Influencer que assumiu trisal com advogada e empresário venceu concurso de Miss duas vezes

Influencer que assumiu trisal com advogada e empresário venceu concurso de Miss duas vezes

A influencer Natalia Bezerra da Silva, que assumiu recentemente um trisal com a advogada Graziela Veras Parrião Lustosa, de 31, e o empresário Diogo Matheus Simon, de 33, já foi coroada miss por duas vezes, no Tocantins. Em 2016, ela venceu o concurso representando a cidade de Palmas. E em 2017, foi eleita Miss Porto Nacional.

A jovem de 26 anos e 1,75 de beleza, agora mais do que nunca, está bombando nas redes sociais. Depois da repercussão do poliamor, saltou de 31 mil para mais de 40 mil seguidores no Instagram, em menos de 24 horas.

No perfil, divide a rotina com os internautas, bem como viagens pelo Brasil, cuidados com o corpo e dicas de moda. Nos últimos meses, passou também a compartilhar conteúdo sobre a rotina do trisal, como por exemplo, mostrando uma caminhada dos três pela manhã e até vídeos engraçados sobre a faxina que é feita em casa.

Graziela, Diogo e Nathália formam um trisal desde 2020 — Foto: Reprodução/Instagram

Graziela, Diogo e Nathália formam um trisal desde 2020 — Foto: Reprodução/Instagram

Natália Bezerra é influencer e assessora jurídica — Foto: Glauber Matos

Natália Bezerra é influencer e assessora jurídica — Foto: Glauber Matos

Natalia também é formada em direito e pós-graduanda em Direito Tributário. Atua como assessora jurídica na Procuradoria Geral do Estado do Tocantins.

Nessa quarta-feira, fez publicação no Instagram agradecendo pelas mensagens positivas que tem recebido. “Quero agradecer todas as mensagens maravilhosas que nós estamos recebendo de vocês, feedbacks, pessoas querendo conhecer mais”, comentou a influencer.

Em 2016, a influencer Natalia Bezerra foi coroada Miss Palmas — Foto: Reprodução/Instagram

Em 2016, a influencer Natalia Bezerra foi coroada Miss Palmas — Foto: Reprodução/Instagram

Natalia Bezerra em 2016, quando foi coroada Miss Palmas — Foto: Paulo Versiani

Natalia Bezerra em 2016, quando foi coroada Miss Palmas — Foto: Paulo Versiani

Trisal tocantinense

 

A história do trisal começou com uma brincadeira, depois que Graziela e Diogo, casados há mais de 15 anos, resolveram tentar viver uma experiência diferente. Eles se conheceram ainda adolescentes quando faziam o ensino médio em uma escola da capital e em 2020, durante a pandemia, decidiram abrir o coração e a relação para uma terceira pessoa.

Durante entrevista ao g1, os três falaram sobre a relação, ciúmes, amor sexo e o desejo de terem filhos, assim como os motivos que os levaram a se expor nas redes sociais.

“Eu não consigo fazer diferenciação entre o Diogo e a Natalia. O Diogo é tão importante quanto a Natalia, não importa se eu e ele estamos juntos há mais tempo. Eles ocupam posições iguais na minha vida. É o mesmo carinho, mesmo cuidado, mesmo respeito, mesma preocupação. E até mesmo na química, no desejo sexual, há uma química muito grande entre os três”, diz Graziela.

Há cerca de uma semana eles criaram a página “Vivendo a três” para dividir a rotina e responder perguntas sobre o poliamor. Após uma entrevista publicada pelo g1, durante a manhã, o perfil saltou de 1,2 mil seguidores para mais de mais de 30 mil.

“O objetivo é tirar as pessoas da casinha, da zona de conforto, mostrar que sim, é possível viver esse amor livre e sem preconceito e que a vida é mais leve quando você pode ser você mesmo”, conta Natalia.

Trisal criou perfil nas redes sociais para mostrar rotina e mostrar que é possível viver um amor livre — Foto: Reprodução/Instagram

Trisal criou perfil nas redes sociais para mostrar rotina e mostrar que é possível viver um amor livre — Foto: Reprodução/Instagram

O que é trisal e quais os efeitos jurídicos da união?

 

Segundo a advogada especialista em direito de Família, Alessandra Muniz, poliamor é a união de três ou mais pessoas, caracterizado pelo afeto, responsabilidade mútua e lealdade para com os membros dessa relação.

Apesar de ter alguns casos espalhados pelo país, não há na legislação brasileira, lei ou norma, que contemple esse tipo de união.

“O artigo 1.723 do Código Civil não contempla esse tipo de união, pois tem como princípio a monogamia. O que ainda se resguardava era, por vontade das partes, realizarem uma escritura pública de união estável poliamorista, o que fora proibida pelo CNJ em 2018. Mas, vejamos: essa proibição não fará que o poliamor não exista, pelo contrário, ele está aí; a sociedade evolui a cada instante e as leis não contemplam cada situação nova”, explicou.

Além disso, o Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça não reconhecem o poliamor como entidade familiar, disse a especialista.

“Há algumas decisões de primeiro grau que garantem direitos aos partícipes dessa relação, mas quando culminam nos tribunais superiores, há mudanças que deixam os poliamoristas sem garantias jurídicas”.

g1 

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