 {"id":60382,"date":"2026-04-30T21:34:52","date_gmt":"2026-05-01T00:34:52","guid":{"rendered":"https:\/\/portalmidia.net\/?p=60382"},"modified":"2026-04-30T21:34:52","modified_gmt":"2026-05-01T00:34:52","slug":"dia-do-trabalho-tem-origem-em-greve-de-operarios-nos-eua-em-1886-data-e-comemorada-em-muitos-paises-como-feriado-nacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/2026\/04\/30\/dia-do-trabalho-tem-origem-em-greve-de-operarios-nos-eua-em-1886-data-e-comemorada-em-muitos-paises-como-feriado-nacional\/","title":{"rendered":"Dia do Trabalho tem origem em greve de oper\u00e1rios nos EUA, em 1886; Data \u00e9 comemorada em muitos pa\u00edses como feriado nacional"},"content":{"rendered":"<p>O Dia Internacional do Trabalhador, tamb\u00e9m conhecido como Dia do Trabalhador ou Dia do Trabalho, comemorado anualmente em 1\u00ba de maio, \u00e9 feriado em muitos pa\u00edses.<\/p>\n<p>A data tem origem na greve geral iniciada por\u00a0trabalhadores norte-americanos em 1\u00ba de maio de 1886, em Chicago, que reivindicavam melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, principalmente a redu\u00e7\u00e3o da jornada que chegava a 17 ou 16 horas por dia para 8 horas di\u00e1rias. A greve resultou em confrontos violentos entre trabalhadores e pol\u00edcia, resultando na morte de manifestantes e tamb\u00e9m de policiais.<\/p>\n<p>O reconhecimento internacional ocorreu durante o congresso socialista Segunda Internacional, em Paris, em 1889, que convocou uma manifesta\u00e7\u00e3o internacional para 1\u00ba de maio de 1890, consagrando a data como dia de luta pela\u00a0conquista da jornada de trabalho de 8 horas\/dia e em mem\u00f3ria aos oper\u00e1rios mortos de Chicago.<\/p>\n<p>\u201cA\u00ed, tornou-se uma efem\u00e9ride mundial. A partir da\u00ed, os pa\u00edses e os trabalhadores foram adotando essa data, cada um de um jeito. Mas, de forma geral, o significado \u00e9 confronto. Era um dia de greve, um dia de luta, porque o patronato n\u00e3o queria absorver isso. Entendia que era custo a redu\u00e7\u00e3o de trabalho\u201d, disse \u00e0\u00a0Ag\u00eancia Brasil\u00a0o professor do Departamento de Hist\u00f3ria da Universidade Federal Fluminense (UFF), Bernardo Kocher.<\/p>\n<p>Naquele momento, a ind\u00fastria estava trocando a produ\u00e7\u00e3o: a remunera\u00e7\u00e3o por pe\u00e7a, passava a ser de\u00a0remunera\u00e7\u00e3o por carga, ou seja, por hora trabalhada.<\/p>\n<p>\u201dEnt\u00e3o, era poss\u00edvel reduzir a jornada, mas os patr\u00f5es n\u00e3o queriam isso, porque era aumento de custo: menos trabalho e mesmo sal\u00e1rio. Implicava diminuir jornada, mas n\u00e3o o sal\u00e1rio.\u201d<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o ia diminuir, porque eram menos horas trabalhadas e o custo continuaria igual. Ent\u00e3o, os trabalhadores lutavam, atrav\u00e9s de um dia de greve, como forma de manifestar a viabilidade de sua reivindica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Kocher explicou que com menos horas de trabalho, o oper\u00e1rio teria condi\u00e7\u00f5es de trabalhar melhor e isso resultaria em mais emprego, mais consumo. \u201cFoi uma batalha um tanto, digamos, f\u00edsica. Em alguns lugares, era confronto com a pol\u00edcia enquanto uma coisa simb\u00f3lica, de narrativa, para que a l\u00f3gica dos trabalhadores se sobrepusesse \u00e0 l\u00f3gica do capitalismo\u201d.<\/p>\n<p><strong>No Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio das\u00a0informa\u00e7\u00f5es que remetem a\u00a0oficializa\u00e7\u00e3o do Dia do Trabalho no Brasil\u00a0a 1924, com o\u00a0in\u00edcio da celebra\u00e7\u00e3o da data em 1925, pelo ent\u00e3o presidente Artur Bernardes, o professor de Hist\u00f3ria da UFF assegurou que o\u00a0feriado come\u00e7ou em 1890, junto com a proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica.