 {"id":22849,"date":"2024-02-14T09:34:15","date_gmt":"2024-02-14T12:34:15","guid":{"rendered":"https:\/\/portalmidia.net\/?p=22849"},"modified":"2024-02-14T09:34:15","modified_gmt":"2024-02-14T12:34:15","slug":"pesquisadora-surda-defende-doutorado-em-libras-na-ufrj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/2024\/02\/14\/pesquisadora-surda-defende-doutorado-em-libras-na-ufrj\/","title":{"rendered":"Pesquisadora surda defende doutorado em Libras na UFRJ"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Uma tese de doutorado sobre a l\u00edngua brasileira de sinais (libras) defendida na pr\u00f3pria l\u00edngua brasileira de sinais. O ineditismo da conquista da doutora em lingu\u00edstica Heloise Gripp Diniz, de 48 anos, d\u00e1 uma ideia dos obst\u00e1culos que ela enfrentou at\u00e9 ser a primeira surda a conquistar o t\u00edtulo no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Lingu\u00edstica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1580380&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1580380&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista, a pesquisadora carioca conta que \u00e9 filha de pais surdos e faz parte de uma gera\u00e7\u00e3o que reivindica o protagonismo tamb\u00e9m na academia. \u201cNada sobre n\u00f3s sem n\u00f3s\u201d, resume Heloise com a frase que \u00e9 usada por minorias que buscam participar e liderar a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento sobre si pr\u00f3prias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Heloise \u00e9 formada em letras-libras e tem mestrado em lingu\u00edstica pela Universidade Federal de Santa Catarina. Na UFRJ, al\u00e9m de doutora, \u00e9 professora do Departamento de Libras da Faculdade de Letras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua tese foi sobre<em>\u00a0Varia\u00e7\u00e3o fonol\u00f3gica das letras manuais na soletra\u00e7\u00e3o manual em libras<\/em>. Afinal, se o portugu\u00eas e as outras l\u00ednguas faladas t\u00eam suas varia\u00e7\u00f5es, as l\u00ednguas de sinais, como a Libras, tamb\u00e9m t\u00eam, explica a doutora. Mas, como fazer uma pesquisa de varia\u00e7\u00f5es \u201cfonol\u00f3gicas\u201d, sonoras, em uma l\u00edngua de sinais? Assim como os sons das letras formam as palavras no portugu\u00eas, dimens\u00f5es como\u00a0 a configura\u00e7\u00e3o da m\u00e3o, a orienta\u00e7\u00e3o da palma, o movimento, a dire\u00e7\u00e3o e a loca\u00e7\u00e3o s\u00e3o as partes que comp\u00f5em o significado transmitido com os sinais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMinha pesquisa evidencia que h\u00e1 varia\u00e7\u00e3o fonol\u00f3gica nas letras manuais de acordo com a soletra\u00e7\u00e3o manual, destacando a diversidade e a riqueza lingu\u00edstica presentes nesse aspecto da libras\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chegar a uma universidade prestigiada e defender uma pesquisa acad\u00eamica sobre sua l\u00edngua por meio dela pr\u00f3pria \u00e9 n\u00e3o apenas uma honra ou conquista individual, conta ela, mas parte de um avan\u00e7o de toda uma comunidade surda em ascens\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEste avan\u00e7o n\u00e3o apenas celebra as conquistas individuais, mas tamb\u00e9m fortalece o movimento mais amplo em prol dos direitos, inclus\u00e3o social e reconhecimento dos povos surdos e das comunidades surdas, tanto acad\u00eamicas quanto n\u00e3o acad\u00eamicas. Essa conquista simboliza um passo significativo rumo \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o, visibilidade e respeito pelas contribui\u00e7\u00f5es e perspectivas \u00fanicas dos surdos em todos os aspectos da sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Confira a entrevista da pesquisadora<strong>:\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Como voc\u00ea avalia o cen\u00e1rio da pesquisa lingu\u00edstica em Libras hoje no Brasil?