 {"id":62052,"date":"2026-07-20T22:55:42","date_gmt":"2026-07-21T01:55:42","guid":{"rendered":"https:\/\/portalmidia.net\/?p=62052"},"modified":"2026-07-20T15:35:42","modified_gmt":"2026-07-20T18:35:42","slug":"propostas-de-reforma-da-previdencia-defendem-aumento-da-idade-minima-mudanca-no-mei-e-bonus-para-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/2026\/07\/20\/propostas-de-reforma-da-previdencia-defendem-aumento-da-idade-minima-mudanca-no-mei-e-bonus-para-mulher\/","title":{"rendered":"Propostas de reforma da Previd\u00eancia defendem aumento da idade m\u00ednima, mudan\u00e7a no MEI e b\u00f4nus para mulher"},"content":{"rendered":"<p>Uma nova reforma da Previd\u00eancia pode incluir o aumento da idade m\u00ednima na aposentadoria at\u00e9 chegar aos 67 anos, mudan\u00e7as na al\u00edquota de contribui\u00e7\u00e3o do MEI (Microempreendedor Individual) \u2013diferente do que o governo est\u00e1 propondo\u2013 e pagamento de adicional para a mulher com filhos.<\/p>\n<p>\u00c9 o que defendem estudos feitos por especialistas de institutos como o CDPP (Centro de Debate de Pol\u00edticas P\u00fablicas) e o IMDS (Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social), que prop\u00f5em ainda altera\u00e7\u00e3o na regra de reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo, com alta acima da infla\u00e7\u00e3o hoje, e o fim das aposentadorias especiais (incluindo a de militares) e de regras diferenciadas entre categorias.<\/p>\n<p>As mudan\u00e7as ocorreriam de duas formas. A principal delas seria nas normas. A outra \u00e9 no sistema, que deveria passar do atual modelo de reparti\u00e7\u00e3o para a cria\u00e7\u00e3o de uma camada de capitaliza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, haveria a necessidade de acabar com as desonera\u00e7\u00f5es e se criar formas de combate a fraudes e sonega\u00e7\u00e3o, em especial no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).<\/p>\n<p>As altera\u00e7\u00f5es s\u00f3 seriam poss\u00edveis caso Congresso e governo aceitassem os estudos e colocassem uma nova reforma da Previd\u00eancia em vota\u00e7\u00e3o. A \u00faltima foi aprovada h\u00e1 menos de dez anos, em 2019.<\/p>\n<p>As centrais sindicais tamb\u00e9m debatem o envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o, mas sem projeto de reforma. O tema, no entanto, \u00e9 considerado impopular em ano eleitoral. \u201cOs candidatos n\u00e3o t\u00eam nenhuma proposta concreta. Se eu fosse eles, tamb\u00e9m n\u00e3o falaria. O ciclo eleitoral \u00e9 isso mesmo\u201d, afirma o economista Paulo Tafner, presidente do IMDS.<\/p>\n<p>\u201cA reforma em 2027 \u00e9 desej\u00e1vel. Em 2031 ser\u00e1 inevit\u00e1vel, porque n\u00e3o d\u00e1 para esticar isso\u201d, diz F\u00e1bio Giambiagi, pesquisador da FGV (Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas), que fez parte dos dois grupos de estudo.<\/p>\n<p>O envelhecimento acelerado da popula\u00e7\u00e3o \u00e9 o principal fator por tr\u00e1s dos estudos, somado \u00e0s mudan\u00e7as no mercado de trabalho, com pejotiza\u00e7\u00e3o e uberiza\u00e7\u00e3o. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a taxa de fecundidade caiu para menos de dois filhos por mulher, enquanto a expectativa de vida aumentou mais de 20 anos.<\/p>\n<p>Em tr\u00eas d\u00e9cadas, estima-se que ser\u00e3o acrescentados 32,5 milh\u00f5es de novos benefici\u00e1rios apenas ao INSS. Hoje, o instituto paga cerca de 42 milh\u00f5es de benef\u00edcios, n\u00famero que n\u00e3o inclui servidores p\u00fablicos de regimes pr\u00f3prios, nem Legislativo, Judici\u00e1rio e For\u00e7as Armadas.