Padre Kelmon entrega arma de Roberto Jefferson à polícia

Padre Kelmon foi até a residência do ex-deputado para oferecer apoio espiritual, segundo sua assessoria. Depois, ele entregou aos policiais um fuzil.

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) — Enquanto Roberto Jefferson (PTB) resistia a uma abordagem da PF neste domingo (23) em cumprimento a ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, Padre Kelmon foi até a residência do ex-deputado para oferecer apoio espiritual, segundo sua assessoria. Depois, ele entregou aos policiais um fuzil.

O Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi destacado para apoiar a operação da PF. Há também veículos da PRF (Polícia Rodoviária Federal) na região, em Levy Gasparian (RJ).

Jefferson se entregou na noite deste domingo e está sendo levado para a superintendência da Polícia Federal no Rio. Ele saiu em um carro descaracterizado por volta das 19h, escoltado pela PF.

A polícia fez um cerco em volta da residência de Jefferson, mas vem permitindo a passagem de pessoas próximas ao ex-deputado, como Kelmon, que concorreu à Presidência pelo PTB, e seu vice, o pastor Luiz Cláudio Galmonal.

Dezenas de militantes bolsonaristas se reúnem no entorno da residência em apoio ao ex-deputado.

A ordem de prisão foi motivada em razão dos ataques verbais que o político de extrema direita, aliado do presidente Jair Bolsonaro (PL), desferiu contra a ministra Cármen Lúcia, do STF.

Ele comparou a magistrada a “prostitutas”, “arrombadas” e “vagabundas” em um vídeo publicado por sua filha Cristiane Brasil (PTB) nas redes sociais, neste sábado (22).

Pela manhã, Jefferson reagiu à abordagem e atirou. Segundo a PF, o ex-deputado também lançou granada na direção dos agentes. Dois policiais ficaram feridos, atingidos por estilhaços.

De acordo com as investigações, mais de 20 tiros de fuzil foram disparados pelo político.

À noite, Moraes determinou nova prisão contra Jefferson por tentativa de homicídio. O ministro ameaçou incriminar o ministro da Justiça, Anderson Torres.

Bolsonaro se manifestou por meio de um vídeo assim que a prisão ocorreu.

“Como determinou com o ministro da Justiça Anderson Torres, Roberto Jefferson acaba de ser preso. O tratamento dispensado a quem atira em policial é o de bandido. Presto minha solidariedade aos policiais feridos no episódio”, disse o presidente.

FOLHAPRESS

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