<\/p>\n<p>\u201cEu fiz uma disserta\u00e7\u00e3o de mestrado sobre 1\u00ba de maio no Rio de Janeiro e constatei isso: 1890. O significado no Brasil, por\u00e9m, foi diferente, afirmou o professor. N\u00e3o foi de confronto. Por isso, d\u00e1 impress\u00e3o que n\u00e3o existiu. Foi uma coisa de cidadania, de manifesta\u00e7\u00e3o do\u00a0direito republicano.&#8221;<br \/>\n\u201cA classe oper\u00e1ria era muito segmentada. Mal comparando, \u00e9 como o povo das comunidades, que hoje \u00e9 segmentado. Ent\u00e3o, ningu\u00e9m sabe o que acontece l\u00e1, n\u00e3o tem servi\u00e7o. A classe oper\u00e1ria era quase um gueto. Os oper\u00e1rios se esfor\u00e7avam para serem cidad\u00e3os, mas isso foi em 1890\u201d. Quando ocorreu o 1\u00ba\u00a0Congresso Oper\u00e1rio Brasileiro, em 1906, os anarquistas sindicalistas conseguiram mudar o significado. A\u00ed passou a ser um dia de greve, um dia de guerra, um dia de luta de classes.\u201d<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1920, os comunistas ocuparam o lugar dos anarcossindicalistas e come\u00e7aram tamb\u00e9m a associar com a revolu\u00e7\u00e3o.\u00a0Isso foi at\u00e9 os anos de 1930, quando ocorreu a Revolu\u00e7\u00e3o liderada por Getulio Vargas. \u201cA\u00ed, o Estado come\u00e7ou a se voltar para a quest\u00e3o do trabalho\u201d.<\/p>\n<p>Nos anos de 1938 e 1939, foi a proibida a comemora\u00e7\u00e3o como dia de greve e s\u00f3 em 1940 foi decretada a data como feriado.\u00a0Segundo o professor\u00a0Kocher, foi a\u00ed que o movimento oper\u00e1rio perdeu a capacidade de monopolizar o significado do 1\u00ba de maio. \u201cO presidente Getulio falava: N\u00e3o precisa mais ser dia de greve, n\u00f3s j\u00e1 estamos fazendo a legisla\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>E, ent\u00e3o, a data deixou de ser Dia do Trabalhador para ser Dia do Trabalho.<\/p>\n<p><strong>Significado<\/strong><\/p>\n<p>Ao longo dos anos, Bernardo Kocher concluiu que a\u00a0data passou a significar quase nada. \u201cTanto que isso j\u00e1 foi dito v\u00e1rias vezes e voc\u00ea tem que fazer entrevista, porque a cultura se perdeu. Eu n\u00e3o sei de nenhuma manifesta\u00e7\u00e3o oper\u00e1ria. Sei que \u00e9 feriado e assim ficou.\u201d<\/p>\n<p>Na concep\u00e7\u00e3o do professor da UFF, o pr\u00f3prio mundo do trabalho mudou muito no decorrer do tempo. A jornada de 8 horas foi incorporada.<\/p>\n<p>\u201cA classe oper\u00e1ria perdeu protagonismo\u00a0com a interven\u00e7\u00e3o estatal na economia e no mundo do trabalho. Isso em todo o planeta. E foi perdendo o significado\u201d. Hoje, o n\u00famero de trabalhadores industriais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o economicamente ativa \u00e9 bem menor do que era na \u00e9poca das lutas oper\u00e1rias. V\u00e1rios setores industriais v\u00eam usando tecnologia, flexibiliza\u00e7\u00e3o, importam partes da China, e isso acabou modificando totalmente o conte\u00fado da classe oper\u00e1ria, manifestou Kocher. \u201cE se perdeu um pouco essa mem\u00f3ria coletiva. Se n\u00e3o fosse feriado, ningu\u00e9m praticamente ia se preocupar\u201d.<\/p>\n<p><strong>Jornada 6&#215;2<\/strong><\/p>\n<p>Ao ser indagado sobre\u00a0o projeto de redu\u00e7\u00e3o da jornada de trabalho 6&#215;2, Bernardo Kocher avaliou que se trata da mesma discuss\u00e3o do 1\u00ba de maio. \u201c\u00c9 igualzinho. Eu li os jornais da \u00e9poca (do in\u00edcio da Rep\u00fablica) e estou vendo a mesma palavr\u00f3ria. Os argumentos s\u00e3o os mesmos\u201d.<\/p>\n<p>Ele destacou\u00a0que a produtividade hoje \u00e9 imensa e o empres\u00e1rio tem mil recursos para aumentar a produtividade, mas n\u00e3o quer ceder.<\/p>\n<p>Segundo o professor, embora um dia a menos de trabalho se fa\u00e7a necess\u00e1rio para a vida humana, mas n\u00e3o para o capital, o empresariado n\u00e3o quer assumir.