 {"id":57157,"date":"2025-12-01T07:07:05","date_gmt":"2025-12-01T10:07:05","guid":{"rendered":"https:\/\/portalmidia.net\/?p=57157"},"modified":"2025-12-01T07:07:05","modified_gmt":"2025-12-01T10:07:05","slug":"fliparaiba-2025-encerra-programacao-com-literatura-infantojuvenil-discussoes-e-shows-e-confirmacao-da-edicao-de-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/2025\/12\/01\/fliparaiba-2025-encerra-programacao-com-literatura-infantojuvenil-discussoes-e-shows-e-confirmacao-da-edicao-de-2026\/","title":{"rendered":"FliPara\u00edba 2025 encerra programa\u00e7\u00e3o com literatura infantojuvenil, discuss\u00f5es e shows, e confirma\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o de 2026"},"content":{"rendered":"<p>O terceiro e \u00faltimo dia de programa\u00e7\u00e3o do Festival Liter\u00e1rio Internacional da Para\u00edba (FliPara\u00edba 2025), realizado no Centro Cultural S\u00e3o Francisco, em Jo\u00e3o Pessoa, foi encerrado no s\u00e1bado (29), com literatura infantojuvenil, discuss\u00f5es tem\u00e1ticas e shows das artistas Joyce Alane e Mariana Aydar. Prestigiado por mais de 18 mil pessoas durante os tr\u00eas dias, o festival se consolida como um evento liter\u00e1rio da Para\u00edba, numa realiza\u00e7\u00e3o do Governo da Para\u00edba, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult-PB). O secret\u00e1rio da Cultura, Pedro Santos, afirmou que conclui o festival deste ano com sensa\u00e7\u00e3o de miss\u00e3o cumprida e confirmou a edi\u00e7\u00e3o de 2026 que ter\u00e1 o tema Para\u00edba Afro-Latina: Ecos da Di\u00e1spora, Vozes do Sul Global.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-57159\" src=\"https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1342-600x400.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1342-600x400.jpeg 600w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1342-300x200.jpeg 300w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1342-768x512.jpeg 768w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1342-1536x1024.jpeg 1536w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1342-2048x1365.jpeg 2048w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1342-150x100.jpeg 150w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1342-330x220.jpeg 330w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1342-420x280.jpeg 420w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1342-510x340.jpeg 510w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/>Pedro Santos ressaltou o sucesso do FliPara\u00edba 2025 e a satisfa\u00e7\u00e3o da miss\u00e3o cumprida enquanto secret\u00e1rio, agora tamb\u00e9m construindo o festival de 2026. &#8220;A sensa\u00e7\u00e3o \u00e9 de plena satisfa\u00e7\u00e3o. O FliPara\u00edba \u00e9 um festival que se consolida como um evento da Para\u00edba e foi legitimado pela presen\u00e7a das pessoas que comp\u00f5em essa diversidade t\u00e3o rica, presente e pulsante na cultura paraibana. Neste ano inserimos as vozes das ruas, das periferias, das ancestralidades, das di\u00e1sporas, das aldeias, dos ranchos, dos quilombos, fortalecendo o protagonismo da nossa gente. Ent\u00e3o quero agradecer ao governador Jo\u00e3o Azev\u00eado pela confian\u00e7a depositada, e posso concluir que n\u00e3o h\u00e1 mais margens ou fronteiras para este festival. Em 2026 vamos construir esse sonho que \u00e9 integrar a \u00c1frica e a Am\u00e9rica Latina, em torno das discuss\u00f5es liter\u00e1rias do sul global. Vida longa ao FliPara\u00edba&#8221;, pontuou.<\/p>\n<p>Um dos diferenciais deste ano foi o Espa\u00e7o Curumim, dedicado ao p\u00fablico infantojuvenil, que durante todo o dia teve apresenta\u00e7\u00e3o de tor\u00e9 ind\u00edgena infantil, conta\u00e7\u00e3o de hist\u00f3rias quilombolas, ind\u00edgenas e ciganas e teatro de bonecos. A professora aposentada Maria de F\u00e1tima Oliveira, av\u00f3 de Isabel de Maria (8 anos), levou a neta para prestigiar o espa\u00e7o. &#8220;Estou muito feliz por ter trazido Isabel para o festival, feliz por ela estar inserida aqui nesse espa\u00e7o que \u00e9 voltado especificamente para o p\u00fablico da idade dela e tamb\u00e9m pela riqueza cultural que essas crian\u00e7as t\u00eam hoje a oportunidade de vivenciar. Eu parabenizo a organiza\u00e7\u00e3o do evento por ter pensado nesse lugar infantil, pela import\u00e2ncia desse momento para as nossas crian\u00e7as e desejo que haja outras edi\u00e7\u00f5es deste festival de literatura aqui no nosso Centro Hist\u00f3rico, onde nasceu nossa cidade&#8221;, frisou.