<\/p>\n<p>Estima-se ainda que a necessidade de financiamento do RGPS (Regime Geral de Previd\u00eancia Social), ou seja, o d\u00e9ficit, suba de 2,49% do PIB em 2026 \u2013mais de R$ 330 bilh\u00f5es\u2013 para 10,41%, em 2100. Hoje, os benef\u00edcios do INSS representam 8,26% do PIB. Em 2100, o \u00edndice deve superar os 16%.<\/p>\n<p>Pelas propostas, a idade m\u00ednima da aposentadoria subiria de forma progressiva. \u201cO mundo inteiro est\u00e1 aumentando a idade m\u00ednima, e o Brasil ter\u00e1 de fazer o mesmo\u201d, diz o consultor da C\u00e2mara dos Deputados Leonardo Rolim, que tamb\u00e9m participou dos dois estudos.<\/p>\n<p>As exig\u00eancias aumentariam entre tr\u00eas e seis meses toda vez que a t\u00e1bua de mortalidade do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica) acrescentar mais um ano na expectativa de vida.<br \/>\nO brasileiro se aposenta hoje com 61 anos, em m\u00e9dia, segundo dados da Previd\u00eancia. Desde 2019, a idade m\u00ednima para se aposentar \u00e9 de 65 anos, para homens, e 62, para mulheres, para quem entra no mercado de trabalho. Quem j\u00e1 estava contribuindo tem regras mais vantajosas na transi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os estudiosos tamb\u00e9m defendem reduzir diferen\u00e7as entre categorias, aproximando as normas de trabalhadores urbanos e rurais, e revendo aposentadorias especiais, como as de professores, policiais e militares. Para as For\u00e7as Armadas, parte dos especialistas sugere manter regras diferenciadas pelas caracter\u00edsticas da carreira, mas sem aposentadoria integral para quem deixa a atividade mais cedo.<\/p>\n<p>Em 2030, haver\u00e1 mais pessoas acima de 60 anos do que crian\u00e7as e jovens at\u00e9 14 anos, e, em 2050, a curva da Previd\u00eancia come\u00e7a a mudar, com pouco mais um brasileiro ativo para cada benefici\u00e1rio do INSS. Hoje, s\u00e3o dois para um. \u201c\u00c9 como se cada brasileiro adotasse dois filhos\u201d, diz Tafner.<\/p>\n<p>Para as mulheres, h\u00e1 duas frentes, a que defende manuten\u00e7\u00e3o de idade menor na aposentadoria, j\u00e1 que a mulher fica mais tempo fora do mercado de trabalho para cuidar dos filhos e recebe sal\u00e1rio menor, e h\u00e1 os que querem um adicional por filho.<\/p>\n<p>Conforme explica Tafner, o b\u00f4nus seria limitado a tr\u00eas filhos, elevando o valor da aposentadoria como forma de reconhecer os impactos da maternidade na carreira. Modelos semelhantes j\u00e1 existem em outros pa\u00edses e h\u00e1 proposta aprovada em comiss\u00e3o na C\u00e2mara dos Deputados neste sentido, de adicional de 5%. Os gastos, no entanto, n\u00e3o foram detalhados.<\/p>\n<p>Outro ponto considerado priorit\u00e1rio \u00e9 a altera\u00e7\u00e3o nas regras do MEI. Hoje, o trabalhador contribui com uma al\u00edquota de 5% sobre o sal\u00e1rio m\u00ednimo e, ao se aposentar, recebe um sal\u00e1rio m\u00ednimo como benef\u00edcio. O ganho \u00e9 de quase 20 vezes o que ele investiu, a depender de quanto tempo passar\u00e1 recebendo o benef\u00edcio, e o d\u00e9ficit projetado para as pr\u00f3ximas d\u00e9cadas passa de R$ 1,8 trilh\u00e3o.<\/p>\n<p>A sugest\u00e3o \u00e9 que a al\u00edquota de contribui\u00e7\u00e3o aumente para 11%, como era quando o regime foi criado. As altera\u00e7\u00f5es no teto do modelo, como o governo est\u00e1 propondo \u2013dos atuais R$ 81 mil para R$ 140 mil em 2028\u2013 deveriam ser condicionadas a outras normas, como al\u00edquotas diferenciadas conforme o grau de escolaridade.