<\/p>\n<p>\u201cEle quer que o Estado assuma, alega que tem que cortar benef\u00edcios dos trabalhadores, cortar o sal\u00e1rio principalmente. A \u00faltima an\u00e1lise \u00e9 isso a\u00ed, diminuir o sal\u00e1rio. \u00c9 a mesma situa\u00e7\u00e3o.\u201d<br \/>\nNo passado, com a redu\u00e7\u00e3o da jornada para 8 horas\/dia, o trabalhador produziu mais e melhor, houve mais emprego, mais consumo. \u201cEnt\u00e3o; se perde por um lado, ganha pelo outro. Isso s\u00f3 ocorreu no passado com a interven\u00e7\u00e3o do Estado obrigando. Foi uma ditadura (Getulio Vargas) que obrigou, porque todo o mundo j\u00e1 estava fazendo isso. A Revolu\u00e7\u00e3o Russa, por exemplo, amea\u00e7ou e obrigou os empres\u00e1rios a cederem\u201d. Segundo expressou, os governos tiveram que entrar na quest\u00e3o \u201cporque n\u00e3o ia ter auto-regulamenta\u00e7\u00e3o nenhuma\u201d.<\/p>\n<p>A Reforma da Previd\u00eancia de 2019, que foi o principal projeto da equipe do ministro\u00a0Paulo Guedes, na gest\u00e3o do ent\u00e3o presidente\u00a0Jair Bolsonaro, consolidou na Constitui\u00e7\u00e3o Federal que a aposentadoria compuls\u00f3ria para servidores p\u00fablicos (Uni\u00e3o, Estados e Munic\u00edpios) ocorra\u00a0automaticamente aos\u00a075 anos\u00a0de idade, com proventos proporcionais.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Bernardo Kocher, a emenda provocou a\u00a0perda de direitos trabalhistas ao dar aos empres\u00e1rios a op\u00e7\u00e3o de demitir os trabalhadores celetistas com 75 anos de idade sem direito a receber indeniza\u00e7\u00e3o pelo tempo trabalhado, nem \u00e0 multa de 40% do Fundo de Garantia do Tempo de Servi\u00e7o (FGTS).<\/p>\n<p>\u201cEles est\u00e3o h\u00e1 d\u00e9cadas cortando direitos, porque o mundo do trabalho mudou muito. O mundo hoje \u00e9 de servi\u00e7os. A competi\u00e7\u00e3o \u00e9 global, a China produz tudo muito mais barato. Ent\u00e3o, se a classe trabalhadora est\u00e1 vulner\u00e1vel, essa legisla\u00e7\u00e3o (da emenda Paulo Guedes) passa\u201d.<br \/>\nPara o professor da UFF, a perspectiva para o trabalho n\u00e3o \u00e9 nada boa. \u201cHoje, o mercado domina o mundo do trabalho. E isso leva \u00e0 precariza\u00e7\u00e3o, leva \u00e0 pejotiza\u00e7\u00e3o (contrata\u00e7\u00e3o de pessoas jur\u00eddicas), \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de sal\u00e1rios e o Estado n\u00e3o quer intervir mais na economia.\u201d<\/p>\n<p><strong>Sociologia do trabalho<\/strong><\/p>\n<p>Na \u00f3tica do professor de Sociologia do Trabalho do Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IFCS\/UFRJ), Marco Santana, o 1\u00ba de Maio mant\u00e9m um significado profundamente pol\u00edtico, ainda que seu sentido tenha se transformado ao longo do tempo.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9, como se diz, dia de luta e luto. Ele surgiu no final do s\u00e9culo 19 como um dia de luta, ligado \u00e0 mem\u00f3ria das greves oper\u00e1rias de 1886 em Chicago, que reivindicavam a jornada de oito horas e foram violentamente reprimidas.\u201d<br \/>\nDe acordo com Santana, desde ent\u00e3o, o 1\u00ba de Maio simboliza a afirma\u00e7\u00e3o de que os direitos trabalhistas n\u00e3o s\u00e3o concess\u00f5es naturais do progresso ou mesmo das classes dominantes, mas conquistas obtidas por meio de lutas, conflito social e organiza\u00e7\u00e3o coletiva.<\/p>\n<p>Ao longo do s\u00e9culo 20, o dia, marcado por um feriado, acompanhou a consolida\u00e7\u00e3o dos direitos do trabalho em muitos pa\u00edses, por meio de legisla\u00e7\u00e3o trabalhista, sindicatos reconhecidos, previd\u00eancia social e limites \u00e0 jornada. Em v\u00e1rios contextos, por\u00e9m, esse car\u00e1ter combativo acabou por ser institucionalizado.