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-large wp-image-57160\" src=\"https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1339-600x450.jpeg\" alt=\"\" width=\"600\" height=\"450\" srcset=\"https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1339-600x450.jpeg 600w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1339-300x225.jpeg 300w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1339-768x576.jpeg 768w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1339-1536x1152.jpeg 1536w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1339-2048x1536.jpeg 2048w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1339-640x480.jpeg 640w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/IMG_1339-1000x750.jpeg 1000w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/>\u00c0 luz do tema central do evento, &#8216;Nossa L\u00edngua, Nossa Gente: ancestralidade, identidade e o futuro da democracia&#8217;, escritores renomados compuseram mesas tem\u00e1ticas. O jornalista e escritor S\u00e9rgio Botelho, discutiu o tema &#8216;Territ\u00f3rios liter\u00e1rios em tr\u00e2nsito &#8211; Escritas em movimento&#8217;.<\/p>\n<p>&#8220;Em publica\u00e7\u00f5es, como se fosse um di\u00e1rio da cidade de Jo\u00e3o Pessoa, venho assiduamente fazendo h\u00e1 tr\u00eas anos e mais ao longe de forma espor\u00e1dica, h\u00e1 15 anos sobre fatos, cen\u00e1rios e personalidades paraibanas. Trabalho com hist\u00f3ria, com H mai\u00fasculo e com est\u00f3rias que transportam a mim e aos meus leitores, pelos espa\u00e7os da cidade de Jo\u00e3o Pessoa atrav\u00e9s do tempo. Falo de uma urbe com mais de 400 anos, que exibe marcas de outras \u00e9pocas, a ponto de sendo a mesma, parecer muitas. \u00c9 um material liter\u00e1rio rico e emocionante. Nasci e me criei no Centro entre as d\u00e9cadas de 1950 e 1960, quando os espa\u00e7os da cidade possu\u00edam outras est\u00e9ticas e interagiam de forma diferente da atual. As lembran\u00e7as com que trabalho me permitem muitas vezes transitar pelo passado como algu\u00e9m que retorna a lugares conhecidos, mesmo quando esses lugares mudaram bastante ao longo do tempo&#8221;, comentou.<\/p>\n<p>Na mesa com o tema, &#8216;Literatura em travessia &#8211; Escrever em v\u00e1rias margens&#8217;, o jornalista e escritor Edney Silvestre destacou a import\u00e2ncia da reuni\u00e3o dos escritores que compuseram a mesa. &#8220;Como eu aprendi a ler em uma biblioteca p\u00fablica em Valen\u00e7a, eu pegava qualquer livro que houvesse l\u00e1, n\u00e3o tinha limites. N\u00e3o tinha limites de que autores, para qual idade, ent\u00e3o eu comecei a ler, lendo Machado de Assis, Jos\u00e9 de Alencar, Charles Dickens, Thomas Mann, que eu n\u00e3o sabia quem eram. Ent\u00e3o o fato de estarmos aqui, um portugu\u00eas, uma baiana, uma paraibana e um cara do interior do estado do Rio de Janeiro, \u00e9 uma reafirma\u00e7\u00e3o desse percurso da literatura, com as origens que forem. E o Van Gogh entra, o Van Gogh, o real, o personagem, o pintor, entra nessa travessia tamb\u00e9m, com uma viagem inesperada \u00e0 Paris em 2014&#8221;, explicou Edney Silvestre quando a falar sobre seu novo livro, &#8216;O \u00daltimo Van Gogh&#8217;.<\/p>\n<p>J\u00e1 em outra mesa de di\u00e1logos, o poeta e rapper pessoense, do bairro de Mangabeira, Filosofino comentou sobre a tem\u00e1tica &#8216;A rua \u00e9 n\u00f3s &#8211; Po\u00e9tica da insurg\u00eancia&#8217;. &#8220;O que despontou a partir desse movimento foi a artista Bixarte, que \u00e9 refer\u00eancia para a gente na m\u00fasica, na poesia. Essa galera j\u00e1 estava fazendo poesia, existe uma poesia que ela \u00e9 falada e ela n\u00e3o est\u00e1 sendo publicada, n\u00e3o est\u00e1 chegando nos ouvidos das pessoas, n\u00e9?! E essa poesia est\u00e1 na batalha, est\u00e1 na rua e ela est\u00e1 nos bancos de pra\u00e7a. A gente est\u00e1 conversando sobre a vida cotidiana, recitando e falando do nosso sentimento, do que vem de dentro e ali tamb\u00e9m \u00e9 um lugar de constru\u00e7\u00e3o de saberes e de difus\u00e3o de saberes ancestrais, n\u00e9?!Ent\u00e3o existe um conhecimento que est\u00e1 girando, que est\u00e1 sendo produzido dentro da quebrada, que n\u00e3o chega aos ouvidos de alguns&#8221;.