<\/p>\n<p>O economista Rog\u00e9rio Nagamine \u2013tamb\u00e9m participante dos dois grupos de estudo de Previd\u00eancia\u2013 afirma que a contribui\u00e7\u00e3o atual do MEI \u00e9 simb\u00f3lica e insuficiente para garantir o equil\u00edbrio do sistema. Tanto ele quanto Rolim acreditam que o percentual incentiva a migra\u00e7\u00e3o de trabalhadores para uma modalidade com menor contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria e leva empres\u00e1rios a fraudar o sistema, contratando MEIs em vagas com caracter\u00edstica de carteira assinada, na pejotiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Nagamine, o n\u00famero de inscritos no MEI cresceu de 44 mil no final de 2009 para os cerca de 16,3 milh\u00f5es atuais, um acr\u00e9scimo de cerca de 1,1 milh\u00e3o por ano, mas a taxa de inadimpl\u00eancia \u00e9 alta, e cerca de 50% deixam de fazer o pagamento da guia de contribui\u00e7\u00e3o.<br \/>\nO total de MEIs com ao menos uma contribui\u00e7\u00e3o no ano subiu de 995 mil, em 2011, para 8,7 milh\u00f5es em 2023, aumento de nove vezes em 12 anos.<\/p>\n<p>Outra mudan\u00e7a considerada fundamental \u00e9 a revis\u00e3o da pol\u00edtica de reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo, j\u00e1 que cerca de dois ter\u00e7os dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios s\u00e3o vinculados a ele. T\u00e9cnicos afirmam que manter aumentos acima da infla\u00e7\u00e3o pressiona as despesas do INSS em um momento de r\u00e1pido envelhecimento da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma das alternativas discutidas \u00e9 criar regras diferentes para o reajuste do m\u00ednimo usado como refer\u00eancia para benef\u00edcios e para os sal\u00e1rios pagos no mercado de trabalho, mas n\u00e3o h\u00e1 consenso.<\/p>\n<p>Clemente Ganz L\u00facio, coordenador do F\u00f3rum das Centrais Sindicais e ex-diretor t\u00e9cnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4mico), afirma que n\u00e3o faz sentido discutir a redu\u00e7\u00e3o da valoriza\u00e7\u00e3o do sal\u00e1rio m\u00ednimo sem debates sobre como financiar a Previd\u00eancia diante das mudan\u00e7as no mercado de trabalho.<\/p>\n<p>\u201cO sal\u00e1rio m\u00ednimo n\u00e3o \u00e9 o problema da Previd\u00eancia. O desafio \u00e9 redesenhar o financiamento, porque a forma de trabalhar mudou. A pejotiza\u00e7\u00e3o, o trabalho por aplicativos e a informalidade est\u00e3o corroendo a base de arrecada\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Mudan\u00e7a no sistema<br \/>\nO principal ponto convergente entre os especialistas \u00e9 que uma nova reforma n\u00e3o deve prever apenas altera\u00e7\u00f5es nos par\u00e2metros, como ocorreu em 2019, mas mudar o sistema. A ideia \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de um modelo misto, mantendo a reparti\u00e7\u00e3o \u2013em que os trabalhadores da ativa contribuem para a aposentadoria dos mais velhos\u2013, e criando uma camada de capitaliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nSeriam tr\u00eas pilares: um b\u00e1sico, de prote\u00e7\u00e3o social; um segundo, de contribui\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias ao INSS e com aposentadoria semelhante a como \u00e9 hoje; e um terceiro, de capitaliza\u00e7\u00e3o direta, onde cada trabalhador teria uma conta individual, na qual parte da contribui\u00e7\u00e3o seria aplicada e acumulada ao longo da vida.<\/p>\n<p>Neste modelo, o valor da aposentadoria dependeria do montante poupado e da rentabilidade do investimento. Para os defensores da proposta, haveria redu\u00e7\u00e3o da press\u00e3o sobre as contas p\u00fablicas e o modelo aproximaria o Brasil de sistemas adotados por pa\u00edses como Su\u00e9cia e It\u00e1lia, fugindo do que ocorreu no Chile, que tem hoje aposentadorias e pens\u00f5es insuficientes.