 {"id":15123,"date":"2023-11-16T09:00:28","date_gmt":"2023-11-16T12:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/portalmidia.net\/?p=15123"},"modified":"2023-11-16T09:00:28","modified_gmt":"2023-11-16T12:00:28","slug":"onda-de-calor-atinge-27-mil-cidades-e-deve-durar-ate-sexta-feira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/2023\/11\/16\/onda-de-calor-atinge-27-mil-cidades-e-deve-durar-ate-sexta-feira\/","title":{"rendered":"Onda de calor atinge 2,7 mil cidades e deve durar at\u00e9 sexta-feira"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A onda de calor que atinge principalmente as regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste deve durar at\u00e9 sexta-feira (17). A previs\u00e3o \u00e9 do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), \u00f3rg\u00e3o federal vinculado ao Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1566803&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1566803&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em boletim atualizado, foram listados 2.707 munic\u00edpios afetados. Al\u00e9m de todas as cidades situadas no Centro-Oeste, no Sudeste e no estado de Rond\u00f4nia, a rela\u00e7\u00e3o inclui aquelas localizadas no sul do Piau\u00ed, do Maranh\u00e3o, de Tocantins, do Par\u00e1 e do Amazonas, no sudoeste da Bahia e no norte do Paran\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na classifica\u00e7\u00e3o do Inmet, as ondas de calor se configuram quando a temperatura se mant\u00e9m, ao longo de pelo menos cinco dias, 5\u00baC acima da m\u00e9dia esperada para o m\u00eas. A marca de 40\u00baC tem sido superada nos \u00faltimos dias no Rio de Janeiro, em Cuiab\u00e1 e tamb\u00e9m em muitas cidades do interior, como Corumb\u00e1 e \u00c1gua Clara, em Mato Grosso do Sul, S\u00e3o Rom\u00e3o e Coronel Pacheco, em Minas Gerais, Serop\u00e9dica, no Rio de Janeiro, e Ibotirama, na Bahia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diversos recordes foram registrados pelo Inmet na ter\u00e7a-feira (14). Com m\u00e1xima de 39,2\u00baC, Goi\u00e2nia teve a tarde mais quente de sua hist\u00f3ria para o m\u00eas de novembro. Em Campos do Jord\u00e3o, no interior de S\u00e3o Paulo, a marca de 31\u00baC superou os 30,5\u00baC medidos em setembro 1961, at\u00e9 ent\u00e3o considerada a maior temperatura da cidade. O Distrito Federal tamb\u00e9m alcan\u00e7ou um recorde com 37,3\u00baC: foi o dia mais quente do ano at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme a previs\u00e3o do Inmet, estados que est\u00e3o enfrentando a onda de calor devem receber chuvas intensas na pr\u00f3xima semana. Na Regi\u00e3o Sudeste, a queda da temperatura na sexta-feira (17) j\u00e1 deve vir acompanhada de precipita\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o per\u00edodo de 21 a 29 de novembro, algumas localidades devem receber um grande volume de chuva, podendo ultrapassar 40 mil\u00edmetros, especialmente em Mato Grosso e Goi\u00e1s, no Distrito Federal, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e Esp\u00edrito Santo. Nas demais \u00e1reas, o Inmet n\u00e3o descarta a possibilidade de pancadas de chuvas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Rio de Janeiro, cariocas e turistas lotaram as praias nesta quarta-feira (15), feriado da proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-grande_6colunas type-image atom-align-left\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/bCUiTN5BZMH3DiExLtyGwZLlTfY=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/_dsc4495.jpg?itok=g5ufxEsu\" alt=\"Rio de Janeiro (RJ), 15\/11\/2023 \u2013 Cariocas e turistas lotam praia de Ipanema, na zona sul, em dia de forte calor no Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<div class=\"meta\">Calor n\u00e3o impede pr\u00e1tica de jogos em Ipanema &#8211;\u00a0<strong>Tomaz Silva\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Efeito El Ni\u00f1o<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A onda de calor que atinge boa parte do pa\u00eds est\u00e1 fortemente associada ao fen\u00f4meno El Ni\u00f1o, apontam pesquisadores. O fen\u00f4meno \u00e9 caracterizado pelo enfraquecimento dos ventos al\u00edsios (que sopram de leste para oeste) e pelo aquecimento anormal das \u00e1guas superficiais da por\u00e7\u00e3o leste da regi\u00e3o equatorial do Oceano Pac\u00edfico. As mudan\u00e7as na intera\u00e7\u00e3o entre a superf\u00edcie oce\u00e2nica e a baixa atmosfera t\u00eam consequ\u00eancias no tempo e no clima em diferentes partes do planeta. Isso porque a din\u00e2mica de circula\u00e7\u00e3o das massas de ar adota novos padr\u00f5es de transporte de umidade, afetando a temperatura e a distribui\u00e7\u00e3o das chuvas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Estamos enfrentando um El Ni\u00f1o forte&#8221;, diz o g\u00e9ografo Marcos Freitas, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que chama a aten\u00e7\u00e3o para medi\u00e7\u00f5es realizadas pela Administra\u00e7\u00e3o Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica Nacional, ligada ao governo dos Estados Unidos. Esse \u00f3rg\u00e3o monitora a temperatura da \u00e1gua na chamada Zona 3.4, localizada na por\u00e7\u00e3o equatorial central do Oceano Pac\u00edfico. &#8220;Estamos chegando a quase 2\u00baC de anomalia. Em geral, temos um El Ni\u00f1o m\u00e9dio ou fraco a cada dois anos, que \u00e9 quando se tem uma anomalia de 1\u00baC, no m\u00e1ximo. Quando passa de 1\u00baC, consideramos um El Ni\u00f1o forte. Isso altera as massas de ar em cima do nosso continente.&#8221; De acordo com Freitas, o que ocorre, ent\u00e3o, \u00e9 um bloqueio das entradas de massas de umidade em parte do Sudeste e um pouco no Centro-Oeste&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o pesquisador, a tend\u00eancia \u00e9 de um ver\u00e3o muito quente. &#8220;Esse El Ni\u00f1o n\u00e3o vai se dissipar agora&#8221;, acrescenta. A Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (OMM) estima que os efeitos do fen\u00f4meno devem ser sentidos pelo menos at\u00e9 abril do pr\u00f3ximo ano. Marcos Freitas observa que um El Ni\u00f1o forte ocorre mais ou menos a cada sete anos, mas destaca que o grau de intensidade vem aumentando em fun\u00e7\u00e3o do aquecimento global.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A avalia\u00e7\u00e3o do pesquisador da UFRJ \u00e9 corroborada pelo coordenador da Rede Clima da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), Saulo Rodrigues Pereira Filho. Ele v\u00ea possibilidade de\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/geral\/noticia\/2023-11\/el-nino-pesquisadores-preveem-mais-calor-no-sudeste-e-centro-oeste\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">novas ondas de calor<\/a>\u00a0ainda neste ver\u00e3o. Saulo Rodrigues explica que, no Brasil, al\u00e9m de influenciar a onda da calor no Sudeste e no Centro Oeste, o fen\u00f4meno provoca seca nas regi\u00f5es Norte e Nordeste, bem como chuvas torrenciais e ciclones extratropicais no Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">agenciabrasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A onda de calor que atinge principalmente as regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste deve durar at\u00e9 sexta-feira (17). 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