 {"id":60670,"date":"2026-05-13T13:49:57","date_gmt":"2026-05-13T16:49:57","guid":{"rendered":"https:\/\/portalmidia.net\/?p=60670"},"modified":"2026-05-13T13:49:57","modified_gmt":"2026-05-13T16:49:57","slug":"meio-ambiente-caramujo-africano-avanca-nas-cidades-e-acende-alerta-de-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/2026\/05\/13\/meio-ambiente-caramujo-africano-avanca-nas-cidades-e-acende-alerta-de-saude\/","title":{"rendered":"MEIO AMBIENTE: Caramujo africano avan\u00e7a nas cidades e acende alerta de sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>A presen\u00e7a do caramujo africano em quintais, jardins e terrenos baldios tem se tornado cada vez mais comum em \u00e1reas urbanas. De h\u00e1bitos noturnos e reprodu\u00e7\u00e3o acelerada, o molusco chama aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas pelo volume em que aparece, mas principalmente pelos riscos que representa \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica e ao meio ambiente. O Conselho Regional de Medicina Veterin\u00e1ria da Para\u00edba (CRMV-PB) e a Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas-PB) refor\u00e7am orienta\u00e7\u00f5es \u00e0 popula\u00e7\u00e3o sobre como agir de forma segura em rela\u00e7\u00e3o a estes moluscos.<\/p>\n<p>O caramujo africano, conhecido cientificamente como Achatina fulica, \u00e9 uma esp\u00e9cie ex\u00f3tica invasora origin\u00e1ria da \u00c1frica. Ele foi introduzido no Brasil de forma irregular na d\u00e9cada de 1980, com o objetivo de ser comercializado como alternativa ao escargot. No entanto, sem mercado consumidor, muitos criadores acabaram soltando os animais na natureza, o que contribuiu para sua r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o pelo pa\u00eds.<\/p>\n<p>Sem predadores naturais e com alta capacidade de reprodu\u00e7\u00e3o, podendo colocar centenas de ovos por ciclo, o caramujo se espalha com facilidade, principalmente em locais \u00famidos, com ac\u00famulo de lixo e mat\u00e9ria org\u00e2nica. Hoje, j\u00e1 est\u00e1 presente em grande parte do territ\u00f3rio brasileiro, tanto em \u00e1reas urbanas quanto rurais.<\/p>\n<figure id=\"attachment_60672\" aria-describedby=\"caption-attachment-60672\" style=\"width: 600px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-large wp-image-60672\" src=\"https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caramujo-afriano-2-600x400.jpeg\" alt=\"caramujo africano \" width=\"600\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caramujo-afriano-2-600x400.jpeg 600w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caramujo-afriano-2-300x200.jpeg 300w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caramujo-afriano-2-768x512.jpeg 768w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caramujo-afriano-2-150x100.jpeg 150w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caramujo-afriano-2-330x220.jpeg 330w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caramujo-afriano-2-420x280.jpeg 420w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caramujo-afriano-2-510x340.jpeg 510w, https:\/\/portalmidia.net\/wp-content\/uploads\/2026\/05\/caramujo-afriano-2.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-60672\" class=\"wp-caption-text\">caramujo africano<\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo o gerente executivo de Fauna Silvestre da Semas, Juan Mendon\u00e7a, a presen\u00e7a do animal em \u00e1reas urbanas est\u00e1 diretamente ligada \u00e0s condi\u00e7\u00f5es ambientais. \u201cEsses caramujos encontram nas cidades um ambiente favor\u00e1vel, com abrigo e alimento f\u00e1cil. O problema \u00e9 que, al\u00e9m de causarem desequil\u00edbrio ambiental e preju\u00edzos a hortas e planta\u00e7\u00f5es, tamb\u00e9m representam riscos \u00e0 sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. Por isso, \u00e9 fundamental evitar o contato direto e adotar medidas corretas de manejo\u201d, explica.<\/p>\n<p>O m\u00e9dico-veterin\u00e1rio Jos\u00e9 Cec\u00edlio, presidente do CRMV-PB, alerta que o caramujo africano pode atuar como hospedeiro de parasitas respons\u00e1veis por doen\u00e7as que colocam em alerta a sa\u00fade p\u00fablica. \u201cEsse molusco est\u00e1 associado \u00e0 transmiss\u00e3o de zoonoses como a meningite eosinof\u00edlica e a angiostrongil\u00edase abdominal, causadas por vermes do g\u00eanero Angiostrongylus. A infec\u00e7\u00e3o ocorre pela ingest\u00e3o de alimentos contaminados com larvas do parasita, presentes no muco deixado pelo animal, especialmente em verduras e frutas mal higienizadas\u201d, destaca.