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Heloise Gripp Diniz<\/strong>\u00a0&#8211; As pesquisas lingu\u00edsticas na \u00e1rea da libras eram anteriormente conduzidas mediante compara\u00e7\u00e3o com a l\u00edngua portuguesa, sem considerar devidamente a estrutura lingu\u00edstica pr\u00f3pria da libras. Com o reconhecimento legal da libras como a l\u00edngua de sinais, conforme estabelecido pela Lei n\u00ba 10.436\/2002, houve uma mudan\u00e7a significativa na abordagem dessas pesquisas. Agora, as investiga\u00e7\u00f5es lingu\u00edsticas em libras s\u00e3o realizadas n\u00e3o apenas em compara\u00e7\u00e3o com o portugu\u00eas, mas tamb\u00e9m em conex\u00e3o com outras l\u00ednguas de sinais de diversos pa\u00edses, al\u00e9m das l\u00ednguas orais. Atualmente, a libras \u00e9 reconhecida como uma l\u00edngua de sinais leg\u00edtima, equiparada \u00e0s l\u00ednguas naturais, tanto aquelas sinalizadas quanto as orais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A comunidade surda participa dessas pesquisas como pesquisadora ou ainda est\u00e1 mais no lado dos pesquisados? Como v\u00ea esse protagonismo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Heloise Gripp Diniz<\/strong> &#8211; Inicialmente, os povos surdos eram convidados a participar como informantes em pesquisas, algumas vezes com a presen\u00e7a de int\u00e9rpretes de libras. A partir da d\u00e9cada de 2000, reconhecidos como minorias lingu\u00edsticas e culturais, os povos surdos come\u00e7aram a ser respeitados e valorizados. Um marco desse avan\u00e7o foi a forma\u00e7\u00e3o da primeira turma com o maior n\u00famero de estudantes surdos no primeiro curso de gradua\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia de Letras Libras (licenciatura e bacharelado), oferecido pelos 15 polos credenciados pela Universidade Federal de Santa Catarina, em 2006. Ao longo dos anos, esses estudantes surdos tornaram-se docentes em diversas universidades e institui\u00e7\u00f5es escolares, tanto p\u00fablicas quanto particulares, em todo o Brasil. Atualmente, o protagonismo surdo est\u00e1 em ascens\u00e3o, com a presen\u00e7a de mestres e doutores surdos, surdos-cegos, surdos com baixa vis\u00e3o e surdos ind\u00edgenas em diversas \u00e1reas acad\u00eamicas. Esse avan\u00e7o demonstra uma mudan\u00e7a significativa no reconhecimento e valoriza\u00e7\u00e3o das contribui\u00e7\u00f5es dos surdos para o ambiente acad\u00eamico e para a sociedade em geral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Voc\u00ea foi a primeira surda a ser doutora pelo Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Lingu\u00edstica da UFRJ, e a primeira a defender uma tese inteiramente em libras no programa. O que isso representa?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Heloise Gripp Diniz<\/strong>\u00a0&#8211; \u00c9 uma imensa honra para nossos povos surdos e as comunidades surdas que, ao longo do s\u00e9culo 19 at\u00e9 os dias de hoje, estiveram e ainda est\u00e3o engajados na luta por movimentos lingu\u00edsticos e socioculturais. Essa luta visa reivindicar os direitos lingu\u00edsticos e culturais dos povos surdos, surdos-cegos, surdos com baixa vis\u00e3o e surdos ind\u00edgenas, incluindo as l\u00ednguas de sinais de suas comunidades, al\u00e9m da libras. Como filha de pais surdos, reconhecemos que somos os protagonistas das gera\u00e7\u00f5es surdas, dando in\u00edcio ao princ\u00edpio de &#8220;Nada sobre n\u00f3s sem n\u00f3s&#8221;. Esse reconhecimento representa uma continuidade na forma\u00e7\u00e3o dos primeiros doutores surdos em rela\u00e7\u00e3o ao mundo de surdos e \u00e0 libras, destacando figuras inspiradoras como a professora surda Gladis Perlin, que se tornou doutora em 2003. Este avan\u00e7o n\u00e3o apenas celebra as conquistas individuais, mas tamb\u00e9m fortalece o movimento mais amplo em prol dos direitos, inclus\u00e3o social e reconhecimento dos povos surdos e das comunidades surdas, tanto acad\u00eamicas quanto n\u00e3o acad\u00eamicas. Essa conquista simboliza um passo significativo rumo \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o, visibilidade e respeito pelas contribui\u00e7\u00f5es e perspectivas \u00fanicas dos surdos em todos os aspectos da sociedade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0Seu trabalho de doutorado foi sobre varia\u00e7\u00f5es fonol\u00f3gicas das letras feitas com as m\u00e3os na l\u00edngua de sinais. Pode explicar um pouco como a fonologia, que \u00e9 o estudo do som, \u00e9 abordada no estudo da libras?