 {"id":4428,"date":"2023-08-04T08:24:18","date_gmt":"2023-08-04T11:24:18","guid":{"rendered":"https:\/\/portalmidia.net\/?p=4428"},"modified":"2023-08-04T08:24:18","modified_gmt":"2023-08-04T11:24:18","slug":"especialistas-discutem-formas-de-melhorar-acesso-a-cannabis-medicinal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/2023\/08\/04\/especialistas-discutem-formas-de-melhorar-acesso-a-cannabis-medicinal\/","title":{"rendered":"Especialistas discutem formas de melhorar acesso \u00e0 cannabis medicinal"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro contato de Vivian Dalla Colletta com a\u00a0<em>cannabis<\/em>\u00a0foi h\u00e1 oito anos. \u201cCareta\u201d, como ela mesma se definiu, sem sequer tomar refrigerante ou bebidas alco\u00f3licas, ela nunca pensou nessa possibilidade de uso. Mas as intensas dores que ela enfrentava por causa de uma fibromialgia a puseram em contato com a planta\u00a0medicinal, para fins terap\u00eauticos.<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1547436&amp;o=node\" \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1547436&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMinha hist\u00f3ria com a\u00a0<em>cannabis<\/em>\u00a0come\u00e7a h\u00e1 oito anos. Tenho fibromialgia, que \u00e9 uma s\u00edndrome de dor cr\u00f4nica. Ent\u00e3o, sinto muita dor no corpo inteiro, a toda hora\u201d, disse em entrevista \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>. \u201cSempre controlei minha fibromialgia com exerc\u00edcio f\u00edsico. S\u00f3 que em 2015\u00a0tive uma apendicite e fiz uma cirurgia \u00e0s pressas e, nessa cirurgia, foi lesionado o nervo da perna. Ent\u00e3o comecei a ter choques e dores intensos, a ponto de desmaiar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por causa disso, passou a tomar quatro rem\u00e9dios de tarja vermelha [medicamentos que devem ser prescritos por um profissional]. \u201cE o m\u00e9dico queria me passar um quinto [rem\u00e9dio]. Fiquei assustada com isso. N\u00e3o era poss\u00edvel que ele quisesse me passar um quinto medicamento enquanto eu continuava gritando de dor. N\u00e3o funcionava. E a\u00ed eu lembrei de paciente com c\u00e2ncer que fumava maconha para aliviar a dor\u201d, contou a farmac\u00eautica, que tamb\u00e9m \u00e9 pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e fundadora do Instituto Dalla Cannabis Ensino&amp;Pesquisa.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/aNsxjWCwWPV6fJvZRdS8qy8lN7c=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/congresso_cannabis01.jpg?itok=E-CXFrK-\" alt=\"S\u00e3o Paulo (SP), 03\/07\/2023,    2\u00b0 edi\u00e7\u00e3o do CICMED re\u00fane  mais de 800 participantes entre especialistas, palestrantes, m\u00e9dicos e expositores, no Wyndham S\u00e3oo Paulo Paulista. Na foto a Palestrante Vivian Dalla Colletta. Foto Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">Vivian Dalla Colleta come\u00e7ou a usar\u00a0<em>cannabis<\/em>\u00a0para se livrar de dores cr\u00f4nicas &#8211;\u00a0<strong>Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNunca tinha colocado um cigarro de tabaco na boca e, no desespero, fui querer fumar maconha. L\u00f3gico que isso n\u00e3o deu certo\u201d. Foi ent\u00e3o que\u00a0passou a usar o \u00f3leo de\u00a0<em>cannabis<\/em>, que atua no sistema nervoso central e \u00e9 extra\u00eddo da\u00a0<em>cannabis sativa<\/em>, a planta da maconha. \u201cN\u00e3o tomei mais nenhum medicamento, s\u00f3 tomei o extrato da planta, que eu tomo at\u00e9 hoje. N\u00e3o tomo mais medicamentos para dor, s\u00f3 a\u00a0<em>cannabis<\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 a\u00a0<em>cannabis<\/em>\u00a0tamb\u00e9m que a tem auxiliado nessa nova etapa de sua vida, ap\u00f3s uma cirurgia recente de um c\u00e2ncer no intestino. \u201cMas para o c\u00e2ncer, em especial, [o uso da\u00a0<em>cannabis<\/em>] \u00e9 algo que ainda precisa ser estudado\u201d, ressaltou ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A\u00a0<strong>Ag\u00eancia Brasil<\/strong>\u00a0conversou com Dalla, como ela prefere ser chamada, durante a\u00a02\u00aa edi\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia Internacional da Cannabis Medicinal (CICMED),\u00a0realizada em S\u00e3o Paulo at\u00e9 o pr\u00f3ximo s\u00e1bado (5). O evento conta com a participa\u00e7\u00e3o de palestrantes internacionais e nacionais, al\u00e9m de laborat\u00f3rios e distribuidores de medicamentos a base de\u00a0<em>cannabis<\/em>\u00a0medicinal, para debater e difundir as novas tend\u00eancias de uso da subst\u00e2ncia em diversos campos da medicina.