 {"id":47350,"date":"2025-03-05T08:55:45","date_gmt":"2025-03-05T11:55:45","guid":{"rendered":"https:\/\/portalmidia.net\/?p=47350"},"modified":"2025-03-05T08:55:45","modified_gmt":"2025-03-05T11:55:45","slug":"entidades-medicas-pedem-faixa-etaria-maior-para-mamografia-de-rastreio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/2025\/03\/05\/entidades-medicas-pedem-faixa-etaria-maior-para-mamografia-de-rastreio\/","title":{"rendered":"Entidades m\u00e9dicas pedem faixa et\u00e1ria maior para mamografia de rastreio"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Entidades m\u00e9dicas apresentaram \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) um parecer defendendo a mamografia de rastreio para todas as mulheres entre 40 e 74 anos. O documento tenta mudar o crit\u00e9rio a ser usado pela ANS para certificar planos de sa\u00fade em seu novo programa de valoriza\u00e7\u00e3o \u00e0s boas pr\u00e1ticas no tratamento do c\u00e2ncer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em dezembro do ano passado, a Ag\u00eancia lan\u00e7ou uma consulta p\u00fablica para receber contribui\u00e7\u00f5es sobre o programa, e divulgou a cartilha preliminar com orienta\u00e7\u00f5es e crit\u00e9rios para os planos de sa\u00fade que desejarem obter a certifica\u00e7\u00e3o. Mas acabou sendo alvo de protestos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos principais crit\u00e9rios \u00e9 a realiza\u00e7\u00e3o de rastreamento organizado, ou seja, a convoca\u00e7\u00e3o das usu\u00e1rias para realizarem exames regularmente, mesmo sem sintomas. No caso do c\u00e2ncer de mama, a cartilha seguiu o protocolo do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e do Instituto Nacional do C\u00e2ncer (Inca): mamografias a cada dois anos para as mulheres com idades entre 50 e 69 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas para as entidades m\u00e9dicas, essa faixa et\u00e1ria exclui uma parcela importante da popula\u00e7\u00e3o. Ap\u00f3s os protestos, a ANS concedeu um prazo de um m\u00eas para que as organiza\u00e7\u00f5es apresentassem um parecer com evid\u00eancias cient\u00edficas, o que foi feito na semana passada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Aumento de casos<\/strong><br \/>\nElaborado em conjunto pelo Col\u00e9gio Brasileiro de Radiologia e Diagn\u00f3stico por Imagem, Sociedade Brasileira de Mastologia e Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Ginecologia e Obstetr\u00edcia, o parecer argumenta que em 2024, 22% das mulheres que morreram por c\u00e2ncer de mama no Brasil tinham menos de 50 anos, e 34% tinham mais de 70.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os estudos reunidos no documento tamb\u00e9m apontam que houve crescimento de casos de c\u00e2ncer em mulheres mais jovens, e que esses tumores geralmente s\u00e3o mais agressivos e tem mais risco de met\u00e1stase.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para as entidades m\u00e9dicas, a mamografia deve incluir essas pessoas, porque o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer em pessoas assintom\u00e1ticas, a partir de exames de imagem, demanda tratamentos que impactam menos a qualidade de vida da paciente, e tem menos risco de recidivas, met\u00e1stases e mortalidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo grupo do rastreamento, o tumor \u00e9 detectado no est\u00e1gio inicial e apresenta caracter\u00edsticas biol\u00f3gicas menos agressivas, permitindo maior n\u00famero de cirurgias conservadoras da mama. Essas pacientes tamb\u00e9m possuem menos indica\u00e7\u00e3o de quimioterapia, consequentemente com menores efeitos colaterais do tratamento\u201d diz o parecer.<br \/>\nE as entidades complementam: \u201co diagn\u00f3stico precoce tamb\u00e9m \u00e9 custo-efetivo e se associa a benef\u00edcios econ\u00f4micos, porque reduz os custos do tratamento, ao evitar terapias caras para c\u00e2nceres em est\u00e1gios avan\u00e7ados\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Efetividade<\/strong><br \/>\nMas de acordo com o diretor-geral do Inca, Roberto Gil, n\u00e3o h\u00e1 discuss\u00e3o sobre os benef\u00edcios do diagn\u00f3stico precoce, mas sim sobre a efetividade de aumentar a idade dos exames de rastreamento, que devem ser feitos por todas as mulheres, quando n\u00e3o h\u00e1 sintomas ou suspeita.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Nossa quest\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 baseada na incid\u00eancia da doen\u00e7a abaixo dos 50 anos, mas nas fortes evid\u00eancias de que o rastreamento abaixo de 50 anos n\u00e3o tem sensibilidade, aumentando o risco de sobrediagn\u00f3stico e de maior n\u00famero de interven\u00e7\u00f5es, sobrecarregando todo o sistema de Sa\u00fade\u201d, afirmou Gil na quinta-feira (27).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista anterior \u00e0 Ag\u00eancia Brasil,\u00a0Gil enfatizou: &#8220;A informa\u00e7\u00e3o cient\u00edfica que temos hoje n\u00e3o \u00e9 da opini\u00e3o de um especialista, \u00e9 da literatura m\u00e9dica, avaliada com o n\u00edvel de evid\u00eancia 1, meta-an\u00e1lise e estudo randomizado, que \u00e9 o maior n\u00edvel de evid\u00eancia que se tem. Grande parte dos trabalhos n\u00e3o conseguiu mostrar nenhum aumento de sobrevida na faixa dos 40 aos 50 anos. S\u00f3 houve aumento de sobrevida na faixa de 50 a 69 anos.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com ele, isso se explica pela maior densidade da mama de mulheres mais jovens, o que aumenta as chances de um resultado falso positivo, que precisar\u00e1 ser descartado por exames adicionais, ou at\u00e9 por cirurgias desnecess\u00e1rias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Entidades m\u00e9dicas apresentaram \u00e0 Ag\u00eancia Nacional de Sa\u00fade Suplementar (ANS) um parecer defendendo a mamografia de rastreio para todas as mulheres entre 40 e 74 anos. 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