<\/p>\n<p>Essas doen\u00e7as podem afetar diferentes partes do organismo. No caso da meningite eosinof\u00edlica, o sistema nervoso \u00e9 atingido, podendo causar dor de cabe\u00e7a intensa, febre, rigidez na nuca e altera\u00e7\u00f5es neurol\u00f3gicas. J\u00e1 a angiostrongil\u00edase abdominal compromete o intestino, provocando dores abdominais, febre e outros sintomas gastrointestinais. A contamina\u00e7\u00e3o \u00e9 considerada acidental, mas exige aten\u00e7\u00e3o, principalmente em ambientes onde h\u00e1 presen\u00e7a frequente do molusco.<\/p>\n<p>Embora o contato direto n\u00e3o seja a principal forma de transmiss\u00e3o, ele deve ser evitado, especialmente sem prote\u00e7\u00e3o. \u201cO risco est\u00e1 na contamina\u00e7\u00e3o indireta. Ao tocar no animal ou em superf\u00edcies com muco e, em seguida, levar as m\u00e3os \u00e0 boca, olhos ou alimentos, a pessoa pode se expor aos parasitas. Por isso, o uso de luvas e a higieniza\u00e7\u00e3o adequada s\u00e3o fundamentais\u201d, refor\u00e7a o m\u00e9dico-veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Como agir \u2013 A orienta\u00e7\u00e3o \u00e9 nunca tocar diretamente no animal. Caso seja necess\u00e1rio realizar a remo\u00e7\u00e3o, o procedimento deve ser feito com cuidado. \u00a0\u201cO ideal \u00e9 usar luvas ou sacos pl\u00e1sticos para evitar contato com a pele. A coleta deve ser feita, preferencialmente, no in\u00edcio da manh\u00e3 ou \u00e0 noite, quando eles est\u00e3o mais ativos\u201d, orienta Jos\u00e9 Cec\u00edlio.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a coleta, os caramujos devem ser eliminados de forma segura. M\u00e9todos como esmagamento com prote\u00e7\u00e3o, imers\u00e3o em solu\u00e7\u00e3o salina ou \u00e1gua fervente s\u00e3o recomendados antes do descarte. Tamb\u00e9m \u00e9 fundamental eliminar poss\u00edveis criadouros, mantendo quintais limpos, sem ac\u00famulo de entulho, restos de alimentos ou materiais que possam servir de abrigo.<\/p>\n<p>N\u00e3o confundir com esp\u00e9cies nativas &#8211; Outro ponto de aten\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar a elimina\u00e7\u00e3o de moluscos nativos, como o aru\u00e1-do-mato (Megalobulimus sp.), que n\u00e3o oferecem os mesmos riscos e t\u00eam papel importante no ecossistema. Em caso de d\u00favida, o ideal \u00e9 procurar orienta\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os ambientais.<\/p>\n<p>Para Juan Mendon\u00e7a, a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal ferramenta de controle. \u201cA popula\u00e7\u00e3o precisa entender que o combate ao caramujo africano passa pela preven\u00e7\u00e3o. Evitar ac\u00famulo de lixo, n\u00e3o deixar restos de alimentos expostos e agir corretamente ao encontrar o animal s\u00e3o medidas simples, mas eficazes. A recomenda\u00e7\u00e3o \u00e9 clara: n\u00e3o manipular sem prote\u00e7\u00e3o e manter o ambiente limpo\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presen\u00e7a do caramujo africano em quintais, jardins e terrenos baldios tem se tornado cada vez mais comum em \u00e1reas urbanas. De h\u00e1bitos noturnos e reprodu\u00e7\u00e3o acelerada, o molusco chama aten\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas pelo volume em que aparece, mas principalmente pelos riscos que representa \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica e ao meio ambiente. O Conselho Regional de<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":60671,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[7,5],"tags":[1519],"class_list":["post-60670","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaque","category-saude","tag-caramujo-africano"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60670","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60670"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60670\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":60673,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60670\/revisions\/60673"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/60671"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60670"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60670"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60670"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}