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Acesso<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo estudos cient\u00edficos,\u00a0a\u00a0<em>cannabis<\/em>\u00a0tem utilidade m\u00e9dica para tratar diversas doen\u00e7as, entre elas, neurol\u00f3gicas,\u00a0e n\u00e3o h\u00e1 relatos de que cause depend\u00eancia. No entanto, o\u00a0uso n\u00e3o \u00e9 livre no Brasil e para ter acesso\u00a0\u00e9 preciso que um m\u00e9dico fa\u00e7a a prescri\u00e7\u00e3o. At\u00e9 2015, por exemplo, a venda de algum produto com canabidiol, subst\u00e2ncia derivada da\u00a0<em>cannabis<\/em>,\u00a0era proibida no pa\u00eds. Mas a partir disso, a Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (Anvisa) passou a colocar o canabidiol na lista de\u00a0subst\u00e2ncia controlada. Isso significa que empresas interessadas em produzir ou vender derivados dessa subst\u00e2ncia precisam obter um registro na Anvisa e que pacientes precisam de receita m\u00e9dica para comprar o produto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, h\u00e1 tr\u00eas formas de acesso ao canabidiol: em farm\u00e1cias, por meio de associa\u00e7\u00f5es ou por importa\u00e7\u00e3o. Ainda n\u00e3o existe uma pol\u00edtica de fornecimento gratuito de produtos \u00e0 base de canabidiol por meio do Sistema \u00danico da Sa\u00fade (SUS). O que h\u00e1 s\u00e3o projetos em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso Nacional, por exemplo, buscando garantir o acesso ao SUS para pacientes que precisam dessas terapias.<\/p>\n<blockquote><p>\u201cEm termos medicinais, [os prejudicados] s\u00e3o os pacientes. Na explora\u00e7\u00e3o industrial, s\u00e3o as empresas, que poderiam gerar renda, emprego e impostos. E tem tamb\u00e9m essa quest\u00e3o envolvendo o uso adulto, que acaba sem ter um limite do que \u00e9 e o que n\u00e3o \u00e9 [permitido] e pessoas acabam sendo presas por isso\u201d, disse o advogado Leonardo Navarro, que atua no direito m\u00e9dico da sa\u00fade.<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o advogado, que tamb\u00e9m faz uso da\u00a0<em>cannabis<\/em> medicinal por causa de um dist\u00farbio do sono, uma lei federal \u201cviria pacificar\u201d o assunto, o que diminuiria custos e aumentaria o acesso dos pacientes que necessitam dessa terapia. \u201cCom uma lei que disciplina o que \u00e9 o produto, o que ele pode, se pode ter forma aliment\u00edcia ou industrial, por exemplo, e quais os crit\u00e9rios para serem considerados medicinais, voc\u00ea passa seguran\u00e7a para todo mundo, voc\u00ea cria um sistema com seguran\u00e7a jur\u00eddica. Hoje, a regula\u00e7\u00e3o que a Anvisa fez \u00e9 boa. Mas ela \u00e9 em cima de uma resolu\u00e7\u00e3o de uma diretoria colegiada. Se a diretoria colegiada amanh\u00e3 muda, a gente tem um risco de altera\u00e7\u00e3o daquilo que j\u00e1 foi feito. Ent\u00e3o, n\u00e3o podemos ficar com regula\u00e7\u00e3o de segundo escal\u00e3o. Temos que ter regula\u00e7\u00e3o a n\u00edvel legal\u201d.<\/p>\n<div class=\"dnd-widget-wrapper context-cheio_8colunas type-image\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"dnd-atom-rendered\">\n<div class=\"shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100\"><img decoding=\"async\" class=\"flex-fill img-cover\" title=\"Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/B2iR9rPDNYMwvxhsu3RgUPvIzn0=\/754x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/congresso_cannabis04.jpg?itok=SB9Vdki5\" alt=\"S\u00e3o Paulo (SP), 03\/07\/2023,    2\u00b0 edi\u00e7\u00e3o do CICMED re\u00fane  mais de 800 participantes entre especialistas, palestrantes, m\u00e9dicos e expositores, no Wyndham S\u00e3oo Paulo Paulista. Na foto o Palestrante Leonardo Navarro. Foto Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\" \/><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"dnd-caption-wrapper\">\n<h6 class=\"meta\">Navarro defende que uso da<em>\u00a0cannabis<\/em>\u00a0deve ser regulamentado por lei-\u00a0<strong>Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na aus\u00eancia