<\/p>\n<p>E completou, &#8220;Incluir \u00e9 diferente de pertencer. A coisa acaba sendo um pouco mais ampla, \u00e9 mentalidade, constru\u00e7\u00e3o social, cultural, para que haja a mudan\u00e7a real que seja sentida pela galera. Parece que o processo \u00e9 lento mesmo. A gente precisa de uma mudan\u00e7a de mentalidade. Pensar que a rua tamb\u00e9m \u00e9 para ser ocupada por n\u00f3s. Da mesma forma que, tipo, assim, parece que existe uma cis\u00e3o entre o que \u00e9 dissidente, o que \u00e9 marginalizado, \u00e9 n\u00e3o pertencente, \u00e9 diferente, eu n\u00e3o participo aqui, eu n\u00e3o escuto, \u00e0s vezes voc\u00ea \u00e9 inclu\u00eddo na parada, mas voc\u00ea n\u00e3o \u00e9 ouvido&#8221;, ressaltou Filosofino.<\/p>\n<p>Outro ponto alto da programa\u00e7\u00e3o deste ano foi a inser\u00e7\u00e3o da Batalha do Conhecimento na programa\u00e7\u00e3o do evento, que, no s\u00e1bado, teve sua grande final. Sob o tema Literatura Paraibana, MC\u00b4s constru\u00edram rimas baseadas em publica\u00e7\u00f5es de escritores paraibanos renomados, 16 MC\u00b4s selecionados iniciaram a batalha na sexta-feira, quem passou de etapa disputou premia\u00e7\u00f5es. Ap\u00f3s escolha do p\u00fablico e dos jurados, Clow MC (Jo\u00e3o Pessoa-PB), foi premiado em primeiro lugar, com R$ 3 mil, em segundo lugar, Rank (Cabedelo-PB) que levou R$ 2 mil e em terceiro lugar, Jason MC (Recife-PE) com R$ 1 mil.<\/p>\n<p>Clow MC falou sobre a alegria em ter participado do festival liter\u00e1rio. &#8220;Meu Deus! Ent\u00e3o, prazerz\u00e3o, fam\u00edlia. A import\u00e2ncia do rap dentro do festival \u00e9 porque o rap tamb\u00e9m se encaixa como uma literatura, porque \u00e9 uma manifesta\u00e7\u00e3o verbal perif\u00e9rica, que foi gerada por pessoas perif\u00e9ricas que tiveram a acessibilidade para expressar suas opini\u00f5es, seus sentimentos do cotidiano,\u00a0\u00a0de tudo que se passa na sua vida, no seu dia a dia. Ter essa oportunidade de conseguir ocupar e expressar isso dentro de um festival de literatura \u00e9 de suma import\u00e2ncia para o movimento hip-hop&#8221;, pontuou, Clow MC, grande vencedor da Batalha do Conhecimento no FliPara\u00edba 2025.<\/p>\n<p>FliParaiba 2025<\/p>\n<p>O festival se consolidou como um evento liter\u00e1rio paraibano. Em tr\u00eas dias, mais de 18 mil pessoas circularam pelo evento. Foram mais de 30 autores convidados, destaques da literatura feita na Para\u00edba, no Brasil, na \u00c1frica e em Portugal, artistas paraibanos e nacionais passaram pelo palco principal de shows, trabalhos realizados pelos participantes das oficinas de cordel e de xilogravura, foram impressos para exposi\u00e7\u00e3o. Foram 158 lan\u00e7amentos de livros e sess\u00e3o de aut\u00f3grafos tomando conta do Pavilh\u00e3o Liter\u00e1rio. Os tor\u00e9s ind\u00edgenas dos anci\u00f5es potiguaras e dos caciques potiguaras e tabajaras, em um momento hist\u00f3rico de rito ancestral, tocaram e emocionaram quem prestigiava o evento. A exposi\u00e7\u00e3o Versos Parahybridos, que durante os tr\u00eas dias esteve exposta, reescrevendo a hist\u00f3ria de resist\u00eancia dos povos das comunidades ind\u00edgenas, quilombolas e ciganas da Para\u00edba e rememorando-as por meio de fotografias e poemas.<\/p>\n<p>O Festival Liter\u00e1rio Internacional da Para\u00edba (FliPara\u00edba 2025), foi realizado em parceria com a Empresa Paraibana de Comunica\u00e7\u00e3o (EPC), Funda\u00e7\u00e3o Espa\u00e7o Cultural (Funesc), Associa\u00e7\u00e3o Portugal Brasil 200 anos (APBRA) e Centro Cultural S\u00e3o Francisco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O terceiro e \u00faltimo dia de programa\u00e7\u00e3o do Festival Liter\u00e1rio Internacional da Para\u00edba (FliPara\u00edba 2025), realizado no Centro Cultural S\u00e3o Francisco, em Jo\u00e3o Pessoa, foi encerrado no s\u00e1bado (29), com literatura infantojuvenil, discuss\u00f5es tem\u00e1ticas e shows das artistas Joyce Alane e Mariana Aydar. 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