<\/p>\n<p>Os especialistas tamb\u00e9m concordam que as mudan\u00e7as deveriam come\u00e7ar a ser debatidas j\u00e1 em 2027 para se chegar a um consenso sobre o que \u00e9 melhor para a sociedade. Se nada for feito, em 2031, cortes de gastos ser\u00e3o inevit\u00e1veis.<\/p>\n<p>Veja propostas em debate para uma reforma da Previd\u00eancia<br \/>\nIdade m\u00ednima na aposentadoria<br \/>\n\u2013 A idade m\u00ednima deveria subir conforme a expectativa de vida do brasileiro, partindo dos atuais 65 anos para homens e 62 anos para mulheres<\/p>\n<p>\u2013 Haveria uma esp\u00e9cie de gatilho autom\u00e1tico para aumentar entre tr\u00eas meses e seis meses a idade da aposentadoria a cada ano de vida que o brasileiro ganhasse, conforme a t\u00e1bua de mortalidade do IBGE<\/p>\n<p>\u2013 A idade m\u00ednima ideal ficaria em 67 anos para homens e mulheres<\/p>\n<p>B\u00f4nus para mulher com filho<br \/>\n\u2013 Com regras de aposentadoria iguais para homens e mulheres, como idade m\u00ednima de aposentadoria de 67 anos (ou outra idade, a definir), a mulher receberia um b\u00f4nus por filho<br \/>\n\u2013 O valor n\u00e3o foi divulgado, mas seria limitado a at\u00e9 tr\u00eas filhos por mulher<\/p>\n<p>\u2013 Essa seria uma forma de corrigir as distor\u00e7\u00f5es hoje no mercado de trabalho causadas pela perda de renda que as mulheres t\u00eam ap\u00f3s a maternidade<\/p>\n<p>\u2013 Tamb\u00e9m seria uma forma de ajudar na quest\u00e3o da queda da natalidade, chamada de \u201crevolu\u00e7\u00e3o silenciosa\u201d na proposta do IMDS<\/p>\n<p>\u2013 Projeto semelhante foi aprovado em comiss\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados, prevendo adicional de 5% por filho, limitado a 15%<\/p>\n<p>MEI (Microempreendedor individual)<br \/>\n\u2013 O regime do MEI seria mantido, sem aumento do teto nem do n\u00famero de empregados a serem contratados, mas com al\u00edquota de contribui\u00e7\u00e3o maior<\/p>\n<p>\u2013 A al\u00edquota deveria subir dos atuais 5% para 11%, como era quando o modelo foi criado em 2009<\/p>\n<p>\u2013 O percentual de 5% foi definido por Dilma Rousseff em 2011 e \u00e9 considerado por estudiosos como err\u00f4neo por se tratar de uma alta ren\u00fancia de receita, j\u00e1 que o MEI \u00e9 subsidiado<\/p>\n<p>\u2013 Outra proposta \u00e9 para que haja tipos diferenciados de MEIs; neste caso, o teto poderia ser maior conforme a categoria e com al\u00edquota de contribui\u00e7\u00e3o maior tamb\u00e9m<\/p>\n<p>\u2013 Na categoria b\u00e1sica, de al\u00edquota menor (11%), se enquadrariam profissionais com diploma de ensino fundamental e\/ou m\u00e9dio<\/p>\n<p>\u2013 Profissionais com diploma de curso superior seriam enquadrados em categoria diferente, com al\u00edquota de contribui\u00e7\u00e3o maior<\/p>\n<p>Sal\u00e1rio m\u00ednimo<br \/>\n\u2013 A press\u00e3o nas contas p\u00fablicas feita pelo sal\u00e1rio m\u00ednimo, que tamb\u00e9m \u00e9 o piso dos benef\u00edcios previdenci\u00e1rios, justificaria mudan\u00e7as nas regras atuais, dizem os especialistas<\/p>\n<p>\u2013 Hoje, o sal\u00e1rio m\u00ednimo tem reajuste que considera a infla\u00e7\u00e3o medida pelo INPC (\u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor) mais a varia\u00e7\u00e3o do PIB (Produto Interno Bruto), limitada ao crescimento do arcabou\u00e7o fiscal at\u00e9 2,5%<\/p>\n<p>\u2013 H\u00e1 um grupo que defende o fim do reajuste real, com corre\u00e7\u00e3o apenas pela infla\u00e7\u00e3o, e desvincula\u00e7\u00e3o dele do piso de benef\u00edcios da Previd\u00eancia<\/p>\n<p>\u2013 Outro grupo defende a possibilidade de um sal\u00e1rio m\u00ednimo maior para