativa distribuiu leques temáticos com orientações sobre os tipos de violência e informações sobre onde e como denunciar.

A ação faz parte da campanha ‘Rompa o Ciclo de Violência’, de autoria da parlamentar e instituída pela Lei Estadual nº 13.414/2024. O objetivo é ampliar o acesso à informação, incentivar a denúncia e fortalecer a rede de proteção às mulheres, especialmente durante o período pré-carnavalesco.

Pesquisa realizada pelo Instituto Patrícia Galvão revela que 50% das mulheres já foram vítimas de assédio sexual durante a festividade de carnaval. Enquanto 73% delas têm receio de passar por essa situação pela primeira vez ou novamente. Outro dado importante é que 97% das brasileiras acham importante a realização de campanhas de combate ao assédio durante o período do carnaval.

Durante o Muriçocas do Miramar, os leques distribuídos explicam as diferentes formas de violência contra a mulher (física, psicológica, moral, sexual e patrimonial) e trazem informações sobre os serviços de apoio e denúncia. O material também destaca que a violência não deve ser naturalizada, e que buscar ajuda é um passo essencial para interromper o ciclo de agressões.

Para Camila Toscano, a escolha de um evento como o Muriçocas do Miramar para promover essa ação foi estratégica. “Eventos assim são uma oportunidade de dialogar com a população, informar sobre os direitos das mulheres e reforçar que denunciar não é apenas um direito, é uma forma de proteger vidas. Nenhuma mulher deve conviver com violência em silêncio”, afirmou a deputada.

Camila também reforçou que a violência doméstica costuma seguir um padrão de ciclo, no qual momentos de tensão se alternam com agressões e períodos de arrependimento por parte do agressor, o que muitas vezes dificulta a denúncia. “Romper o silêncio é o primeiro passo para romper esse ciclo. Informação e acolhimento são ferramentas de proteção e empoderamento”, disse.

Como denunciar – Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo Ligue 180, serviço gratuito coordenado pelo Ministério das Mulheres, disponível 24 horas por dia com atendimento sigiloso e encaminhamento às redes de proteção. Em situações de emergência, recomenda-se acionar o 190.

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