 {"id":18932,"date":"2023-12-26T09:54:52","date_gmt":"2023-12-26T12:54:52","guid":{"rendered":"https:\/\/portalmidia.net\/?p=18932"},"modified":"2023-12-26T09:54:52","modified_gmt":"2023-12-26T12:54:52","slug":"ao-menos-73-dos-custos-com-demencia-estao-com-familias-revela-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/2023\/12\/26\/ao-menos-73-dos-custos-com-demencia-estao-com-familias-revela-estudo\/","title":{"rendered":"Ao menos 73% dos custos com dem\u00eancia est\u00e3o com fam\u00edlias, revela estudo"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Pelo menos 73% dos custos que envolvem o cuidado de pessoas com dem\u00eancia no Brasil ficam para as fam\u00edlias dos pacientes. O n\u00famero foi divulgado pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/acrobat.adobe.com\/id\/urn:aaid:sc:VA6C2:3f078c8c-04ca-42bd-9573-8db2f32dfb99\">Relat\u00f3rio Nacional sobre a Dem\u00eancia no Brasil (Renade)<\/a>, do Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz, a partir da iniciativa do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (PROADI-SUS). O estudo revelou que, al\u00e9m dos custos, as pessoas respons\u00e1veis pelos cuidados est\u00e3o sobrecarregadas e que, na maior parte das vezes, s\u00e3o mulheres.\u00a0<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1574318&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1574318&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio mostra que esses custos podem chegar a 81,3% por parte do familiar a depender do est\u00e1gio da dem\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cIsso envolve horas de dedica\u00e7\u00e3o para o cuidado. A pessoa, por exemplo, pode ter que parar de trabalhar para cuidar. Isso tudo envolve o que a gente chama de custo informal. \u00c9 importante que se ofere\u00e7a um apoio para a fam\u00edlia\u201d, afirmou a psiquiatra e epidemiologista Cleusa Ferri, pesquisadora e coordenadora do Projeto Renade no Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz, em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio enumera custos diretos em sa\u00fade, como interna\u00e7\u00f5es, consultas e medicamentos, e tamb\u00e9m os recursos indiretos, como a perda de produtividade da pessoa que \u00e9 cuidadora.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cAs atividades relacionadas ao cuidado e supervis\u00e3o da pessoa com dem\u00eancia consomem uma m\u00e9dia di\u00e1ria de 10 horas e 12 minutos\u201d, aponta o relat\u00f3rio.<\/p><\/blockquote>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Olhar para o cuidador<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A m\u00e9dica Cleusa Ferri avalia que \u00e9 necess\u00e1rio aumentar o n\u00famero de servi\u00e7os de qualidade que atendam \u00e0s necessidades da pessoa com dem\u00eancia e tamb\u00e9m dos parentes. \u201cO familiar pode at\u00e9 ser um parceiro do cuidado. Mas precisamos tamb\u00e9m pensar nesse cuidador\u201d.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-medio_4colunas type-image atom-align-right\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Cleusa Ferri\/Arquivo Pessoal\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/eiWTrxRREOOHy0fAkPnVLRTZzW0=\/365x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/img-20231222-wa0082.jpg?itok=nTrpHg-B\" alt=\"Bras\u00edlia (DF) 24\/12\/2023 \u2013 A psiquiatra e epidemiologista Cleusa Ferri, pesquisadora e coordenadora do Projeto Renade no Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.\nFoto: Cleusa Ferri\/Arquivo Pessoal\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\"><em>Bras\u00edlia (DF) 24\/12\/2023 \u2013 A psiquiatra e epidemiologista Cleusa Ferri, pesquisadora e coordenadora do Projeto Renade no Hospital Alem\u00e3o Oswaldo Cruz, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil. Foto: Cleusa Ferri\/Arquivo Pessoal\u00a0<\/em><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para elabora\u00e7\u00e3o do estudo, os pesquisadores entrevistaram 140 pessoas com dem\u00eancia e cuidadores de todas as regi\u00f5es do pa\u00eds, com m\u00e9dia de idade de 81,3 anos sendo 69,3% mulheres. Os dados foram coletados com pessoas em diferentes fases da dem\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O relat\u00f3rio mostra, por exemplo, que entre os 140 cuidadores, pelo menos 45% das pessoas apresentavam sintomas psiqui\u00e1tricos de ansiedade e depress\u00e3o, 71,4% apresentavam sinais de sobrecarga relativa ao cuidado, 83,6% exerciam o cuidado de maneira informal e sem remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo chama a aten\u00e7\u00e3o para que, dentro dessa amostra, 51,4% dos pacientes utilizaram, em algum momento, o servi\u00e7o privado de sa\u00fade, 42% n\u00e3o utilizavam nenhum tipo de medicamento para dem\u00eancia. \u201cSomente 15% retiravam a medica\u00e7\u00e3o gratuitamente no SUS\u201d, disse a epidemiologista Cleusa Ferri.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo aponta que a maioria das pessoas cuidadoras de familiares com algum tipo de dem\u00eancia s\u00e3o mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNessa amostra, temos 86% das cuidadoras sendo mulheres. Isso \u00e9 um fato. H\u00e1 uma cultura da mulher cuidar para o resto da vida. Entendo que \u00e9 uma quest\u00e3o cultural.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Subdiagn\u00f3sticos<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a pesquisadora, o Brasil contabiliza cerca de 2 milh\u00f5es de pessoas com dem\u00eancia e 80% delas n\u00e3o est\u00e3o diagnosticadas. \u201cA taxa de subdiagn\u00f3stico \u00e9 grande. Temos muitas pessoas sem diagn\u00f3stico e, portanto, sem cuidado espec\u00edfico para as necessidades que envolvem a doen\u00e7a. Ent\u00e3o, esse \u00e9 um desafio muito importante\u201d, afirma a especialista. Ela cita que esse cen\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 exclusivo do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Europa, o subdiagn\u00f3stico\u00a0chega a ser de mais de 50% e na Am\u00e9rica do Norte, mais de 60%.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cNo Brasil, temos 1,85 milh\u00e3o de pessoas com a doen\u00e7a. E a proje\u00e7\u00e3o \u00e9 que esse n\u00famero triplique at\u00e9 2050\u201d.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisadora acrescenta que a invisibilidade da doen\u00e7a \u00e9 outro desafio. \u201cTemos muito para aumentar o conhecimento,\u00a0deixar mais vis\u00edvel. A falta de conhecimento da popula\u00e7\u00e3o sobre essa condi\u00e7\u00e3o precisa ser enfrentada\u201d. Nesse contexto, a invisibilidade tamb\u00e9m ocorre diante das desigualdades sociais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em um cen\u00e1rio de 80% de pessoas sem diagn\u00f3stico, isso significa a necessidade de melhorar as pol\u00edticas p\u00fablicas para aumentar o conhecimento da popula\u00e7\u00e3o sobre a dem\u00eancia. \u201cH\u00e1 uma quest\u00e3o de estigma tamb\u00e9m. As pessoas evitam falar do tema e procurar ajuda\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa situa\u00e7\u00e3o, na avalia\u00e7\u00e3o\u00a0da pesquisadora, tamb\u00e9m contribui para\u00a0dificuldades para conscientiza\u00e7\u00e3o, treinamento de cuidadores e busca por apoio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">agenciabrasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pelo menos 73% dos custos que envolvem o cuidado de pessoas com dem\u00eancia no Brasil ficam para as fam\u00edlias dos pacientes. 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