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Heloise Gripp Diniz<\/strong>\u00a0&#8211; Na libras, a produ\u00e7\u00e3o de sinais, equivalentes \u00e0s palavras em portugu\u00eas, e o uso de express\u00f5es n\u00e3o manuais e corporais fazem parte da modalidade viso-gestual. Nessa modalidade, a comunica\u00e7\u00e3o ocorre no aparelho articulat\u00f3rio de maneira tridimensional, diferentemente da produ\u00e7\u00e3o de palavras no aparelho fonador, que segue uma abordagem linear. Cada sinal em libras \u00e9 formado pelos par\u00e2metros fonol\u00f3gicos espec\u00edficos das l\u00ednguas de sinais, que incluem a configura\u00e7\u00e3o da m\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o da palma, movimento, dire\u00e7\u00e3o e loca\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o de sinais, existe o uso de letras manuais por meio do alfabeto manual, no qual cada letra \u00e9 representada pela forma da m\u00e3o. Minha pesquisa evidencia que h\u00e1 varia\u00e7\u00e3o fonol\u00f3gica nas letras manuais de acordo com a soletra\u00e7\u00e3o manual, destacando a diversidade e a riqueza lingu\u00edstica presentes nesse aspecto da libras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0O portugu\u00eas falado no Brasil tem muitas varia\u00e7\u00f5es regionais e at\u00e9 dentro de uma mesma regi\u00e3o. Pode falar um pouco sobre a variedade lingu\u00edstica da l\u00edngua brasileira de sinais?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<strong>Heloise Gripp Diniz<\/strong>\u00a0&#8211; Assim como ocorre em todas as l\u00ednguas humanas, a libras apresenta variedades lingu\u00edsticas, nas quais os sinais podem ter suas variantes. Semelhante ao portugu\u00eas, os aspectos culturais e hist\u00f3ricos das comunidades surdas de uma regi\u00e3o espec\u00edfica podem influenciar a representa\u00e7\u00e3o de certos conceitos em sinais, resultando em varia\u00e7\u00e3o regional na libras. Isso inclui sinais espec\u00edficos para localidades, tradi\u00e7\u00f5es locais, alimentos t\u00edpicos e eventos culturais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quais s\u00e3o as dificuldades de pesquisar a l\u00edngua brasileira de sinais quando consideramos, por exemplo, refer\u00eancias acad\u00eamicas, observa\u00e7\u00e3o dos objetos de estudos e recursos dispon\u00edveis?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Heloise Gripp Diniz<\/strong>\u00a0&#8211; A maioria das publica\u00e7\u00f5es resultantes de pesquisas lingu\u00edsticas sobre as l\u00ednguas de sinais \u00e9 predominantemente textual, muitas vezes carecendo de ilustra\u00e7\u00f5es ou apresentando apenas algumas imagens est\u00e1ticas. Esse enfoque limitado prejudica a compreens\u00e3o plena da estrutura lingu\u00edstica da libras. A l\u00edngua de sinais n\u00e3o se resume apenas aos sinais, mas \u00e9 complementada pelos morfemas classificadores e pelas express\u00f5es n\u00e3o manuais e corporais, bem como pelo espa\u00e7o da sinaliza\u00e7\u00e3o e o contato do olhar.\u00a0 Al\u00e9m disso, as pesquisas lingu\u00edsticas nessas l\u00ednguas muitas vezes s\u00e3o conduzidas principalmente por meio de refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas, com uma quantidade reduzida de estudos baseados em experi\u00eancias e intera\u00e7\u00f5es diretas com os povos surdos e a libras, bem como com os povos ind\u00edgenas e suas l\u00ednguas. Recentemente, contudo, as pesquisas lingu\u00edsticas sobre as l\u00ednguas de sinais t\u00eam adotado recursos tecnol\u00f3gicos avan\u00e7ados, como o uso de\u00a0<em>links<\/em>\u00a0de v\u00eddeos, c\u00f3digos de barras digitais e\u00a0<em>QR Codes<\/em>. S\u00e3o inova\u00e7\u00f5es que t\u00eam contribu\u00eddo significativamente para uma representa\u00e7\u00e3o mais din\u00e2mica e fiel da linguagem de sinais, respeitando, assim, sua verdadeira estrutura lingu\u00edstica. Essa mudan\u00e7a na abordagem de pesquisa promove uma compreens\u00e3o mais aprofundada e aut\u00eantica das nuances presentes nas l\u00ednguas de sinais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0&#8211; No seu percurso acad\u00eamico, como a falta de acessibilidade j\u00e1 a prejudicou na hora de acompanhar aulas, apresentar trabalhos e conseguir empregos?