 {"id":58135,"date":"2026-01-20T19:46:28","date_gmt":"2026-01-20T22:46:28","guid":{"rendered":"https:\/\/portalmidia.net\/?p=58135"},"modified":"2026-01-20T19:46:28","modified_gmt":"2026-01-20T22:46:28","slug":"reforma-tributaria-especialistas-explicam-como-empresas-devem-lidar-com-fase-atual","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/2026\/01\/20\/reforma-tributaria-especialistas-explicam-como-empresas-devem-lidar-com-fase-atual\/","title":{"rendered":"Reforma tribut\u00e1ria: especialistas explicam como empresas devem lidar com fase atual"},"content":{"rendered":"<p>A reforma tribut\u00e1ria entrou, em 2026, na sua fase pr\u00e1tica. Ap\u00f3s anos de discuss\u00f5es e regulamenta\u00e7\u00f5es, o novo modelo come\u00e7a a ser testado na rotina das empresas, marcando uma mudan\u00e7a concreta na forma de registrar, apurar e organizar os tributos sobre o consumo. Especialistas alertam que, embora o per\u00edodo seja considerado experimental, as exig\u00eancias j\u00e1 impactam sistemas, processos internos e a atua\u00e7\u00e3o das \u00e1reas fiscal e cont\u00e1bil.<\/p>\n<p>Desde janeiro, o foco deixou de ser apenas o debate sobre a reforma e passou a ser a adapta\u00e7\u00e3o operacional. Para empresas e profissionais da contabilidade, 2026 representa um ponto de virada: mesmo com a transi\u00e7\u00e3o completa prevista at\u00e9 2033, as mudan\u00e7as que j\u00e1 est\u00e3o em vigor exigem aten\u00e7\u00e3o imediata e planejamento.<\/p>\n<p>Passaram a valer as novas regras para emiss\u00e3o de documentos fiscais eletr\u00f4nicos, que agora precisam contemplar campos espec\u00edficos relacionados ao novo modelo de tributa\u00e7\u00e3o sobre o consumo. Tamb\u00e9m entrou em opera\u00e7\u00e3o a fase experimental da CBS (Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os) e do IBS (Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os), com al\u00edquotas reduzidas, 0,9% para a CBS e 0,1% para o IBS.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo de testes, os valores recolhidos podem ser compensados e n\u00e3o h\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o de penalidades em caso de diverg\u00eancias, desde que as empresas cumpram corretamente as exig\u00eancias de emiss\u00e3o e escritura\u00e7\u00e3o fiscal. O objetivo \u00e9 permitir que contribuintes e Fisco validem sistemas, fluxos de informa\u00e7\u00e3o e processos antes da implementa\u00e7\u00e3o mais ampla do novo regime nos pr\u00f3ximos anos. A etapa atual \u00e9 decisiva para as rotinas de cadastro de produtos e servi\u00e7os, classifica\u00e7\u00e3o fiscal, emiss\u00e3o de NF-e e NFS-e e integra\u00e7\u00e3o com o SPED (Sistema P\u00fablico de Escritura\u00e7\u00e3o Digital). Erros agora n\u00e3o geram multas, mas funcionam como alertas importantes para corre\u00e7\u00f5es estruturais.<\/p>\n<p>\u201cA reforma saiu do campo te\u00f3rico e entrou na pr\u00e1tica. Mesmo sendo um ano de testes, as empresas j\u00e1 est\u00e3o lidando com novos registros, novos campos nas notas fiscais e crit\u00e9rios diferentes de apura\u00e7\u00e3o. Quem n\u00e3o se adapta agora corre o risco de enfrentar problemas maiores quando a cobran\u00e7a for efetiva\u201d, afirma Terezinha Carvalho, s\u00f3cia-fundadora da Sercon Servi\u00e7os Cont\u00e1beis. &#8220;Com a reforma j\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o, as demandas de adapta\u00e7\u00e3o tornaram-se concretas e as empresas precisam ter aten\u00e7\u00e3o redobrada na hora de repassar as informa\u00e7\u00f5es para a contabilidade. A revis\u00e3o dos sistemas fiscais e cont\u00e1beis precisam estar atualizados para emitir corretamente os documentos fiscais conforme o novo modelo. Tamb\u00e9m ganha import\u00e2ncia o treinamento das equipes internas, especialmente nas \u00e1reas fiscal, cont\u00e1bil e administrativa, para lidar com as novas rotinas e exig\u00eancias de compliance&#8221;, complementa Terezinha.<\/p>\n<p>Outro ponto cr\u00edtico \u00e9 o ajuste dos processos de emiss\u00e3o de notas fiscais eletr\u00f4nicas, tanto de mercadorias quanto de servi\u00e7os, considerando os novos c\u00f3digos e campos exigidos. Al\u00e9m disso, especialistas recomendam que as empresas realizem simula\u00e7\u00f5es de impacto financeiro e operacional, antecipando efeitos sobre custos, pre\u00e7os e margens \u00e0 medida que a transi\u00e7\u00e3o avance.<\/p>\n<p>Segundo Wagner Arnaud, s\u00f3cio-propriet\u00e1rio da Pontual Assessoria Cont\u00e1bil e da PontualMed, o ano de 2026 exige uma postura mais estrat\u00e9gica das empresas. \u201cMesmo com al\u00edquotas reduzidas e car\u00e1ter experimental, o novo modelo j\u00e1 muda a l\u00f3gica de controle e apura\u00e7\u00e3o dos tributos. Empresas de todos os portes precisam revisar seus sistemas de gest\u00e3o, treinar equipes e alinhar processos desde j\u00e1, para n\u00e3o serem surpreendidas mais adiante\u201d, destaca.<\/p>\n<p>&#8220;A integra\u00e7\u00e3o entre tecnologia, processos e conhecimento t\u00e9cnico \u00e9 o caminho para atravessar essa fase com mais seguran\u00e7a. N\u00e3o se trata apenas de cumprir uma obriga\u00e7\u00e3o legal. Quem entende agora como a reforma impacta seus pre\u00e7os, contratos e planejamento tribut\u00e1rio consegue reduzir incertezas e tomar decis\u00f5es mais conscientes\u201d, conclui Wagner.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A reforma tribut\u00e1ria entrou, em 2026, na sua fase pr\u00e1tica. Ap\u00f3s anos de discuss\u00f5es e regulamenta\u00e7\u00f5es, o novo modelo come\u00e7a a ser testado na rotina das empresas, marcando uma mudan\u00e7a concreta na forma de registrar, apurar e organizar os tributos sobre o consumo. 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