<\/p>\n<p>\u201cO 1\u00ba de Maio passou a ser celebrado como data c\u00edvica, com cerim\u00f4nias oficiais e discursos, muitas vezes esvaziando sua dimens\u00e3o de protesto e de cr\u00edticas ao capitalismo\u201d, disse, em entrevista\u00a0\u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<br \/>\nMarco Santana observou, entretanto, que no s\u00e9culo 21, o significado do 1\u00ba de Maio volta a se tensionar. \u201cAs transforma\u00e7\u00f5es recentes do mundo do trabalho \u2014 como a precariza\u00e7\u00e3o, a informalidade, o trabalho por aplicativos, o enfraquecimento sindical e a redu\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica de direitos laborais \u2014 recolocam o 1\u00ba de Maio como um dia de den\u00fancia e reinven\u00e7\u00e3o das lutas trabalhistas\u201d.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, as pautas se ampliaram.\u00a0\u201cN\u00e3o se trata apenas e somente do emprego industrial cl\u00e1ssico, mas tamb\u00e9m do trabalho de cuidado, do trabalho racializado, das quest\u00f5es ambientais e da rela\u00e7\u00e3o entre trabalho, tecnologia e vida. A luta contra a escala 6&#215;1, por vida al\u00e9m do trabalho, por exemplo, \u00e9 uma pauta central e inescap\u00e1vel nesse 1\u00ba de Maio em nosso pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>No entender do professor do IFCS\/UFRJ, o 1\u00ba de Maio expressa hoje uma dupla dimens\u00e3o: \u00e9 mem\u00f3ria hist\u00f3rica das lutas que fundaram direitos sociais e, simultaneamente, um alerta sobre sua fragilidade.\u00a0\u201cMais do que comemorar conquistas passadas, o feriado reafirma que o direito ao trabalho digno, ao tempo livre e \u00e0 vida para al\u00e9m da mercantiliza\u00e7\u00e3o continua sendo uma quest\u00e3o aberta e disputada\u201d.<\/p>\n<p><strong>Outras datas<\/strong><\/p>\n<p>Nos pa\u00edses onde o dia 1\u00ba de maio n\u00e3o \u00e9 feriado oficial, s\u00e3o organizadas manifesta\u00e7\u00f5es nesta data, em defesa dos trabalhadores. Por outro lado, algumas na\u00e7\u00f5es celebram o Dia do Trabalhador em outras datas.<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 a Nova Zel\u00e2ndia, que celebra o Dia do Trabalho na quarta segunda-feira de outubro, em homenagem \u00e0 luta dos trabalhadores locais, que levou \u00e0 ado\u00e7\u00e3o da jornada de 8 horas di\u00e1rias, antes da greve geral que resultou no massacre nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Na Austr\u00e1lia, o Dia do Trabalho varia de acordo com a regi\u00e3o. J\u00e1 os Estados Unidos e o Canad\u00e1 celebram o Dia do Trabalho na primeira segunda-feira de setembro. Nos Estados Unidos, a escolha teria como objetivo evitar associar a festa do trabalho com o movimento socialista, ent\u00e3o com alguma relev\u00e2ncia no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Dia Internacional do Trabalhador, tamb\u00e9m conhecido como Dia do Trabalhador ou Dia do Trabalho, comemorado anualmente em 1\u00ba de maio, \u00e9 feriado em muitos pa\u00edses. A data tem origem na greve geral iniciada por\u00a0trabalhadores norte-americanos em 1\u00ba de maio de 1886, em Chicago, que reivindicavam melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho, principalmente a redu\u00e7\u00e3o da jornada<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":60383,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[7,8],"tags":[1490,1488,1489],"class_list":["post-60382","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-economia","tag-1o-de-maio","tag-dia-do-trabahador","tag-feriado-nacional"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60382","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60382"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60382\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60384,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60382\/revisions\/60384"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60383"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60382"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60382"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60382"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}