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Heloise Gripp Diniz<\/strong>\u00a0&#8211; Durante o meu percurso acad\u00eamico no doutorado, enfrentei desafios relacionados \u00e0 falta de int\u00e9rpretes de libras e algumas vezes com alguns int\u00e9rpretes pouco habilitados em n\u00edvel superior em algumas aulas, o que resultou em preju\u00edzos para o meu aprendizado e participa\u00e7\u00e3o nas discuss\u00f5es com a turma em sala de aula. A maioria dos professores n\u00e3o tem conhecimento acerca das l\u00ednguas de sinais e da escrita de sinais, e h\u00e1 uma escassez de conte\u00fados espec\u00edficos sobre o tema. Para contornar a quest\u00e3o, alguns professores enviam seu material com anteced\u00eancia para a equipe de int\u00e9rpretes de libras, permitindo estudo dirigido antes das interpreta\u00e7\u00f5es em sala de aula.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\nAl\u00e9m disso, reuni\u00f5es com professores orientadores \u00e0s vezes s\u00e3o adiadas devido \u00e0 disponibilidade limitada da equipe de int\u00e9rpretes de libras. Esses desafios destacam a necessidade de uma maior conscientiza\u00e7\u00e3o sobre as demandas espec\u00edficas dos alunos surdos no contexto acad\u00eamico, buscando estrat\u00e9gias mais eficazes para garantir sua plena participa\u00e7\u00e3o e acesso ao conhecimento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea \u00e9 professora do Departamento de Libras na UFRJ. Como avaliaria a inclus\u00e3o de alunos com defici\u00eancia auditiva no seu curso e compararia com a universidade como um todo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<strong>Heloise Gripp Diniz<\/strong>\u00a0&#8211; Os estudantes surdos que ingressam no nosso curso de letras libras para se formarem professores de libras t\u00eam acesso a algumas informa\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas da universidade atrav\u00e9s de v\u00eddeos gravados em libras, dispon\u00edveis no\u00a0<em>site\u00a0<\/em>do nosso departamento, e de materiais did\u00e1ticos acess\u00edveis, como tradu\u00e7\u00f5es do portugu\u00eas para libras por meio de v\u00eddeos gravados, uso de legendas e realiza\u00e7\u00e3o de atividades acad\u00eamicas em duas l\u00ednguas: libras e portugu\u00eas, com avalia\u00e7\u00e3o diferenciada respeitando a estrutura da libras, conforme previsto no Decreto n\u00ba 5.626\/2005. Algumas disciplinas s\u00e3o ministradas por professores n\u00e3o fluentes em libras, contando com a presen\u00e7a de int\u00e9rpretes nas salas de aula e com recursos visuais. Ao avaliar a inclus\u00e3o dos estudantes surdos na universidade, levamos em considera\u00e7\u00e3o as pol\u00edticas de acessibilidade adotadas pela faculdade de letras aos poucos, pois h\u00e1 um esfor\u00e7o constante para conscientizar toda a comunidade acad\u00eamica ouvinte da universidade sobre os direitos lingu\u00edsticos e culturais dos alunos surdos. No entanto, reconhecemos a necessidade de melhorias cont\u00ednuas para assegurar plenamente esses direitos para os alunos, inclusive para n\u00f3s, os docentes surdos nos espa\u00e7os administrativos. Isso inclui a avalia\u00e7\u00e3o da qualidade de forma\u00e7\u00e3o e profissionalismo dos int\u00e9rpretes de libras, bem como o desenvolvimento de cursos de libras destinados a profissionais e t\u00e9cnicos de diversas \u00e1reas, capacitando-os para atua\u00e7\u00e3o em ambientes escolares e administrativos. Estamos cientes de que ainda h\u00e1 desafios a serem superados, especialmente considerando a presen\u00e7a de estudantes surdos em outros cursos de gradua\u00e7\u00e3o, como medicina, direito, educa\u00e7\u00e3o e cursos de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em lingu\u00edstica, educa\u00e7\u00e3o e ci\u00eancias da literatura na UFRJ.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">agenciabrasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma tese de doutorado sobre a l\u00edngua brasileira de sinais (libras) defendida na pr\u00f3pria l\u00edngua brasileira de sinais. 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