Pollyanna critica cortes na Farmácia Popular pelo governo Bolsonaro
Presidente cortou 59% da Farmácia Popular para garantir orçamento secreto em 2023


A deputada estadual e candidata ao Senado Federal Pollyanna Dutra criticou os cortes realizados pelo presidente Jair Bolsonaro no programa Farmácia Popular. Ao todo, o programa, que atende mais de 21 milhões de brasileiros com medicamentos gratuitos, sofrerá uma perda de 59% do orçamento em 2023 para que sejam garantidos mais recursos para o orçamento secreto, esquema revelado pelo jornal O Estado de São Paulo de transferência de verbas parlamentares sem transparência. Além da Farmácia Popular, ainda foram realizados cortes nas despesas para atendimento da população indígena.

“Já imaginou como será a saúde pública nos próximos anos se não pensarmos urgentemente em estratégias de financiamento que invertam esse quadro? É preciso ter compromisso com o povo! Cortar verbas de programas sociais para financiar interesses próprios não é a solução!”, alertou Pollyanna, reiterando que, quando for eleita senadora da república, não votará, jamais, pela perda de direitos. Pollyanna se comprometeu em, ao lado de Lula, lutar pelos brasileiros. “Como senadora, ao lado de Lula, vamos restabelecer a verba para as Farmácias Populares, garantindo assistência justa para quem mais precisa. É momento de cuidar das pessoas! Nenhum direito a menos!”, assegurou.

Saiba mais

A parcela gratuita do programa Farmácia Popular é voltada para medicamentos de doenças crônicas, como asma, hipertensão e diabetes. Em 2022, as despesas com a gratuidade do programa prevista no Orçamento somaram R$ 2,04 bilhões. Já no projeto de Orçamento de 2023, o governo previu R$ 842 milhões: corte de R$ 1,2 bilhão. Os gastos para a saúde indígena foram cortados em R$ 870 milhões, sendo previstos em R$ 610 milhões em 2023 – ante R$ 1,48 bilhão em 2022.

No caminho oposto ao corte desses programas, as emendas de relator incluídas no orçamento da saúde cresceram 22%. As emendas parlamentares individuais e de bancada impositivas (que o governo é obrigado a executar) aumentaram 13%.

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