 {"id":17568,"date":"2023-12-11T08:39:19","date_gmt":"2023-12-11T11:39:19","guid":{"rendered":"https:\/\/portalmidia.net\/?p=17568"},"modified":"2023-12-11T08:39:19","modified_gmt":"2023-12-11T11:39:19","slug":"declaracao-universal-de-direitos-humanos-faz-75-anos-em-meio-a-guerras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/2023\/12\/11\/declaracao-universal-de-direitos-humanos-faz-75-anos-em-meio-a-guerras\/","title":{"rendered":"Declara\u00e7\u00e3o Universal de Direitos Humanos faz 75 anos em meio a guerras"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">A Declara\u00e7\u00e3o Universal de Direitos Humanos completa 75 anos neste domingo (10) e o mundo ainda n\u00e3o conseguiu garantir os direitos previstos neste documento para todas as pessoas. A prova disso s\u00e3o os conflitos, as guerras, al\u00e9m das viola\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de direitos como alimenta\u00e7\u00e3o e habita\u00e7\u00e3o. No Brasil, n\u00e3o \u00e9 diferente. \u00a0\u00a0\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1571337&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1571337&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cQuando a gente fala em direitos para todos e na implementa\u00e7\u00e3o da Declara\u00e7\u00e3o Universal, tem que entender que tem um caminho gigantesco a percorrer porque a gente est\u00e1 em um pa\u00eds em que tem mis\u00e9ria, em que tem fome, em que tem viol\u00eancia, em que tem uma fam\u00edlia que tem um adolescente ou jovem negro que pode n\u00e3o voltar para casa simplesmente por ser um jovem negro, por ser um jovem perif\u00e9rico, por ser jovem morador de favela. A gente n\u00e3o est\u00e1 falando em implementa\u00e7\u00e3o de direitos, a gente est\u00e1 falando que a gente est\u00e1 muito distante\u201d, avalia a diretora de programas da Anistia Internacional Brasil, Alexandra Montgomery.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos Humanos foi firmada 1948\u00a0pela Assembleia Geral das Na\u00e7\u00f5es Unidas, tr\u00eas anos depois do fim da Segunda Guerra Mundial, com o nazismo derrotado, o mundo divido entre socialistas e capitalistas e no in\u00edcio da Guerra Fria, que se estenderia de 1947 a 1991. O documento, aprovado pelo Brasil, prev\u00ea, de forma geral, o respeito universal aos direitos e liberdades fundamentais do ser humano e a observ\u00e2ncia desses direitos e liberdades. Trata-se do documento mais traduzido no mundo, alcan\u00e7ando 500 idiomas e dialetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, a Declara\u00e7\u00e3o \u00e9 incorporada \u00e0 Legisla\u00e7\u00e3o na Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, garantindo\u00a0a todas as pessoas os direitos \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, alimenta\u00e7\u00e3o, trabalho, moradia, transporte, lazer, seguran\u00e7a, entre outros.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cDireito \u00e9 direito. N\u00e3o pode ser confundido com uma s\u00e9rie de privil\u00e9gios, e tem que se aplicar a todo mundo. N\u00e3o pode se aplicar somente a alguns, sen\u00e3o n\u00e3o \u00e9 direito, \u00e9 privilegio\u201d, ressalta Montgomery.<\/p><\/blockquote>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Brasil<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para marcar a data, a Anistia Internacional Brasil destaca algumas das demandas brasileiras para a garantia dos direitos humanos. Entre elas est\u00e1 a erradica\u00e7\u00e3o do assassinato de jovens negros por for\u00e7as de seguran\u00e7a p\u00fablica; a erradica\u00e7\u00e3o da viol\u00eancia baseada em g\u00eanero e do feminic\u00eddio; e, a garantia da prote\u00e7\u00e3o de defensoras e defensores de direitos humanos e ambientalistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados nacionais mostram a dimens\u00e3o dessas viola\u00e7\u00f5es no pa\u00eds. Em rela\u00e7\u00e3o ao assassinato de jovens negros por for\u00e7as de seguran\u00e7a p\u00fablica, segundo o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, em 2022, uma m\u00e9dia de 17 pessoas foram mortas pela pol\u00edcia por dia, um total de 6.429 mortes; 99,2% das v\u00edtimas eram homens e 83,1% eram negros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o a viol\u00eancia contra mulheres, em 2022, segundo dados do Monitor da Viol\u00eancia e do F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica, uma mulher foi morta a cada seis horas em m\u00e9dia, chegando a marca de\u00a0<a href=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/direitos-humanos\/noticia\/2023-01\/feminicidio-oito-anos-apos-aprovacao-da-lei-casos-aumentam\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">1.437 mulheres v\u00edtimas de feminic\u00eddio<\/a>\u00a0no ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil \u00e9 ainda o quarto pa\u00eds do mundo que mais mata defensores de direitos humanos e ativistas do meio ambiente e do clima. Houve um aumento de casos de assassinatos, amea\u00e7as, persegui\u00e7\u00f5es de camponeses, povos da floresta, ind\u00edgenas e comunidades tradicionais nos \u00faltimos anos \u2013 enquanto em 2013 registrou-se 1.338 ocorr\u00eancias, em 2022 foram 2.018, o que representa um aumento de 50%, segundo dados da Comiss\u00e3o Pastoral da Terra.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Medidas<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Anistia aponta a\u00e7\u00f5es do poder p\u00fablico para cada um dos casos. Entre elas, a defini\u00e7\u00e3o expl\u00edcita, em leis e regulamentos, da responsabilidade dos comandantes e outros superiores por conduta ilegal da pol\u00edcia e proibi\u00e7\u00e3o expl\u00edcita da discrimina\u00e7\u00e3o\u00a0racial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A entidade aponta tamb\u00e9m como medida\u00a0o aprimoramento de canais de atendimento e delegacias da mulher para garantia de um atendimento humanizado e baseado em princ\u00edpios de direitos humanos e da n\u00e3o revitimiza\u00e7\u00e3o, com o devido treinamento de profissionais para escuta qualificada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outra medida \u00e9 a revis\u00e3o do Programa de Prote\u00e7\u00e3o de Defensores de Direitos Humanos e sua regula\u00e7\u00e3o, para garantir ampla participa\u00e7\u00e3o social e que as medidas protetivas contemplem demandas individuais e coletivas, al\u00e9m de uma perspectiva racial e de g\u00eanero.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Montgomery, \u00e9 preciso garantir, no \u00e2mbito das decis\u00f5es das pol\u00edticas p\u00fablicas, a participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e dos movimentos sociais, para que as medidas sejam mais adequadas \u00e0s realidades brasileiras. A diretora de programas da Anistia Internacional\u00a0ressalta que o Dia dos Direitos Humanos e os 75 anos da Declara\u00e7\u00e3o Universal de Direitos Humanos \u00e9 tamb\u00e9m uma data que marca \u201cuma aposta na esperan\u00e7a. \u00a0Na esperan\u00e7a de um mundo melhor, na esperan\u00e7a de uma conviv\u00eancia mais pac\u00edfica, mais plural\u201d, diz, e acrescenta: \u201ceu gostaria de ter esperan\u00e7a, porque se n\u00e3o se tem esperan\u00e7a, n\u00e3o se tem perspectiva de futuro\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">agenciabrasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Declara\u00e7\u00e3o Universal de Direitos Humanos completa 75 anos neste domingo (10) e o mundo ainda n\u00e3o conseguiu garantir os direitos previstos neste documento para todas as pessoas. 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