o mercado de trabalho, com reajuste real, conforme a produtividade, e desvincula\u00e7\u00e3o do m\u00ednimo do piso dos benef\u00edcios, que teria apenas a corre\u00e7\u00e3o pela infla\u00e7\u00e3o, mas mantendo patamar atual de valor<\/p>\n<p>\u2013 O grupo liderado pelas centrais \u00e9 contra o fim do reajuste real, que v\u00ea como pol\u00edtica de inclus\u00e3o social<\/p>\n<p>\u2013 H\u00e1 entendimento, por\u00e9m, de que se a massa salarial do Brasil subir, o sal\u00e1rio m\u00ednimo no mercado de trabalho poderia corresponder a at\u00e9 70% dessa massa, como ocorre em pa\u00edses da Europa, e, neste caso, o piso dos benef\u00edcios seria um pouco menor<\/p>\n<p>Fim das aposentadorias especiais<br \/>\n\u2013 Aposentadorias especiais para trabalhadores rurais, professores, policiais civis, militares e For\u00e7as Armadas deixariam de existir<\/p>\n<p>\u2013 Os trabalhadores se aposentariam com idades iguais \u00e0 dos demais segurados, que subiriam dos atuais 65 anos, para homens, e 62 anos para mulheres, chegando a 67 anos para todos<\/p>\n<p>\u2013 H\u00e1 um grupo que defende a possibilidade de manter benef\u00edcios especiais, como a pr\u00f3pria aposentadoria especial do INSS e dos militares, mas com a institui\u00e7\u00e3o de idade m\u00ednima no benef\u00edcio<\/p>\n<p>\u2013 Nestes casos, a idade m\u00ednima seria um pouco menor do que a dos demais benefici\u00e1rios da Previd\u00eancia<\/p>\n<p>\u2013 Al\u00e9m disso, cairia a trava que impede esses profissionais de atuarem no mercado ap\u00f3s a aposentadoria; poderiam voltar ao mercado de trabalho e contribuir<\/p>\n<p>Fim do regime de reparti\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o da renda b\u00e1sica na aposentadoria<br \/>\n\u2013 O sistema de reparti\u00e7\u00e3o, como h\u00e1 hoje, em que os jovens no mercado de trabalho pagam o benef\u00edcio de quem se aposenta, deixaria de existir em parte no novo modelo<\/p>\n<p>\u2013 O Brasil adotaria uma Previd\u00eancia em camadas, com tr\u00eas sistemas \u2013dois deles integrados \u00e0 Previd\u00eancia Social\u2013, sendo que a primeira camada paga uma renda b\u00e1sica de aposentadoria para todo brasileiro ap\u00f3s uma idade m\u00ednima<\/p>\n<p>\u2013 Esse valor ainda n\u00e3o foi definido, mas poderia ser algo entre R$ 600, como no Bolsa Fam\u00edlia, e at\u00e9 o sal\u00e1rio m\u00ednimo, hoje em R$ 1.621<\/p>\n<p>\u2013 Com isso, o BPC (Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada), renda assistencial paga a idosos e pessoas com defici\u00eancia em vulnerabilidade social, deixaria de existir<\/p>\n<p>Capitaliza\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria no INSS entre o sal\u00e1rio m\u00ednimo e o teto da Previd\u00eancia<br \/>\n\u2013 Trabalhadores com renda entre um sal\u00e1rio m\u00ednimo e o teto da Previd\u00eancia Social pagariam contribui\u00e7\u00f5es obrigat\u00f3rias sobre estes valores, conforme tabela de contribui\u00e7\u00e3o, e teriam direito a um complemento na aposentadoria b\u00e1sica ap\u00f3s a idade m\u00ednima<\/p>\n<p>\u2013 Esse sistema seria gerenciado pela Previd\u00eancia Social e INSS e regimes pr\u00f3prios e continuaria sendo de reparti\u00e7\u00e3o, com os jovens no mercado sustentando os benef\u00edcios dos mais velhos e contribuindo para seu pr\u00f3prio benef\u00edcio no futuro<\/p>\n<p>Capitaliza\u00e7\u00e3o para quem ganha acima do teto da Previd\u00eancia<br \/>\n\u2013 Quem recebe sal\u00e1rio maior do que o teto do INSS teria uma terceira camada de capitaliza\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, gerenciada por empresas privadas de previd\u00eancia