Lula diz que igreja não pode ter palanque político e apoia Estado laico

Em uma de suas falas, o candidato à presidência em 2022 acusou concorrentes de usar a igreja como palanque político, e defendeu o Estado laico brasileiro.

O ex-presidente Lula (PT) realizou um ato de campanha no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, onde reuniu apoiadores e militantes. Em uma de suas falas, o candidato à presidência em 2022 acusou concorrentes de usar a igreja como palanque político, e defendeu o Estado laico brasileiro.

“Tem muita fake news religiosa correndo por esse mundo, tem demônio sendo chamado de Deus e gente honesta sendo chamada de demônio, porque tem gente que não está tratando da igreja para gostar da fé e da espiritualidade e está fazendo da igreja um palanque político ou uma empresa para ganhar dinheiro”, afirmou.

“E eu quero dizer para vocês. Eu, Luiz Inácio Lula da Silva, defendo o Estado laico, o Estado não tem que ter religião e todas as religiões precisam ser defendidas pelo Estado, e as igrejas não têm que ter partido político porque as igrejas precisam cuidar da fé e da espiritualidade das pessoas, e não cuidar da candidatura de falsos profetas ou de fariseus que estão engando esse povo o dia inteiro”, completou.

Lula também reforçou que crê em Deus, e por isso fala sobre o assunto com tranquilidade. Além disso, reforçou que não precisa de padres ou pastores para demonstrar sua fé, afirmando que pode passar horas conversando com Deus “sem precisar de favores”.

No evento, estavam presentes o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), o candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB); a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), o senador Randolfe Rodrigues (Rede), o deputado federal André Janones (Avante) e o candidato ao Senado por São Paulo Márcio França (PSB).

G1

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