de um marco regulat\u00f3rio nacional, o que tem surgido atualmente no Brasil s\u00e3o tentativas de propor projetos de lei em n\u00edvel estadual para garantir que os produtos \u00e0 base de\u00a0<em>cannabis<\/em>\u00a0estejam dispon\u00edveis pelo\u00a0SUS. \u201cO que temos observado ultimamente \u00e9 um grande movimento dos estados e das assembleias legislativas estaduais para criarem mecanismos para fornecimento de produtos \u00e0 base de\u00a0<em>cannabis<\/em>\u00a0pelo SUS. Pelo \u00faltimo levantamento, acho que 25 estados possuem ou lei aprovada ou em discuss\u00e3o legislativa. E os que possuem lei aprovada est\u00e3o em fase de regula\u00e7\u00e3o, o que define patologia, forma de acesso e tipo de produto\u201d, explicou o advogado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o biotecnologista Gabriel Barbosa, supervisor de Pesquisa e Desenvolvimento e\u00a0de Assuntos Regulat\u00f3rios da empresa HempMeds Brasil, o estabelecimento de um marco regulat\u00f3rio sobre o tema poder\u00a0fazer com que o custo do medicamento caia enormemente no pa\u00eds. \u201cJ\u00e1 ouvi estimativas de que talvez a gente consiga baixar entre 30% e 50% o custo desse medicamento\u201d, disse, citando que, ao importar um medicamento, entre 30% a 35% do custo dele se refere a impostos para nacionaliza\u00e7\u00e3o. Segundo Barbosa, a regula\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m poderia facilitar o acesso para cerca de 6 a 7 milh\u00f5es de brasileiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cPrecisamos de uma legisla\u00e7\u00e3o que sustente tudo isso. J\u00e1 \u00e9 previsto na legisla\u00e7\u00e3o o cultivo para fins m\u00e9dicos e cient\u00edficos, mas precisamos estabelecer par\u00e2metros de como isso ser\u00e1 feito, quem vai fazer, em que condi\u00e7\u00f5es, e garantir que isso esteja de acordo com os ditames e conven\u00e7\u00f5es internacionais\u201d, disse Barbosa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o biotecnologista, o Brasil est\u00e1 muito avan\u00e7ado em termos de uso medicinal da\u00a0<em>cannabis<\/em>, mas enfrenta problemas quando se pensa no acesso \u00e0 mat\u00e9ria-prima. \u201cEstamos em um pa\u00eds que \u00e9 um dos principais exportadores agr\u00edcolas do mundo, mas a gente depende exclusivamente de mat\u00e9ria-prima estrangeira para um produto que poderia estar sendo cultivado aqui no Brasil\u201d.\u00a0 Barbosa defende que est\u00e1 na hora de o Brasil\u00a0produzir e vender, e n\u00e3o s\u00f3 comprar a mat\u00e9ria prima. &#8220;Est\u00e1 na hora de tratar nossos pacientes e fazer com que essa riqueza permane\u00e7a e seja desenvolvida aqui no Brasil. Se a gente puder, de alguma maneira, cultivar [a planta] aqui no Brasil, o custo ser\u00e1 reduzido, o acesso ser\u00e1 facilitado&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Vivian Dalla Colleta, o acesso \u00e0\u00a0<em>cannabis<\/em>\u00a0medicinal poderia ser facilitado no Brasil por meio das\u00a0<a href=\"https:\/\/memoria.ebc.com.br\/noticias\/saude\/2015\/10\/farmacia-viva-distribui-fitoterapicos-em-22-unidades-de-saude-do-df\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Farm\u00e1cias Vivas<\/a>, um programa que foi institu\u00eddo em 2010 pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com\u00a0compet\u00eancia para produzir fitoter\u00e1picos.\u00a0O programa, segundo o minist\u00e9rio, compreende todas as etapas, desde o cultivo, \u00e0\u00a0coleta, o processamento,\u00a0o armazenamento de plantas medicinais\u00a0at\u00e9\u00a0a manipula\u00e7\u00e3o. \u201cA forma que eu acho que seria mais efetiva seriam as Farm\u00e1cias Vivas, um projeto do governo federal onde \u00e9 poss\u00edvel cultivar plantas medicinais, transformar em fito-medicamento e distribuir para a popula\u00e7\u00e3o via SUS. Isso j\u00e1 existe. O problema \u00e9 que n\u00e3o existe lei que proteja a Farm\u00e1cia Viva\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>agenciabrasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O primeiro contato de Vivian Dalla Colletta com a\u00a0cannabis\u00a0foi h\u00e1 oito anos. \u201cCareta\u201d, como ela mesma se definiu, sem sequer tomar refrigerante ou bebidas alco\u00f3licas, ela nunca pensou nessa possibilidade de uso. 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