complementar<\/p>\n<p>\u2013 As regras da previd\u00eancia complementar continuariam sendo definidas pelo governo<br \/>\nFim das desonera\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p>\u2013 Setores que hoje t\u00eam desonera\u00e7\u00e3o, como escolas, hospitais e igrejas, perderiam a isen\u00e7\u00e3o total de impostos Neste caso, al\u00edquotas de pagamento podem ser diferenciadas, mas n\u00e3o haveria isen\u00e7\u00e3o total<\/p>\n<p>\u2013 Os estudos mostram que h\u00e1 hospitais de elite que recebem o benef\u00edcio por serem entidades filantr\u00f3picas, mas que n\u00e3o oferecem amplo atendimento a pacientes do SUS (Sistema \u00danico de Sa\u00fade)<\/p>\n<p>Combate \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o e \u00e0 pejotiza\u00e7\u00e3o, e taxa\u00e7\u00e3o dos aplicativos<\/p>\n<p>\u2013 A nova reforma deve prever formas de combate \u00e0 sonega\u00e7\u00e3o e \u00e0 pejotiza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de pagamento de contribui\u00e7\u00e3o por parte das empresas de aplicativos e dos trabalhadores<\/p>\n<p>\u2013 Empresas que tentarem fraudar o contrato de trabalho pela CLT (Consolida\u00e7\u00e3o das Leis do Trabalho) pagariam multas. Isso ocorreria caso contratassem \u201cpejotas\u201d ou MEIs em vagas que requerem v\u00ednculo formal<\/p>\n<p>Combate a fraudes na Previd\u00eancia<br \/>\n\u2013 O combate a fraudes em benef\u00edcios previdenci\u00e1rios seria constante, com mecanismos de tecnologia que acabassem com essa possibilidade<\/p>\n<p>\u2013 A mesma regra valeria para revis\u00f5es de benef\u00edcios, com corte da renda para segurados que se recuperam de doen\u00e7a ou acidente de trabalho, por exemplo, assim como para servidores e demais categorias<\/p>\n<p>\u2013 Entram no combate a fraudes os golpes para obter aposentadoria rural, no Atestmed e em outros benef\u00edcios<br \/>\n\u2013 Tamb\u00e9m devem ser combatidas fraudes como as da Opera\u00e7\u00e3o Sem Desconto, na qual sindicatos e associa\u00e7\u00f5es descontavam mensalidades associativas de aposentados que n\u00e3o tinham autorizado<br \/>\n\u2013 Golpes no consignado devem ser punidos com multas para bancos e financeiras que fizessem descontos ilegais, sem autoriza\u00e7\u00e3o do aposentado ou pensionista<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Folhapress<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova reforma da Previd\u00eancia pode incluir o aumento da idade m\u00ednima na aposentadoria at\u00e9 chegar aos 67 anos, mudan\u00e7as na al\u00edquota de contribui\u00e7\u00e3o do MEI (Microempreendedor Individual) \u2013diferente do que o governo est\u00e1 propondo\u2013 e pagamento de adicional para a mulher com filhos. \u00c9 o que defendem estudos feitos por especialistas de institutos como<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":44256,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_eb_attr":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-62052","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62052","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=62052"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62052\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":62053,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/62052\/revisions\/62053"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44256"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=62052"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=62052"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/portalmidia.net\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=62052"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}